A MÚSICA DO ANO – “Rock’n’roll” (Nando Reis)

Cada um na sua, mas “Rock’n’Roll” de Nando Reis é disparada a melhor música nacional dos últimos tempos.

Dentro de 20 anos com certeza estaremos diante de um poema histórico, a denúncia fotografada pela verdade… Que mundo queremos? O da hipocrisia?

Ou queremos transformar o mundo de verdade? Ou vamos nos omitir diante do que está acontecendo nos dias de hoje?

Nando Reis já tinha  a minha admiração. Hoje tem o meu MÁXIMO RESPEITO.

(a letra é tão espetacular, que me serve como grito até para a própria crise contra o #FORAABAD )

Rock ‘n’ Roll

Em algum momento, virou o tempo
Um deslizamento derramou cimento
Entre a loucura e a razão
Já não há silêncio, tudo é barulhento
Muito movimento, pouco pensamento
Sobra opinião.

Todos similares
Carregam nas mãos seus celulares
Rostos singulares
Se tornam vulgares em meio à multidão
Mas eu ainda canto meu rock ‘n’ roll
Eu ainda canto meu rock ‘n’ roll

Detritos nos mares, nos rios, nos lagos
Todos infestados com enxofre, chumbo e ácido
O imundo licor preto
Garrafas pet, cápsulas de Nespresso
Como espectros, durante séculos
Vagarão boiando pelos oceanos seus esqueletos

Não há nenhum ninho
Na grande ilha de lixo do Pacífico
Como um urso polar
Flutuando num bloco de gelo à beira da extinção
Eu ainda canto meu rock ‘n’ roll
Eu ainda canto meu rock ‘n’ roll

Conservadores e liberais usam as redes sociais
Pra divulgar os seus boçais ideais medievais
Como se fossem os dez novos mandamentos
Em presídios superlotados
Homens trancafiados, sendo decapitados
Seus corações arrancados
Já não causam mais nenhum estranhamento

Perdeu seu emprego
Quando revelaram seu segredo
Morrendo de medo
Foi crucificado com desprezo como um traidor
Mas ele ainda tem o seu rock ‘n’ roll
Ele ainda tem o seu rock ‘n’ roll

Pastores e censores, delatores, promotores
Senadores, corruptores, grandes trocas de favores
Na maior hipocrisia e desfaçatez
As transações tenebrosas das obras portentosas
Roubam somas vultosas bocas gananciosas
Esperando cada uma a sua vez

É crime o aborto
Mas não o é o roubo de um bilhão
Por um pacote de biscoitos
Ele passou mais de 20 anos na prisão
Mas ele ainda tem o seu rock ‘n’ roll
Ele ainda tem o seu rock ‘n’ roll

Todos de vermelho comungam de joelho
São fartos em conselhos, mas não olham pro espelho
Evitando o constrangimento da própria contradição
Vaca amarela guardou a panela
E a camisa amarela saiu da janela
Onde foi parar aquela balela da fúria e da indignação?

Não tenho as certezas
Dos hinos que grita a multidão
Mas finco a bandeira
Do arco-íris, viva a liberdade de expressão
Sertanejo, gospel, hip-hop, choro
Samba, funk e pagode, rap, rock ‘n roll

A polícia dos costumes, chafurdada no estrume
Manipula seu o cardume, acendendo o vaga-lume
Aumentando o volume da sirene odiosa da repressão
Uma mão na bíblia, outra no coldre, repetindo seu slogan
Dente por dente, olho por olho
Bandido bom, bandido morto
Parece um contrassenso o argumento que armamento é proteção

Tudo é transgênico
No alimento que comemos
Mas negros, travestis e transgêneros
São assassinados, humilhados e tratados com discriminação
Com eles que eu canto esse rock ‘n’ roll
É com eles que eu canto esse rock ‘n’ roll

Toda nudez é inocente, até que a mente indecente
Dessa gente doente, de língua maledicente
Transforme a inocência da nudez da gente somente em perversão
Se Deus fosse consultado, qual seria o resultado?
Escolheria algum dos lados dos inimigos tresloucados
Lunáticos, fanáticos por suas crenças ou pela religião?

Uns creem no Gênesis
Outros na teoria da evolução
Buscando sossego, ele lê os gregos
Hesíodo e Platão
Mas eu ainda tenho meu rock ‘n’ roll
Eu ainda tenho meu rock ‘n’ roll

Na primavera, me disse a Vera
Eu vou, não me espera
Abriu-se uma cratera onde havia terra
Ela era a atmosfera e o meu chão
E eu sonho com ela, eu preciso dela
Sou louco por ela, a vida sem ela
É incongruência, desolação

O mundo não é mais o mesmo em que eu nasci
Mas eu continuo curando a tristeza
Com a beleza de uma canção
Por isso eu ainda canto meu rock ‘n’ roll
Eu ainda canto meu rock ‘n’ roll
Eu canto, eu canto o meu rock ‘n’ roll
Eu ainda canto, eu canto meu rock ‘n’ roll

E eu ainda canto, eu canto, eu canto rock ‘n’ roll
E eu ainda canto, eu canto, eu canto

Compositores: José Fernando Gomes Dos Reis

Letra de Rock ‘n’ Roll © Warner/Chappell Music, IncFeedback

Resultados da Web

Soldadito Marinero (Fito & Fitipaldis)

Hoje, ao terminar mais um ciclo de 365 dias, resolvi homenagear todas as vezes em que tropecei nas pedras do coração na minha vida.  Em Soldadito Marinero, Fito consegue fazer uma fotografia bem parecida aos momentos que vivi, aos meus amores e desamores…

 

Soldadito Marinero
Fito & Fitipaldis

Él camina despacito que las prisas no son buenas
En su brazo dobladita, con cuidado la chaqueta
Luego pasa por la calle dónde los chavales juegan
Él también quiso ser niño pero le pilló la guerra.

Soldadito marinero conociste a una sirena
de esas que dicen te quiero si ven la cartera llena
Escogiste a la más guapa y a la menos buena
Sin saber como ha venido te ha cogido la tormenta

Él quería cruzar los mares y olvidar a su sirena
la verdad, no fue difícil cuando conoció a Mariela
que tenía los ojos verdes y un negocio entre las piernas
hay que ver que puntería, no te arrimas a una buena.

Soldadito marinero conociste a una sirena
de esas que dicen te quiero si ven la cartera llena.
Escogiste la más guapa y a la menos buena
Sin saber como ha venido te ha cogido la tormenta

Después de un invierno malo, una mala primavera
dime por que estas buscando una lágrima en la arena

 

Que seja sempre assim por mais vezes… Sinal de que estarei vivo e tentando ser feliz!

30 de abril de 1981: O dia em que a Força Flu quase perdia toda a sua diretoria assassinada

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Valia a pena fazer aquela viagem para o Riocentro, um showzão com as figuras de ponta no cenário da Música Popular Brasileira, para comemorar o dia 1º de maio, o Dia do Trabalhador.

Por outro lado era bom sentir que a CULTURA havia se transformado na maior forma de resistência.

E se a gente fizesse aquilo ao lado da galera da Força Flu (eu ainda não havia assumido à presidência, OFICIALMENTE,  mas era a cabeça pensante): Partimos em 2 carros, no do Beto Gordo e no do Alexandre. Éramos 9 cabeças, sendo que 5 deles pertenciam à diretoria da torcida.

Na boa… tinha tudo para ser um showzão da porra… um escrete de artistas consagrados, a nata da poesia, principalmente com os nordestinos que ensinaram ao país o que seria a grande onda a partir dos anos 70… A chegada dos Ramalhos (Elba e Zé), do Fagner, do Alceu Valença, do Djavan, do Geraldo Azevedo, do Belquior, Moraes Moreira e Simone, entre outros,  havia rejuvenescido aquela MPB que se viu ameaçada pela mordaça e pelo chicote (a partir do AI-5) principalmente o Gilberto Gil, o Chico Buarque e o Caetano Veloso.

Podemos dizer que aquela galera nordestina trouxe o oxigênio que reacendeu a brasa da nossa música.

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Mas aquela noite, que das portas para dentro do recinto do Riocentro fora épica, pela sorte do destino não foi trágica…  20 mil pessoas tiveram as suas vidas em jogo.  Quis o destino que uma das bombas que seriam colocadas explodissem antes do tempo.

 

Essa noite acabou sendo conhecida como a das BOMBAS no Riocentro.

 

Recorrendo às hemerotecas encontro essa matéria do jornal O GLOBO (https://infograficos.oglobo.globo.com/brasil/cronologia-do-atentado-do-riocentro.html#0) que fala sobre a cronologia do atentado:

1974

Abertura política

Desde o governo Ernesto Geisel anunciar uma lenta abertura política rumo à democracia, setores ligados à repressão da ditadura começam a se articular para evitar a perda de poder e importância. Bastante poderosos nos governos de Costa e Silva e Médici, órgãos como o Destacamento de Operações de Informações (DOI) enfrentam um período de decadência, o que gera insatisfações.

 

 

1979

Terroristas de Direita

Inconformados com a perda de poder dentro do regime, setores mais ligados à linha dura do Exército criam um ‘Grupo Secreto’ para articular ações terroristas, que pudessem justificar um retorno da esquerda à luta armada. Dessa maneira, o aparelho de repressão poderia ser novamente utilizado, recuperando a importância de determinados setores do Exército. Na foto, o atentado a OAB, em agosto de 1980, que matou Lyda Monteiro da Silva.

30 de Abril, 1981

O atentado

Acontecia no Riocentro o show do Dia do Trabalho, que arrecadaria fundos para Partido Comunista Brasileiro (PCB). Cerca de 20 mil pessoas estavam no local. Segundo o MPF, o ataque ocorreria ali por conta de seu simbolismo contrário à ditadura militar. O planejamento dos militares era explodir três bombas na parte interna do pavilhão, parecendo que havia sido planejado por militantes de esquerda. Esses artefatos estavam no carro Puma do capitão Wilson Machado e um deles explodiu antes do planejado, ainda no estacionamento, matando o soldado Guilherme do Rosário. Machado ficou gravemente ferido.

Maio de 1981

Militares como vítimas

Logo após o atentado, o Exército instaura um Inquérito Policial-Militar (IPM) para investigar o caso. O resultado da investigação aponta que sargento Rosário, morto na ação, e o Capitão Wilson Machado (foto), ainda vivo, haviam sido vítimas do atentado. Embora bastante contestada por grande parte da sociedade e da imprensa, o Exército manteve a versão por 18 anos.

Março de 1999

Mudança de versão

Após O GLOBO publicar uma série de reportagens sobre o caso, a procuradora da República Gilda Berger pede a reabertura do caso em 5 de março de 1999. Entrevistas e novos fatos jogam por terra a antiga versão oficial. Um novo Inquérito Policial-Militar indicia o coronel Wilson Machado, que antes tinha sido apontado como vítima, e o general da reserva Newton Cruz. Em maio de 1999, o caso é arquivado pelo Superior Tribunal Militar, por enquadrá-lo na Lei da Anistia. As revelações rendem ao GLOBO o prêmio Esso de melhor reportagem.

Fevereiro de 2014

Novos denunciados

Após a redescoberta de uma agenda de contatos do sargento Rosário, em 2012 o jornal Zero Hora revela a existência de memorandos datilografados e também manuscritos do ex-comandante do DOI-Codi, Julio Miguel Molinas Dias, logo após o atentado. Um ano e meio depois, o Ministério Público Federal (foto) denuncia seis pessoas por envolvimento no caso. São elas: Divany Carvalho Barros, Edson Sá Rocha, Nilton de Albuquerque Cerqueira, Claudio Antonio Guerra, Wilson Luiz Chaves Machado e Newton Araújo de Oliveira e Cruz.

 

 

 

É interessante dizer que não foi o único atentado que ocorreu naqueles anos… Bancas de jornais, OAB, entre outros tantos… A gente lutava pela liberdade…

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Tempos difíceis…

Não nos deixavam falar, castravam as nossas vozes…

 

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Prendiam e arrebentavam…

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Censuravam a arte, manipulavam a informação…

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Faziam questão de tirar da frente quem pensasse diferente deles…

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Mas foi através dos trabalhadores organizados que a democracia deste país voltou a caminhar, a ir para as ruas, a conquistar espaços.

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De lá até os dias de hoje se passaram 37 anos… Por momentos pensei que jamais teria que voltar a conviver com a sombra do medo rondando as nossas vidas.

Amanhã  é com você, da mesma forma que o amanhã depende de você.

 

Em mome daquela diretoria da Força Flu eu queria agradecer ao saco (testículos e bolsa escrotal)  do soldado Guilherme do Rosário, que morreu após a bomba tem explodido no seu colo.

 

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Antes eles (os terroristas) do que nós.

38 anos depois a Força Flu segue VIVA!

Saudações TETRACOLORES

 

Para que quiser saber mais sobre o atentado (http://blogdopg.blogspot.com/2015/04/o-atentado-do-riocentro.html)

 

 

O atentado do Riocentro  (por Paulo Gurgel   –  Blog Entrementes)

Aconteceu a 30 de abril de 1981 o frustrado atentado do Riocentro. A bomba, planejada pelo SNI e armada pelo DOI-CODI carioca, explodiu minutos antes, ainda no estacionamento do Riocentro, dentro do Puma onde estavam dois agentes do DOI do I Exército. Ao explodir, a bomba matou o sargento do DOI Guilherme Pereira Rosário, que a levava no colo, e feriu gravemente o motorista a seu lado, o capitão do DOI Wilson Machado.
O desastrado atentado do Riocentro, que o Exército nunca assumiu “nem como desvio de conduta”, só não se transformou em uma tragédia nacional por conta da incompetência dos terroristas.
No site da Comissão Nacional da Verdade (CNV), com todas as letras, os comissários concluem que o atentado foi “um minucioso e planejado trabalho de equipe realizado por militares do I Exército e do Serviço Nacional de Informações (SNI) e o que o primeiro inquérito policial militar (IPM) sobre o caso, aberto em 1981, foi manipulado para posicionar os autores diretos da explosão apenas como vítimas”. Para o coordenador da CNV, Pedro Dallari, o caso Riocentro foi o último de uma série de 40 atentados, ocorridos entre janeiro de 1980 e abril de 1981, “que visavam dificultar a abertura política iniciada em 1979 e dar uma sobrevida ao regime militar”.
O almirante Júlio de Sá Bierrenbach, que depôs na CNV sobre o caso, era ministro do Superior Tribunal Militar (STM) quando o inquérito policial militar sobre o Riocentro chegou ao tribunal para ser julgado. O caso já veio arquivado da auditoria militar onde tramitou e o militar da Marinha foi o único a votar contra o arquivamento do processo e pedir que o capitão Machado continuasse como investigado e a apuração, retomada.
Para Bierrenbach, “o IPM (do Riocentro) foi uma vergonha e isso é facilmente demonstrável”. Ele afirmou considerar absurdas a absolvição e a promoção até coronel que Wilson Machado, co-autor do atentado, recebeu na carreira. “Vítimas, uma ova! Eles fizeram o atentado. O capitão vai ao Riocentro com uma bomba, a bomba explode. O colega morre. E ele é promovido. Isso é um absurdo!”, torpedeou o almirante. Ao contrário do que seria previsível num país sério, a explosão não implodiu a carreira do militar sobrevivente. O capitão terrorista do Riocentro, apesar de seu estrondoso fracasso, é hoje general reformado do Exército.
Segundo o relatório da CNV, apresentado pelo gerente de projetos Daniel Lerner, cerca de 20 mil pessoas estavam no Riocentro, na noite de 30 de abril de 1981, para assistir a um show organizado por Chico Buarque de Hollanda para o Dia do Trabalhador. O grupo que planejou o atentado conseguiu até que a Polícia Militar recebesse uma ordem para não realizar policiamento dentro do espaço onde ocorria o show.
Os dois militares terroristas do DOI-CODI — o sargento morto e o capitão socorrido com as vísceras de fora — não foram as únicas baixas da ditadura. A evisceração do regime foi ainda mais notável nos meses seguinte. O general João Figueiredo infartou na presidência, o general Golbery do Couto e Silva demitiu-se da Casa Civil, o general Octávio Aguiar de Medeiros (chefe do SNI) implodiu como virtual candidato a uma sexta presidência fardada e o regime militar definhou até morrer, sem choro nem vela, no remanso do Colégio Eleitoral que sagrou Tancredo Neves como primeiro presidente civil desde 1964.
Naquela noite, data do maior “acidente de trabalho” da escalada terrorista do DOI-CODI do Exército, o número de mortos e feridos do atentado poderia ser muito maior. Além da bomba que explodiu no estacionamento, outro artefato explodiu na casa de força do Riocentro. O objetivo era o corte de energia que impedisse o show e causasse tumulto, mas o artefato não causou o efeito desejado. Depoimentos apontam que duas bombas sob o palco foram retiradas do local antes de serem detonadas e testemunhas afirmam que havia outras duas bombas no Puma do DOI-CODI, que foram retiradas da cena do crime.
O tumulto previsível de explosões coordenadas em recinto fechado, com as portas de saída criminosamente trancadas com cadeados, certamente provocaria uma tragédia amplificada na platéia de 20 mil pessoas. E as bombas sob o palco, detonadas no momento esperado do encerramento, quando todos os artistas se reúnem para a apoteose final do show, produziriam uma hecatombe na Música Popular Brasileira. Junto com Chico Buarque, lá estavam 30 dos mais famosos e carismáticos astros da MPB. Entre eles, Paulinho da Viola, Luiz Gonzaga e o filho Gonzaguinha, Cauby Peixoto, Clara Nunes, Gal Costa, Ivan Lins, João Bosco, Alceu Valença, Elba Ramalho, Djavan, Fagner, Moraes Moreira, Ângela Ro-Ro, Simone, Zizi Possi, MPB-4 e Beth Carvalho.

(extraído deste artigo do jornalista Luiz Claudio Cunha para o Jornal JÁ, via site QTMD?)