Os cus rachados da Tricolor de Coração

Sobre o jogo de ontem existe pouco a dizer… Um tempo de cada time… colocar na arbitragem culpa do resultado é reduzir à fração mais simples; sim o árbitro errou e amarrou o jogo da forma que quis… mas ficam algumas perguntas no ar:

Como justificar a infantilidade e a cabacice do Nino?

Uma vez que o Matheus Ferraz não teve condições de ser relacionado, quem foi o membro do Departamento Técnico responsável pelo FFC não seguir a norma protocolaria dos 10 dias de afastamento de qualquer contaminado pelo Covid-19?

Por que o FFC somente havia relacionado um zagueiro para o banco e tinha uma plantação de atacantes (4) e jogadores de meio de campo (4) no banco?

Por que o FFC não teve poder de fogo para convocar o Frazan ou outro zagueiro para se apresentarem em Santos antes do jogo, uma vez que o clube foi comunicado sobre as 13 horas do impedimento do Matheus Ferraz?

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/apos-aviso-da-cbf-fluminense-retira-matheus-ferraz-da-lista-de-relacionados-contra-o-santos.ghtml

No lance posterior à expulsão do Nino, o gol do Santos foi marcado. É só rever a jogada e ver a falha de posicionamento da nossa marcação.

E o Marcão colocou o Yuri para fazer a função do Nino…

Na foto abaixo vocês conseguem encontrar o Yuri?

Conclusão: faltou zagueiro de ofício no banco.

A questão de técnica de regulamentos passa por três pessoas: Paulo Angioni, Marcelo Penha e Rodrigo Henriques… nessa ordem…. se somarmos os salários dos três, chegaremos à conclusão de ganham MUITÍSSIMO para que o FFC seja vítima desse tipo de cagada. Os dois pontos perdidos ontem podem custar ao Fluminense alguns milhões de reais.

MUDANDO DE ASSUNTO

Hoje, no dia em que a minha mãe está completando 86 anos de existência (graças a Deus ela está em outro patamar para não ter que conviver com certo tipo desituações) fui despertado por quatro áudios sobre a minha pessoa nos quais se comentava a meu respeito.

Vamos lá: estão utilizando mentiras a meu respeito para compuscar e vituperar ao Projeto de Revitalização das Laranjeiras, o LARANJEIRAS XXI… Dizendo que o projeto é ruim porque eu sou amigo do Sérgio Poggi…

Isso mostra o quão diminutas são essas sub criaturas… O LARANJEIRAS XXI tem quase cinco anos de trabalho e, apesar do Poggi ser hoje o ponta de lança, envolve mais gente.

Quanto ao meu relacionamento de amizade com o Poggi, apesar de nos conhecermos desde 2016, estreitou-se há menos de um ano, digamos ainda em fase de construção.

E utilizar essa desculpa para depreciar o projeto é coisa de MAUS TRICOLORES, desses que preferem os estádios do América, do Boavista e do Macaé como fonte de inspiração. Coisa de anão débil mental.

Por outro lado me acusam de coisas que não me pertencem, nem à Vanguarda Tricolor…

Em 1997 o clube era presidido pelo Álvaro Barcellos (eleito em peso pelo embrião do grupo Democracia Tricolor, que hoje manda no clube em conjunto com os ANALFABETOS da Tricolor de Coração)… O Vice Presidente de Futebol era o Edgard Hargreaves. Ponto. Para nada houve a participação da Vanguarda Tricolor.

Em 1998 o Presidente era o mesmo Álvaro Barcellos. Fui Vice Presidente de Futebol durante 75 dias (5 jogos, sendo 2 do CARIOCA, 2 amistosos e 1 do Brasileiro da Série B… 4 vitórias e 1 derrota).

Ou seja dos 10 jogos da Série B só fui dirigente em 1… no restante o Vice Presidente de Futebol foi o JOSÉ CARLOS TORRES COELHO.

Mas esses caras da Tricolor de Coração, dirigidos por assalariados da gestão, além de mentirosos, são tricolores de araque… não conhecem a história.

Será que eles sabem responder QUANTAS vezes os jogadores do Fluminense que residiam no Hotel Paissandu (meia ponta de estrela) entre eles o Magno Alves e o Gil Baiano, foram despejados por falta de pagamento?

Será que eles sabem responder o real motivo para o FUNDO OCEÂNICA fechar o grifo do dinheiro?

Será que eles sabem responder quantos meses de salários estavam atrasados (5 de funcionários, 4 de roupeiros, massagistas, médicos e supervisores, 3 de jogadores)?

Será que eles sabem responder o nome dos jogadores que se negaram a disputar a Série B por falta de pagamentos?

Será que eles sabem que eu autorizei a todos os jogadores do Fluminense a almoçarem no Restaurante do Fran Mourão e a levarem quentinhas para o jantar porque os caras não tinham dinheiro para comer?

Será que eles sabem quantos cheques sem fundos o Presidente Álvaro Barcellos ASSINOU na véspera do jogo contra o ABC como pagamento de salários dos jogadores? 36 ou 38?

E por último…

Será que eles sabem que EU RECUSEI U$ 300.000,00 (trezentos mil dólares) de suborno para liberar para um agente FIFA (íntimo amigo do João Havelange) levar para o futebol asiático 3 jogadores do FFC (Roni, Nonato e Adilson zagueiro)?

É óbvio que não sabem. Nem a resposta de outras 400 perguntas.

Mas vou além… parafraseando o Sr. Renato Ambrósio (aquele da Live Sorte, do 1 Milhão de reais do carro forte)… DESAFIO DO “ROUPEIRO AO PRESIDENTE” a debaterem comigo sobre TUDO o que aconteceu com o Fluminense nos anos 1990.

Não vão topar porque não sabem de nada. Nem passavam na porta do clube.

Se minha MÃE fosse viva faria o seguinte… me pegaria pelo braço, colocaria o dedo na minha cara é diria: “EU EXIJO QUE VOCÊ QUEBRE A CARA DESSES CARAS”…

Então eu iria rir e responderia: “MÃE… eu não brigo com CUZÕES”.

Terminando: esses cus rachados da Tricolor de Coração deveriam acender uma vela todos os dias para a Vanguarda Tricolor… a Vanguarda fez um grande favor ao Fluminense… criou a eleição direta para presidente no clube.

Por outro lado a Vanguarda fez um grande desfavor ao FFC: permitiu que imbecis com etiqueta de preço como os da Tricolor de Coração tivessem direito à voz e voto.

O desafio está lançado.

A Flusócio destruiu o Fluminense (por Caio Barbosa)

 

Hoje foi dia de retornar às Laranjeiras. Pela segunda vez neste ano e, salvo engano, quinta ou sexta vez nos últimos oito anos. O lugar que frequentei quase que diariamente por boa parte da vida já não me pertence mais. Foi tomado de assalto por uma legião (sem trocadilho) de vigaristas, mentirosos, farsantes, canalhas e dilapidadores de patrimônio no início de 2011, conforme infelizmente avisei que aconteceria, sem nenhum tipo de orgulho de minha parte por ter avisado. Mas foi o que aconteceu.

O clube que no século passado ganhou o Prêmio Nobel do esporte, que tornou-se referência em absolutamente tudo, tanto desportivamente como socialmente, sendo um dos principais centros de convivência da sociedade carioca, tornou-se um celeiro de gente abjeta. Do dia para a noite. O desespero dos funcionários já em 2011 falava por si. De uma hora para outra passaram a conviver com pessoas que nunca haviam estado ali e se vestiam de uma arrogância e prepotência típicas de torcedores do clube que fica às costas do Redentor, não de frente para ele, como o nosso. E eu me recuso a frequentar o mesmo espaço que esta turma. Não sou mais tricolor do que ninguém. Mas sou tricolor. Essa gangue não é.

Esta semana, no entanto, fui convidado por um grupo de torcedores e conselheiros para acompanhar a entrega de 150 cestas básicas a funcionários do clube e também terceirizados que estão há meses sem receber. O convite chegou através de uma ligação de Antônio Gonzalez, ex-presidente da Força Flu, ex-dirigente, a quem muito critiquei, à época, mas que tem o mérito de poucos, diria raros, de não temer a arquibancada, onde fomos criados.

“Caio, tudo bem? Então, eu não sei se você está sabendo, mas a Young Flu está fazendo uma vaquinha pela internet para comprar cestas básicas para os funcionários, eu decidi ajudar, um grupo de conselheiros também, além de outros sócios, atletas, e eu queria saber se você poderia comparecer para acompanhar e, se não for inconveniente, contar com suas palavras o que viu”, disse Gonzalez.

Prometi que iria. E fui. Porque além de gostar do Fluminense, também criei laços de amizade com um sem-número de funcionários do clube ao longo das décadas. Mas ir às Laranjeiras é de cortar o coração. Entrei e fui direto ao Fidélis para o tradicional pão de queijo com Grapette. Não havia uma pessoa. Nem a Mariângela. Só havia uma placa com o verdadeiro nome da empresa, fantástico: “Terra Tricolor Ltda”, referência, claro, ao sobrenome da família. Segui para a antiga Fluboutique, atual Loja do Fluminense, um cenário devastador. Mesmo às vésperas do Natal, quando as Laranjeiras e a loja ficavam lotadas, não havia ninguém. E menos produtos que na prateleira de troféu do Botafogo.

O clube estava absolutamente deserto. Só não parecia abandonado porque lá estava o grupo de torcedores com suas cestas básicas a distribuir a poucos funcionários, posto que muitos estão sem dinheiro para ir trabalhar, outros tantos, segundo os colegas, foram coagidos pela direção para não receberem as cestas, o que dá a medida da baixeza moral, da covardia daqueles que administram o clube, a escória da sociedade, o oposto de outrora.

“É que infelizmente você não vem mais aqui, Caio. Tinha que vir para ver o que essa turma fez com o Fluminense. O que eles fizeram com o futebol, fizeram com o clube. Se ninguém fizer nada, pode acreditar: o Fluminense acaba”, contou uma funcionária com décadas de clube.

Diferentemente de todos que ali estavam, nunca participei da vida política do clube. Sequer voto. Nunca votei. Não é uma virtude. Aprendi com Armando Giesta que nosso lugar é na arquibancada. É lá que sinto bem. Mas hoje admito que se não fizerem alguma coisa, podem acabar com o Fluminense.

Nunca vi tanto lixo junto. Me desculpem pelas palavras fortes e pelo mau humor, mas eu sou assim. Quem gosta de lixo é urubu. E a flusócio. Eu sou tricolor. Estou do outro lado. Parabéns aos torcedores pela iniciativa, e aos funcionários pela dedicação.

Fora, Abad. O Fluminense não precisa de você. Pegue seus trapos e vá pigarrear com o Peter Siemsen. Saiba que todas as vezes que você entra no clube pelo portão principal, os funcionários sentem nojo de você. Foi o que ouvi hoje deles. O Oscar Cox, naquele busto, também. E eles estão cobertos de razão. Você e seus asseclas envergonham nossa história.

Vida norte

(rio Miño… de um lado, Espanha… do outro, Portugal)

 

Vida no norte…

É dança da morte, é vida sem sorte, o sabor de corte…

E a ferida não cicatriza… já não tem cura, nem atura o norte da vida…

Nas fronteiras da terra os trilhos da morte passam por perto, meu rumo é incerto, viver por viver…

Sem gosto da sorte amigos não ter…

E a distância aprofunda o amor ao silêncio,  esse grito contido…

Paixão que inunda me mantém de pé…

Amo você estrela da noite, mensageira brilhante… meu último adeus será Parati…

A solidão é  meu reino, a prostituta é rainha, seus cabelos largos…

Tão bela era França mas o império caiu…

Abaixo as guerras, peço paz nas terras, tudo é sempre possível.

Mas se não me satisfaz vou procurar de novo…

O sentimento incrível onde o amor se desfaz, a violência no povo…

Será  que existe valor se eu não conheço a dor…

Peço clemência acabada a inocência o trem vai partir…

O absoluto é mostro se não te parece…

Pra Roma eu vou…

O trem já partiu.

 

*** 1988 – Galicia  –  Espanha