Os cus rachados da Tricolor de Coração

Sobre o jogo de ontem existe pouco a dizer… Um tempo de cada time… colocar na arbitragem culpa do resultado é reduzir à fração mais simples; sim o árbitro errou e amarrou o jogo da forma que quis… mas ficam algumas perguntas no ar:

Como justificar a infantilidade e a cabacice do Nino?

Uma vez que o Matheus Ferraz não teve condições de ser relacionado, quem foi o membro do Departamento Técnico responsável pelo FFC não seguir a norma protocolaria dos 10 dias de afastamento de qualquer contaminado pelo Covid-19?

Por que o FFC somente havia relacionado um zagueiro para o banco e tinha uma plantação de atacantes (4) e jogadores de meio de campo (4) no banco?

Por que o FFC não teve poder de fogo para convocar o Frazan ou outro zagueiro para se apresentarem em Santos antes do jogo, uma vez que o clube foi comunicado sobre as 13 horas do impedimento do Matheus Ferraz?

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/apos-aviso-da-cbf-fluminense-retira-matheus-ferraz-da-lista-de-relacionados-contra-o-santos.ghtml

No lance posterior à expulsão do Nino, o gol do Santos foi marcado. É só rever a jogada e ver a falha de posicionamento da nossa marcação.

E o Marcão colocou o Yuri para fazer a função do Nino…

Na foto abaixo vocês conseguem encontrar o Yuri?

Conclusão: faltou zagueiro de ofício no banco.

A questão de técnica de regulamentos passa por três pessoas: Paulo Angioni, Marcelo Penha e Rodrigo Henriques… nessa ordem…. se somarmos os salários dos três, chegaremos à conclusão de ganham MUITÍSSIMO para que o FFC seja vítima desse tipo de cagada. Os dois pontos perdidos ontem podem custar ao Fluminense alguns milhões de reais.

MUDANDO DE ASSUNTO

Hoje, no dia em que a minha mãe está completando 86 anos de existência (graças a Deus ela está em outro patamar para não ter que conviver com certo tipo desituações) fui despertado por quatro áudios sobre a minha pessoa nos quais se comentava a meu respeito.

Vamos lá: estão utilizando mentiras a meu respeito para compuscar e vituperar ao Projeto de Revitalização das Laranjeiras, o LARANJEIRAS XXI… Dizendo que o projeto é ruim porque eu sou amigo do Sérgio Poggi…

Isso mostra o quão diminutas são essas sub criaturas… O LARANJEIRAS XXI tem quase cinco anos de trabalho e, apesar do Poggi ser hoje o ponta de lança, envolve mais gente.

Quanto ao meu relacionamento de amizade com o Poggi, apesar de nos conhecermos desde 2016, estreitou-se há menos de um ano, digamos ainda em fase de construção.

E utilizar essa desculpa para depreciar o projeto é coisa de MAUS TRICOLORES, desses que preferem os estádios do América, do Boavista e do Macaé como fonte de inspiração. Coisa de anão débil mental.

Por outro lado me acusam de coisas que não me pertencem, nem à Vanguarda Tricolor…

Em 1997 o clube era presidido pelo Álvaro Barcellos (eleito em peso pelo embrião do grupo Democracia Tricolor, que hoje manda no clube em conjunto com os ANALFABETOS da Tricolor de Coração)… O Vice Presidente de Futebol era o Edgard Hargreaves. Ponto. Para nada houve a participação da Vanguarda Tricolor.

Em 1998 o Presidente era o mesmo Álvaro Barcellos. Fui Vice Presidente de Futebol durante 75 dias (5 jogos, sendo 2 do CARIOCA, 2 amistosos e 1 do Brasileiro da Série B… 4 vitórias e 1 derrota).

Ou seja dos 10 jogos da Série B só fui dirigente em 1… no restante o Vice Presidente de Futebol foi o JOSÉ CARLOS TORRES COELHO.

Mas esses caras da Tricolor de Coração, dirigidos por assalariados da gestão, além de mentirosos, são tricolores de araque… não conhecem a história.

Será que eles sabem responder QUANTAS vezes os jogadores do Fluminense que residiam no Hotel Paissandu (meia ponta de estrela) entre eles o Magno Alves e o Gil Baiano, foram despejados por falta de pagamento?

Será que eles sabem responder o real motivo para o FUNDO OCEÂNICA fechar o grifo do dinheiro?

Será que eles sabem responder quantos meses de salários estavam atrasados (5 de funcionários, 4 de roupeiros, massagistas, médicos e supervisores, 3 de jogadores)?

Será que eles sabem responder o nome dos jogadores que se negaram a disputar a Série B por falta de pagamentos?

Será que eles sabem que eu autorizei a todos os jogadores do Fluminense a almoçarem no Restaurante do Fran Mourão e a levarem quentinhas para o jantar porque os caras não tinham dinheiro para comer?

Será que eles sabem quantos cheques sem fundos o Presidente Álvaro Barcellos ASSINOU na véspera do jogo contra o ABC como pagamento de salários dos jogadores? 36 ou 38?

E por último…

Será que eles sabem que EU RECUSEI U$ 300.000,00 (trezentos mil dólares) de suborno para liberar para um agente FIFA (íntimo amigo do João Havelange) levar para o futebol asiático 3 jogadores do FFC (Roni, Nonato e Adilson zagueiro)?

É óbvio que não sabem. Nem a resposta de outras 400 perguntas.

Mas vou além… parafraseando o Sr. Renato Ambrósio (aquele da Live Sorte, do 1 Milhão de reais do carro forte)… DESAFIO DO “ROUPEIRO AO PRESIDENTE” a debaterem comigo sobre TUDO o que aconteceu com o Fluminense nos anos 1990.

Não vão topar porque não sabem de nada. Nem passavam na porta do clube.

Se minha MÃE fosse viva faria o seguinte… me pegaria pelo braço, colocaria o dedo na minha cara é diria: “EU EXIJO QUE VOCÊ QUEBRE A CARA DESSES CARAS”…

Então eu iria rir e responderia: “MÃE… eu não brigo com CUZÕES”.

Terminando: esses cus rachados da Tricolor de Coração deveriam acender uma vela todos os dias para a Vanguarda Tricolor… a Vanguarda fez um grande favor ao Fluminense… criou a eleição direta para presidente no clube.

Por outro lado a Vanguarda fez um grande desfavor ao FFC: permitiu que imbecis com etiqueta de preço como os da Tricolor de Coração tivessem direito à voz e voto.

O desafio está lançado.

Por que o Fluminense necessita mudar? (por Antonio Gonzalez)

Felizmente neste campeonato brasileiro a sorte sorriu a nosso favor.

Não obstante, mesmo vindo das vexatórias e precoces desclassificações na Sul-americana e na Copa do Brasil,  a trajetória no Campeonato Brasileiro, apesar do estabanado planejamento do “gol cagado”, nos levou praticamente às portas da participação na próxima Taça Libertadores.  Falta pouco e devemos conseguir.

Mas o Fluminense não pode, nem deve utilizar antolhos e, tal qual o cavalo azarão de turno, acreditar que vive um mar de rosas administrativo,  o que TODOS SABEMOS QUE NÃO É VERDADE. A proposta da atual Diretoria é fraca, primitiva, desajeitada, faladora tal qual fofoqueira, mentirosa e previsível. Até agora com sorte, amém! E isso precisa ser dito.

Com 59 anos nas costas, 53 vendo o Fluminense e 43 de conversas de arquibancada nas Bandeirantes da vida, ninguém vai falar merda publicamente a meu respeito sem que eu o responda olhando nos olhos.

Muito menos insinuar que torço contra.  Não tenho etiqueta de preço, essa é a minha diferença.

A alegria por jogar a próxima Libertadores é infinita, mas não pode cegar-nos.

O Fluminense necessita um novo modelo de governo, definir que Unidades de Negócios quer, preconizar um Novo Estatuto que agilize à gestão, crie responsabilidade civis e retire o poder de grupos feudais  que há décadas flutuam nas órbitas do poder.

É de fundamental importância acabar com a sangria financeira e esportiva dos Esportes Olímpicos. O custo é muito alto para traço de ibope. Em realidade a única justificativa real para a sua manutenção (a dos Esportes Olímpicos) é o papel de ser uma FÁBRICA DE VOTOS DE CABRESTO que mantém o status quo político. 

Rediscutir a função social das instalações do clube se faz urgente (playground da vizinhança ou uma fábrica de atrações e atividades). O  projeto LARANJEIRAS XXI tem que ser posto em prática. Seria a porta de entrada para colocar Álvaro Chaves 41 no circuito cultural e turístico da cidade do Rio de Janeiro, para turistas não só do Brasil, mas de todo o mundo: NÓS SOMOS A HISTÓRIA… SIM, mas não estamos fazendo o dever de casa.

O atual modelo é apropriado a todos aqueles que preferem delimitar ao Fluminense por áreas (a mesa do whisky, o Tênis, a sauna, a pelada de sábado, etc…)  que impedem de forma ativa a modernidade gerencial que deve ser implementada de forma coesa no menor tempo possível. Qual o motivo? Perda de espaço, influência e poder (até mesmo para decidir quem ocupa “certos postos de trabalho “).

MANIFESTO A MINHA IMENSA ALEGRIA  pela oportunidade do Fluminense voltar a jogar a Taça Libertadores. Nunca duvide disso, TENHO CURRÍCULO NAS ARQUIBANCADAS.

Entretanto FAÇO QUESTÃO DE ALERTAR para os perigos que sobrevoam diuturnamente o nosso clube. Começando pela FALTA DE TRANSPARÊNCIA, a má condução financeira com a venda de ativos sem que se amortizem as dívidas… isso quando, por coincidências da vida, os ativos são perdidos. Aí do nada surgem os acordos para pagar o não cumprimento do que um dia foi acordado. Caderneta de Poupança, Título de Capitalização, Previdência Privada… chame como quiser…  O certo é que nenhum ex-jogador do Fluminense sai perdendo, principalmente de 2013 até os dias de hoje. Quem teve a José Carlos Villela como REI DO TAPETÃO, vendo a atualidade do Departamento Jurídico que  hoje reina chora por tanta mediocridade.

Com responsabilidade dias de luta trazem consigo dias de glórias.

Já a inconsequência da maquiagem de confete esconde consigo o pão para hoje e a fome para amanhã.

Quem vai pagar a conta das saídas de graça do Evanilson (com direito à migalhas), a do Marcos Paulo (sem migalhas) e agora as VENDAS PRECOCES das maiores promessas da nossa base, o Kayky e o Metinho por “míseros” 100 Milhões de reais?

Bato palmas para o correto e detono as barbaridades. O Fluminense merece gente melhor. E que a nossa torcida se deixe de enganar por perfume de peido represado… Aquele que denuncia o cheiro da porta do Molejo de turno.

Que venha o Atlético Mineiro.

#FechadosPelaLibertadores

Estive presente nesse jogo num sábado à noite no Pacaembu, levado pelo meu falecido Avô Antonio. Foi a primeira partida que o Fluminense jogou numa Taça Libertadores.  Eu tinha 9 anos, foram 2 gols dele: “Flávio, 9 é a camisa dele, tem peixe na rede do Palmeiras”.

Por outro lado é difícil de aceitar o estado mortal de um dos gigantes do futebol mundial: a história não pode permitir a desintegração do Botafogo, não é justo. Só na seleção de 1970 tinha Jairzinho, Paulo Cesar, Roberto Miranda, Rogério (que foi cortado na véspera da estreia em terras mexicanas).

Tenho amigos botafoguenses, não é legal o que eles estão passando.  Essa guerra também é suja. Ontem o América, hoje o Alvinegro de General Severiano… amanhã?.

De fora, do outro lado da cerca o que eu vi: que a derrota na final de 1971 (há 50 anos) para o Fluminense, no mítico gol de Lula, ainda não foi digerida. Ali começou o desmoronamento botafoguense.  O Tricolor acabou com o sonho daquela Selefogo.

Eu faço a minha parte. Ponto!

Perdemos 2 pontos (por Antonio Gonzalez)

O Fluminense teve um zagueiro chamado Assis, paraense, recentemente falecido, que vestiu a nossa camisa de 1968 a 1975, com 4 Cariocas e 1 Brasileiro no currículo.  Tinha técnica mas a sua maior virtude era a seriedade com que jogava. Fosse no passe, no chutão ou na falta…

Um dia de semana o Fluminense levou um gol cedo num jogo contra um time pequeno. O gandula demorou para devolver a bola.  O Assis foi lá é empurrou o gandula.  Foi expulso, mas ali residia acima de tudo a vontade de vencer.

Na foto: Oliveira, Félix, Denilson, Galhardo, Assis e Marco Antonio – de pé. Cafuringa, Didi, Flavio, Ivair e Lula – sentados.

Na partida desta noite contra o Coritiba, no 1º tempo o nosso Tricolor cometeu 2 faltas, a primeira aos 39 minutos.

Mesmo que fossem 11 Pelés… Impossível ter TAMANHA TÉCNICA e não competir.  Imagina sem ela, tendo apenas que transpirar (que em realidade é o máximo que conseguem pensar).

A equipe paranaense, sem provocar, mas necessitada pela vitória, sem muito esforço, chegou aos 2 a 0.

O Fluminense carece de ideias, também, no seu sistema defensivo.  Nosso goleiro fez a sua pior partida, mas não podemos esquecer a lentidão do nosso lado esquerdo da zaga, que tem mais de 69 anos entre eles.  Abuelos.

O time do Coritiba é horroroso (a colocação que ocupa é justa) e previsível, pesado e por momentos autofágico… E isso era possível ser previsto, esse tipo de equipes são franco atiradores, qualquer coisa que caçarem lhes serve.

Mas somente com um comando técnico que não seja estéril, é que poderemos ter atitudes que sejam de luta para vencer.  Que é diferente da omissão (anotem isso) dormente.

Se hoje o Fluminense tivesse tido o zagueiro Assis em campo, no seu auge, o ataque do Coritiba não passaria da intermediária.

Assis, um zagueiro que não gostava nem de empatar.

QUEREMOS A LIBERTADORES OU NÃO? Por que perdemos 2 pontos de forma tão simplória (o Coritiba não necessitou pensar)?

A atuação do Egídio foi na média do Danilo Barcellos.  Fica o questionamento de quais foram os parâmetros para esses jogadores serem contratados, de quem decidiu as contratações e de quem foi a decisão sobre as durações dos contratos…

Isso entre algodões, sem nenhuma intenção que não seja a esportiva.  É preciso ser objetivos: elenco descompensado, mal montado e sem maiores objetivos.

Tomamos 3 gols do Coritiba… se esses erros não forem corrigidos com sapiência qualquer adversário vai querer repetir o caminho.

Botafogo, Bahia, Ceará, Fortaleza e Goiás, também são jogos com pegadinhas.

Por outro lado, e o planejamento para a temporada que vem? Que tipo de elenco queremos montar? Vai rejuvenescer? Vai ter mais espaço para a base em detrimento dos Felipes Cardoso e dos Caios Paulista?

Vai muito além das 4 linhas, é conceitual, é a ausência de currículos em prol dos amigos dos amigos.  Virou festa de aniversário no parquinho, com direito a ursos de pelúcia.

Mas escolho o silêncio ao não ter dado mais de 2 treinos, nem assinado cheques.  A conversa vazia não me interessa, nem perco o meu tempo. Quem gosta de flash é peru de Natal.

Faltam 7 jogos, o ideal seriam 5 vitórias.

Vem… vem… vamos Fluminense…

No mais…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Finalizando…

Grande estreia do John Kennedy, tem faro de gol… É 9 a camisa dele.

Outro que vai durar pouco, para variar.

Terminando…

Assis, o zagueiro, formou dupla no centro da defesa com Galhardo, Bruñel, Silveira e Edinho (pouquíssimas vezes). Foi GRANDE, GIGANTE dentro de campo.

Fullgás – Marina Lima – VOCÊ ME ABRE SEUS BRAÇOS E A GENTE FAZ UM PAÍS…

LIBERTADORES É OBRIGAÇÃO!!!

E os salários do volei feminino?!?!

Sei que tem gente nova lendo os meus textos… Obrigado!

O que não serve para o Botafogo, jamais deveria servir para o Fluminense (por Antonio Gonzalez)

O placar histórico da derrota de cinco a zero para o Corinthians (a maior goleada sofrida pelo Flu para a equipe paulista) não me dá a chance para qualquer palavra de alento, mesmo que seja mentirosa.  Intragável a forma com que fomos derrotados.

Senhores, o Fluminense hoje mostrou a sua verdadeira cara, a atual identidade que é a verdadeira FALTA DE IDENTIDADE TRICOLOR.  A consequência da herança Peter, Abad, Mário, Flusócio, Tricolor de Coração, é trágica.  Tirando a nossa sala de troféus, obviamente construída por conquistas passadas, o que nos difere hoje de clubes como o Coritiba, a Chapecoense, o Figueirense da vida? Somente o que restou das antigas gerações da nossa torcida… Porque hoje ESTAMOS PEQUENOS, como time, clube e fome de títulos.

Um elenco mal montado, desequilibrado, velho, sem maiores horizontes no cenário futebolístico nacional. Existem verdades que estão na nossa cara e que para a grande maioria da nossa torcida foi melhor não querer ver.

Melhor virar a cara depois de uma vitória vinda mais do demérito rubro-negro do que de outra coisa, pensar que somos supremos e esquecer as cagadas da atual gestão…

Fomos eliminados na Sulamericana  pelo escrete do Unión La Calera e na Copa do Brasil pelo Atlético Goianiense (cuja folha salarial se resume a um Fred e a um Ganso, nada além disso).

O Fluminense deu muita sorte até aqui, teve na Covid-19 seu maior aliado… A falta de torcida nos estádios nivelou por baixo… Demos muita sorte por vezes, o tal gol cagado nos ajudou muitas vezes.  Graças a Deus fizemos uma gordura no 1º turno… Para quem (mesmo sem ter dado 2 treinos e nem assinado cheques) conseguiu ver na frente, sabia-se de antemão que o 2º turno seria diferente.  Os grandes encaixariam, os do meio atrapalhariam e os lazarentos, com a corda no pescoço, jogariam como franco atiradores.  Simples de ver.

Mas o percurso nos fez sonhar com a Libertadores, mas para chegar lá é preciso ser dirigido por gente competente, seja na presidência, seja como executivo de futebol, seja no banco de reservas.

Mas tem gente que prefere sonhar com o olor a perfume barato, desses que se confunde com a cortina de fumaça dos inferninhos do baixo meretrício.  Sempre se soube que o Marcão não tem cacoete para a função.  Imagina o auxiliar dele??!!

Tomamos um chocolate tático do Corinthians na primeira parte, mas conseguimos somente levar 1 gol.

O que você espera do intervalo: que alguém tenha visto que 90% dos ataques do Corinthians vieram pelo lado esquerdo da nossa defesa… Ou seja, deveria reforçar não somente a marcação no setor, assim como estrangular o subministro de bolas, não deixar as cabeças pensantes dos caras terem espaço e tempo para respirar…

Mas o iluminado Ailton foi noutra direção e optou pelas entradas do jovem ancião Nenê e do desconectado Lucca.

Conclusão: do meio para a frente, quando mais precisamos de velocidade, somente encontramos tartarugas… Yuri, Yago, Nenê, Lucca, Fred e Wellington Silva… Como pensar em ser velozes com esses caras todos juntos ao mesmo tempo dentro de campo. Somem a isso, a lentidão do Matheus Ferraz  e do Danilo Barcelos na defesa… Restavam o Callegari e o Lucas Claro, além do goleiro.

Corinthians 5 x 0 Fluminense (90 minutos em 5) - O Mancinismo está muito  online!
Lucas Claro foi um dos poucos que se salvou, mesmo estando lento na ação do primeiro gol corintiano

Quando acordamos, o placar já falava em 4 a 0…

E não me venham com o conto de que foi um acidente porque não foi.  CONSTATAÇÃO. Para os corintianos foi como roubar doce de criança.

Repito o que já disse antes: o Fluminense não será rebaixado, é praticamente impossível.  Mas infelizmente a vaga para a Libertadores, que deveria ser encarada como obrigação, começa a se distanciar.

Acreditar que os jogos contra o Sport, contra o Bahia, contra o Ceará, contra, o Coritiba, contra o Botafogo, contra o Goiás, contra o Fortaleza, serão fáceis é ser inconsequente.  Todos necessitam pontuar, podem estar jogando as suas vidas contra a gente (a exceção do Ceará que deverá estar lutando pela vaga na Sula).

De sobra ainda tem o Atlético Mineiro e o Santos.

Não tenho nem saco para escrever com mais profundidade… cansa! 

Mas tem uma imagem que demonstra o atual estágio das pessoas que dirigem o Fluminense.

E isso é fácil de entender…

O Botafogo é um dos virtuais clubes rebaixados, ocupa a 19ª colocação com 23 pontos. Teoricamente necessita vencer 7 dos 9 jogos que faltam, empatando os outros 2.

Pois bem, o que faz o Fluminense? Vai a General Severiano e contrata o 3º reserva da lateral esquerda dos caras… o tal de Danilo Barcellos.

Fluminense é goleado pelo Corinthians em São Paulo
Danilo Barcellos

Hoje 4 gols foram feitos em cima dele. 

Atenção Geração Nutella: O que não serve para o Botafogo, jamais deveria servir para o Fluminense!

De resto… FALTAM 3 PONTOS PARA OS 46 e LIBERTADORES É OBRIGAÇÃO.

No mais, juntos e misturados: Flusquinha, FluTv, Saudações Tricolores, Bastidores emplumados, Boteco Tricolor, Sentimento Tricolor, Comunicação do Fluminense, Influencers analfaburros, Tricolor de Coração, Democracia Tricolor, Flu Boquinha, dancinha de vestiário, cripto moedas, o vô tá on,  turma do contracheque e Esportes Olímpicos… Ir á merda é pouco para vocês… então aproveitem para tomar no cu e de mãos dadas, juntinhos, irem para a puta que pariu.

O FLUMINENSE NECESSITA SER PASSADO A LIMPO ANTES QUE DESAPAREÇA!

2022 é a última bala!

Eu quero Torcedor PAI GELOL – Feliz 2021 (por Antonio Gonzalez)

1984 foi um ano que enriqueceu a mística do Fluminense, campeões do Brasil e do Rio de Janeiro.

1984 trouxe consigo o movimento mais lindo que vivi, o de maior engajamento, o de mais luta, o Diretas Já.  O Coração de Estudante que perguntava QUEM É ESSE? O tal Menestrel das Alagoas.

Em 1984 a Mangueira, a campeã da segunda cantou “Yes, nós temos Braguinha” inaugurando a Passarela do Samba, o popular Sambódromo. Herança de linha de pensamento. Mais de 700 metros de asfalto que constroem cultura, irmanando raças que se entrelaçam entre poesias e enredos, definindo o DNA de um povo, o que nasce da terra brasilis, sem diferenças de cores, nem guerras de credos, sem importar as opções sexuais, nem classes sociais, ninguém é dono de ninguém. E quando o ano é fértil produz mais de um campeão no Carnaval. E assim foi com a Portela, a campeão do domingo, ela e a sua águia cantaram em homenagens às lendas da sua história, “Contos de areia” é a fiel imagem viva de Paulo da Portela, do Natal e da mineira Clara Nunes.

Portela: Campeã do Domingo – CONTOS DE AREIA
“Yes, nós temos Braguinha” cantou a Mangueira, a Campeã da Segunda-feira.

Também em 1984 surgiu uma ideia que sem saber o seu real tamanho quando lançada, transformou-se em LEI DE HOMENS, a lei dos PAIS.  Foi o ano em que o genial publicitário Duda de Mendonça criou um dos mais multipremiados comerciais de todos os tempos, não somente da televisão brasileira, a parada foi de reflexão mundial.  Não bastava ser Pai… tinha que participar… assim diziam as imagens sobre o Gelol, então uma pomada que  é indicada para o tratamento exclusivamente tópico dos sintomas do reumatismo, nevralgias (dor intensa na região da lesão envolvendo nervos), torcicolos (enrijecimento dos músculos do pescoço), contusões e dores musculares. 

Não basta ser Pai, tem que participar!!!

Mais foi e é muito mais do que um anúncio de televisão, é mudança de hábito, é a voz da criança, é o pedido e ordem do Filho.

E assim foi da mesma forma que durante décadas tiramos uma Xerox, fazemos a barba com Gillete, pegamos fotos com durex, ou pedimos um Red Bull mas querendo um energético.  36 anos depois, a minha geração que tinha seus 20 e poucos,  hoje tem netos, não joga a pelada de fim de ano, solteiros contra casados, sem estar munida e acompanhada pelo seu Gelol, hoje também em spray, seja que marca for.

Campeão Brasileiro em 1984… Carlos Alberto Parreira entre o Presidente Manoel Schwartz, à sua direita, e o Vice Presidente de Futebol Antonio Castro Gil

Mas por que resolvi falar de 1984?

Simples, de fácil constatação. 

QUESTÃO DE TAMANHO:

– o do Fluminense dirigido pelo Presidente Manoel Schwartz, pelo Vice Presidente de Interesses Legais, o José Carlos Villela (o MAIOR DA HISTÓRIA, Pai do Direito Esportivo – só quem viveu o caso Flávio em 1969, que jogou, mesmo tendo sido expulso no jogo anterior contra o Vasco da Gama, não só atuou como fez o gol da vitória contra o muito bom time do América) e pelo Vice Presidente de Futebol, Antonio Castro Gil (meu Tio)…

Flávio: expulso contra o Vasco, o Villela consegue colocá-lo com condições de jogo, NINGUÉM ACREDITAVA… Conclusão: 2 a 1 no América com o Minuano decidindo aos 40 do 2º tempo.

– ou o dessa franquia barata, isso que nos apresentam há 10 anos (são os mesmos, discretamente brigados entre eles) e que me dói muito chamá-la pelo nome, cuja responsabilidade do naufrágio pertence à atual gestão.

São 18 meses à frente do clube, sem produção, de previsível discurso (teor e tempo), onde as promessas cumpridas ainda não conseguiram ser executadas, esquecidas, enterradas a maioria delas.  Mas tenha cuidado: ainda sobra tempo para as obras de fim de mandato e, nesse quesito, que bendita foi a pandemia…  Tanto que tem gente gritando arrogância, se dizendo vitorioso no pleito futuro, de antemão que venha 2025, porque marqueteiros sem conhecimento, sem nenhuma nuance de romance, resolvem transformar o torcedor do Fluminense num idiotizado.  Principalmente a galera mais jovem, aquela que nasceu em tempos inférteis como de agora, já se vão 8 anos.

Presentes, sempre!

Entretanto…

É quilométrica a diferença de um Maracanã vazio, tirando os profissionais de futebol sobram pela-sacos, tudo é lindo na tevê gigante, ainda mais ver que as ORGANIZADAS determinaram a decoração. Deixo claro que só falo dos autênticos, dos de sempre, dos de luta…

Outra coisa é o Maracanã lotado com os 20 mil de sempre recorrendo às músicas que cantou durante 2 anos e meio para o Abad.

De fácil solução… 2 sílabas, os nomes.

Se juntarmos a isso  a fértil fanfarronice no caminho, no faz me rir das redes sociais, na incapacidade de saber contar a HISTÓRIA, menos ainda de gerir há 8 anos o programa Sócio Torcedor (aprovado em 10/11/2012), que patina, também, nesses mesmos 8 anos.  Money sweet Money.

Que Fluminense você almeja?

O dos falsos profetas com suas enganosas promessas? Temos máster, vários, e investidores no espaço sideral, na terra, infelizmente nada.

Ou chegou finalmente a hora de mudar o chip: que tal  mudarmos a forma de gerir o clube ou você prefere esquecer naqueles 16 anos de 1969 a 1985.  Senão isso vai ficar bonitinho nas bibliotecas da cidade antes de 2040. Peça para museu e raça em extinção.  Eu não quero isso!

Unidos por um Flu Forte! É frase da Força Flu e de autoria do Heitor D’alincourt.  Tem um peso especial, tipo o Vencer ou Vencer… são formas que podem ser utilizadas enquanto haja coração pulsante.

ISSO AQUI É FLUMINENSE, PORRA!

O Fluminense existe para ser campeão.

Tem gente cujo o silêncio não tem preço, nem medos, sem recuos, de pele guerreira, daqueles que não se cagam nem usam calça frouxa.  De tão mudo (esse silêncio) só falou verdades. Ninguém nos ensinará o que é SER FLUMINENSE, não aceitaremos que se reescreva a HISTÓRIA, nem que se potencialize heróis de barro.

Tempos de descobrir o QUEM É ESSE?

Mas e quem grita hoje?

Alguns… poucos mas alguns!  Mas cada um numa direção, sem procurar o centro da estrela e sim ser uma das pontas.  É preciso encontrar o rumo, a indignação é crescente tipo progressão aritmética ou geométrica (depende do enfoque).

Por isso tudo tive que recorrer a 1984, é imensa a distância e de incomensurável ojeriza para o hoje. 

Só que já tem sangue novo na área, pessoas que trazem palavras que despiram o método escolhido pela Direção, enfim: “Coitado do rei, está nu! O rei está nu!” palavras escritas a primeira metade do século XIX, pelo escritor dinamarquês Hans Christian Andersen me deixam com a pulga atrás da orelha, como vira-latas que  sou.

Cabeça, ombro, perna e pé, perna e pé… olhos, ouvidos, bocas e nariz… cabeça, ombro, perna e pé, perna e pé!

É preciso também que o Ministério Público definitivamente se preocupe com o futebol e com os clubes do Rio de Janeiro, quem sabe se não se transforma em matéria do Fantástico, o show da vida.

Sem coesão não haverá caminhada porque a luta será árdua, a da indignação contra  o sonambulismo de caranguejo, de noite sem luz e andando para trás.  Portanto é preciso rever conceitos, definições… Zerar se preciso for.

Que tipo de luta desejo querer?

A do foco de falsa alegria do vestiário e as suas banheiras de neón ou a da renúncia pessoal em prol do coletivo, desde que consciente e consistente?

Está na cara que o meu papel é outro… Glória a Deus, amém! Tem muito talento na TORCIDA DO FLUMINENSE, mas não basta possuir talento se é lenta a ajuda. Tem que entrar de cabeça para vencer ao dragão e disso São Jorge entende… “Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal”.

No legend!

Hoje é texto de entrelinhas, de imaginações e de suposições que certamente encontrarão vida, é genética da boa.

E deixo as perguntas para o Presidente do Conselho Deliberativo, Sr. Brás Mazulo: Por que? Para que?

Da mesma forma deixo 2 palavras:

QUE PENA!

Porque também posso fazer outro questionamento: Como é que o Sr. Brás Mazulo vê a categoria do Sócio Futebol? O que acha do DIREITO A VOTO do Sócio Futebol? Continua pensando como no dia da Assembleia Geral que presidiu em 2012? E à sua mesa do CDel (não esqueça que tem gente que repete lhe auxiliar) é a favor do voto do Sócio Torcedor?

Em 1984, o Fluminense era dirigido por estrelas, hoje preferem ser Pop Star, tipo pulseirinha de camarote, quem sabe no réveillon do péssimo exemplo Neymar. 

Mas…  Gerir o Fluminense está acima de holofotes, está distante da constante necessidade de sair na foto mesmo que a semeadura seja a do outro.

O Fluminense necessita pontuar, o objetivo mínimo tem que ser a Libertadores. Foi o que nos venderam e nós sonhamos com isso. E não venham com mimimi de pressão cruel. Nem é pressão, nem é cruel: é constatação. O Marcão sabe que se fizer bem, será aplaudido. E o Thiago Silva que fique calado, o vestiário de Quito é um poema.

Repito: a torcida vive de vitórias, portanto queremos ganhar jogos e, não somente classificar-nos para a Libertadores.  Queremos conquistá-la! Mesmo sem ter dado 2 treinos na vida ou assinado um cheque.

Libertadores é OBRIGAÇÃO!

O orçamento apresentado pelo Conselho Diretor é capenga, falta informação.  Parece uma bola, tamanha é a quantidade de chutes.

TRICOLOR!!!!  

Tem que ser TORCEDOR PAI GELOL… não basta torcer, tem que participar.

ESSA É A GRANDE MENSAGEM.

Tricolor: O TEMPO NÃO ESPERA NINGUÉM

Que esse próximo ano, pelo menos, nos traga paz espiritual, basta que cada um cuide da limpeza do seu interior. Que Deus abençoe aos Cientistas e Médicos, que venha a cura.

Que os homens deixem de ser escrotos com as mulheres… Basta de Feminicídios. Para elas, somente caminhos de pétalas de rosas.

Que as vidas negras continuem importando, mas que sejam sempre para estarem vivas. Sem essa de ter que chorar os mortos. Que a corrupção, que continua, encontre a força do M.P..

Que a homofobia seja cada vez, definitivamente… extirpada da nossa sociedade, não existe mais espaço para rótulos.

Que venha e seja suave!

Por último, meus parabéns a:

Alexandre Vique;

Carlos Henrique Ferreira;

Gilberto Cornelio;

Glauber Trindade;

Guilherme Vogel;

Marcos Peralta;

Nardo Gutlerner;

Paulo Cassiano.

São os 8 CONSELHEIROS que escreveram com maíusculas o seus nomes na reunião do Conselho Deliberativo do Fluminense, votando contra a aprovação desse orçamento capenga. MÁXIMO RESPEITO por quem respeita o Fluminense.

FELIZ 2021!!!

Fluminense Campeão do Brasil de 1970 – Um título que marca uma vida pois “A bola não entra por acaso” (por Antonio Gonzalez)

“Levanta… Bamos Antonio Carlos!”… aquela voz suave, porém firme daquele espanhol de Galícia que falava um portunhol galego, do meu Pai me tirou bem cedo da cama naquele sábado 19 de dezembro de 1970.  De férias, não havia nada pior do que levantar praticamente de madrugada, eram às 6 e meia da manhã daquele fim de primavera.  Mas o motivo era nobre: chegar cedo às Laranjeiras, para tentar estacionar o carro, um Chevrolet Opala 2500, dentro do clube.  Eram tempos em que a frequência à rua Álvaro Chaves, 41, num fim de semana, era feita por milhares de pessoas.  Depois das 9 horas, com sorte, se conseguia estacionar perto do Instituto Nacional de Educação de Surdos, na rua das Laranjeiras.  Tempos de um clube com mais de 25 mil sócios, com o comparecimento de multidões por fim de semana.

Opala 2500, o melhor carro da época.

Na noite anterior, na minha mesa de botão, o famoso estádio da rua Paulino Fernandes 6, em Botafogo, todo um amistoso, onde eu jogava ao mesmo tempo com os 2 times: de um lado a Seleção Brasileira, campeã do mundo, desfalcada do goleiro Félix (jogou o Ado, do Corinthians) … Do outro, o Fluminense (completo).  Digamos que fui imparcial, 6 a 4 para o Tricolor com 3 gols do Flávio, 2 do Lula e 1 do Mickey.  Para a seleção marcaram o Pelé (2) e o Rivelino (2).  Era, como se dizia na época, um coletivo apronto, afinal de contas no domingo 20, se decidiria a Taça de Prata, que em realidade se chamava Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, que nada mais era do que o Campeonato Brasileiro.

Félix, o lendário goleiro do meu 1º time de botão

Terminada a partida e recolhido o estádio (presente de aniversário pelos meus 9 anos recém cumpridos, uma mesa de dobrável, de 1,60 x 1m), dormi agarrado ao radinho Phillips, ouvindo a resenha da Rádio Globo, com as informações da dupla sensação das ondas médias esportivas, Denis Menezes e o Apolinho Washington Rodrigues.  O Flu já estava escalado de antemão: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denilson e Didi; Cafuringa, Mickey, Claudio Garcia  e Lula.

O Flávio, com lesão muscular não poderia jogar por 4ª vez consecutiva, já o Samarone cumpriria suspensão pela injusta expulsão na partida anterior, contra o Cruzeiro, em pleno Mineirão, jogo que ganhamos atundo como verdadeiros Guerreiros, com uma atuação impecável da dupla de zaga, Galhardo e Assis, com um Denilson soberbo, um Samarone cerebral, um Mickey como sempre oportunista e com o Félix como o nome do jogo.

Dormi o sonho dos deuses, embalado pelo imaginário de uma criança que crescia vendo o Fluminense disputar títulos. Campeões, Carioca e da Taça Guanabara no ano anterior, 2º lugar em ambas as disputas em 1970, só dependíamos da gente para a conquista do título de melhores do país, no ano em que o Brasil conquistou o Tricampeonato Mundial de Futebol, no México.

Todos os clubes participantes do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão. Também conhecido como Taça de Prata. Em realidade, o 1º Campeonato Brasileiro conquistado pelo Fluminense.

Realmente como o meu Pai desejava, às 07h15 já estávamos dentro do clube. Em 1968 ele havia comprado o título de Sócio Proprietário e eu havia me tornado Sócio Contribuinte Infantil.  Conosco estava o meu Avô, o Antonio Sanchez Barreiro, o Careca do Restaurante Yankee Brasil (rua Rodrigo Silva, 32 – Centro) que era simplesmente o lugar onde melhor se comia no Centro da cidade (point da Alta Sociedade capitaneada pelo casal Didu e Teresa de Souza Campos e pela família Moneró, com a ilustre presença dos mais renomados advogados do país como o Ministro Evandro Lins e Silva, Evaristo de Moraes, Wilson Mirza, entre outros, da galera emergente do mercado financeiro como o Edgard Hargreaves e Octávio Willemsens Jr, do banqueiro Tricolor Wilson Xavier e de jornalistas do naipe Hélio Fernandes, Sebastião Nery, Pedro do Couto e Orlando Baptista).

O Restaurante Yankee Brasil na Coluna do Zózimo no Jornal do Brasil.

Vovô, havia sido Presidente da Casa de Galícia (cuja fusão com o Clube Espanhol deu origem à Casa da Espanha cuja sede fica no Humaitá) e era o grande líder da colônia espanhola no Rio de Janeiro. Quando chegava ao Fluminense sempre era parado por amigos e clientes que lá estavam, 100% prosa. E naquela manhã, 19 de dezembro de 1970, não foi diferente.  O clube não se encontrava cheio como de costume, estava muito lotado.  Nas arquibancadas das sociais não cabia mais nenhuma alma, no total haviam umas 3 mil pessoas no estádio das Laranjeiras para ver o último treino.  Do lado de fora, o trânsito caótico, muita buzina, muitos fogos, ambulantes vendendo as faixas de campeão (nunca comprei de véspera, as sandálias da humildade não me permitem).  Uma festa, todos comemoravam os mais de 80 mil ingressos vendidos nos postos de venda como o Teatro Municipal e o Mercadinho Azul.

Galhardo, observado pelo Cesar Maluco, o maior zagueiro central que vi jogar no Fluminense, não perdia nenhuma bola pelo alto. Foto do 1º jogo das finais, contra o Palmeiras.

Mas para chegarmos à final é preciso relembrar a trajetória, inclusive a anterior ao começo do campeonato. E tudo se inicia no início de 1970, para ser exato na pré-temporada: a briga entre o treinador Telê Santana e o Preparador Físico Antonio Clemente.  Já que ambos decidiram um não trabalhar mais com o outro, o Vice Presidente de Futebol (o maior de todos que vi) João Boueri foi fundamental: “Já que você não quer trabalhar com ele, nem ele quer trabalhar com você, só me resta demitir aos 2”… Assumiu o Paulo Amaral.

Isso deixava claro o que era o Fluminense: um CLUBE dirigido por gente SÉRIA, que nunca se preocupou com holofotes, nem com comissões, e sim com conquistar títulos.

Planejamento

Mas na véspera de começar a competição a nossa torcida andava inquieta, afinal de contas ela sabia que o potencial da equipe era maior do que os 2 vices campeonatos (Taça Guanabara e Carioca) e questionava ao treinador Paulo Amaral, que pelo caráter militar que tinha, já havia tido atritos com vários jogadores, entre eles o Samarone e o Marco Antônio.

Mas a Diretoria do Fluminense sabia o verdadeiro sentido do que que é FAZER GESTÃO e não se omitiu na hora de trabalhar o que ninguém vê: os bastidores.  Não aquelas lorotas feitas em mesas de restaurantes da zona oeste comemorando o fato de certas renovações de jogadores da base e de vendas intempestivas e sem transparências.  Mas sim o esmero desde fazer uma tabela que permitisse ao clube jogar as 4 primeiras rodadas em casa (Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e América, pela ordem, 4 vitórias), assim como a montagem de toda estrutura fora do Rio de Janeiro.

A tabela inicial


Por outro lado, o conjunto do time era sensacional. Aquele elenco começou a ser montado definitivamente em 1968 com as chegadas do Félix, do Galhardo e do Assis, que encontraram nas Laranjeiras ao Denilson, ao Samarone, ao Oliveira, ao Wilton, ao Claudio Garcia, ao Jorge Vitório e ao Lula. Com os garotos da base como o Marco Antonio, o Lulinha, o Didi.  A cereja do bolo tinha nome próprio e foi contratado em 1969: Flávio Minuano, a 9 que tinha cheiro de gol.  Em 1970, os reforços vieram para o banco.  Do sul chegaram 3 jogadores: o goleiro Jairo, o meia Jair e o centro avante Mickey. Toninho veio da Bahia e os zagueiros Alberico e Paulo Lubumba de equipes menores.

Do tempo em que o Fluminense era a LOCOMOTIVA DO FUTEBOL BRASILEIRO.

Além disso, fora das 4 linhas era uma seleção mundial: Francisco Laport, um PRESIDENTE (o melhor que vi) de verdade, daqueles que não precisam de holofotes, menos ainda de mentiras. Joaõ Boueri, José Carlos Villela, Zé de Almeida, Almir de Almeida, o Superintendente Seu Murilo e a Secretária Dona Marinete completavam o ataque desse time.  Sem contar a estrutura médica e a financeira.

O José de Almeida (Seu Zé de Almeida) merecia uma estátua dentro do clube. Foi o maior funcionário que o clube teve ao longo da sua história. Dos tempos em que os boquinhas não existiam nas Laranjeiras.

Se aliarmos a isso a presença maciça da nossa torcida, média de público de 41 mil pessoas nos 11 jogos do Maracanã, sendo 27.360 presentes de fluxo por partida nas 4 primeiras rodadas.

As 4 primeiras rodadas no Maracanã com média de 27.360 presentes.

Sem lugar à dúvida foi o Campeonato Brasileiro mais difícil de todos os tempos, os 22 jogadores Campeões do Mundo pela Seleção Brasileira no México, participaram. Não teve jogo fácil, basta ver a classificação final da 1ª fase.

Para o meu gosto a principal atuação do Fluminense foi na vitória contra o Palmeiras (a Grande ACADEMIA, campeã brasileira em 1967 e 1969), em São Paulo, por 3 a 0.  O Flávio marcou os 3 gols, o Félix defendeu um pênalti e o Galhardo e o Assis acabaram com a banca do Cesar Maluco que antes do jogo disse que iria fazer e acontecer com a gente.  Conclusão: no 3º RIPA NA CHULIPA foi jogar no meio de campo, além de posteriormente desperdiçar a penalidade máxima que foi magistralmente defendida pelo nosso arqueiro.

3 a 0 no Palmeiras de Ademir da Guia, Cesar, Dudu, Hector Silva (uruguaio) e Baldochi, dentro do Pacaembu. Aula magna.

Nas últimas paridas da fase de classificação o Fluminense caiu um pouco de produção, com a torcida mais uma vez questionando ao Paulo Amaral, tanto que chegamos na última rodada detrás do Flamengo e um ponto na frente do Inter, na disputa pela 2ª colocação que também dava acesso ao quadrangular final.

O treinador Paulo Amaral teve problemas de relacionamento com os jogadores, principalmente com o Samarone e o Marco Antônio

O sábado 5 de dezembro foi tenso, mas os anjos estiveram conosco: o Flamengo foi derrotado em pleno Pacaembu pelo Corinthians por 1 a 0, jogo que inclusive foi transmitido ao vivo para a Guanabara. E mesmo com a vitória do Inter por 3 a 1 em cima do Atlético Mineiro, as possibilidades do Fluminense eram difíceis, porém ótimas… bastava empatar com o Atlético Paranaense… ficaríamos com mais vitórias (8, as mesmas do Inter) e com 10 gols de saldo (contra 9 do Flamengo e do Inter).

Jogo contra o Atlético Paranaense. Tenso. Muita porrada, os caras estavam com incentivo extra. Nas fotos o Samarone marcado por 3 adversários e o Didi sofrendo uma falta não marcada pelo árbitro.

E apesar da arbitragem e mesmo sem o Flávio e sem o lateral artilheiro Marco Antônio, mas com gol de Mickey e com a melhor das melhores atuações do Felix com a nossa camisa (mais uma vez THE BEST em campo) conseguimos o empate.

CLASSIFICADOS…

Classificação final da 1ª fase. Classificados.

Os favoritos eram o Palmeiras e o Cruzeiro, o Atlético Mineiro de Telê estava em ascensão e o Fluminense o azarão.  Mais uma vez os bastidores nos ajudaram: a primeira e a última partida em casa.

De saída, 1 a 0, Mickey, no bicho papão do Palmeiras… De cabeça, quer dizer, de orelha.

Estrutura médica. Como dizia o saudoso e eterno Presidente Manoel Schwartz: “Futebol também se ganha dentro de campo”.

No 2º jogo, a teórica zebra: 1 a 0 no Cruzeiro em pleno Mineirão em cima de um timaço que tinha nada mais nada menos do que Tostão, Piazza, Brito e Fontana (campeões no México pelo Brasil), além de Dirceu Lopes, Zé Carlos, Raul e Natal. Novamente o gol de Mickey, com o Denilson e o Samarone (que foi absurdamente expulso) acabando com o jogo, com o Galhardo e Assis como Imperadores da nossa área e um Félix espetacular. Sem esquecer da arbitragem safada do Sebastião Rufino, que fez de tudo para nos ferrar.

No dia seguinte à vitória contra o Cruzeiro dentro do Mineirão, a nossa torcida fez passeata na Avenida Rio Branco e invadiu o Aeroporto Santos Dumont, carregando os jogadores como verdadeiros heróis.

E o sonho tinha tudo para ser realidade, bastava continuar com as sandálias da humildade… E assim seria!

Mickey, o autor dos 4 gols decisivos, em 3 momentos da conquista.

Até que chega o mágico dia 20 de dezembro de 1970 (pausa, preciso de um copo de água, senão não consigo terminar este texto, a emoção é imensa, lembro do MEU PAI).  Maracanã lotado, naquela época em qualquer jogo com mais de 100 mil pessoas, você poderia contabilizar 20% a mais de caronas no público presente.  Então esqueça isso de que foram somente 112 mil pessoas (nº de ingressos vendidos). Haviam mais de 135 mil cidadãos, jovens, adolescentes e crianças no Maracanã, num jogo de uma torcida só.

Show nas arquibancadas e apesar do empate nos dar o título, o nosso time saiu para ganhar o jogo. Fizemos 1 a 0, com o Mickey (marcou os mágicos e santos 4 gols que decidiram as últimas 4 partidas). O Atlético empatou e mesmo sem o nosso líder Samarone em campo, os nossos LEÕES Denilson, Galhardo, Assis, Oliveira e Didi, puseram aquela GARRA de heróis, enquanto a magia ficava a cargo do Marco Antônio, do Claudio Garcia, do Cafuringa e do Lula. O Félix, ahhh porra, o MEU ÍDOLO FÉLIX agarrou pra caralho (me permitam esse momento).

Meu ÍDOLO Félix ao lado, do não menos importante, Jorge Vitório, o EXCELENTE goleiro reserva.

Para terminar, entendam com os quadros abaixo O QUE ERA O FLUMINENSE, um clube dirigido por GENTE que não precisava de dar mais de 2 treinos, nem visitar vestiários, nem tomar banho nas banheiras térmicas do Maracanã.

O então jovem Preparador Físico Carlos Alberto Parreira (outro que merece uma estátua no Fluminense) já se mostrava um profissional diferenciado.
João Boueri, o maior Vice Presidente de Futebol que vi no Fluminense. Muito perto dele estão Newton Graúna, Antonio Castro Gil (meu Tio) e Alcides Antunes. Boueri, ao contrário dos amantes de holofote, de espelhos, de vaidades, de gabinetes do ódio nas redes sociais, nunca precisou aparecer. Ao contrário dos amantes de comissões, teve que se desfazer de 2 imóveis para ajudar ao Fluminense a cumprir financeiramente com o que havia se comprometido com os atletas.

O meu Natal durou até janeiro quando a MINHA MÃE, que também era Tricolor e SÓCIA do clube me deu o presente abaixo, o time de botão CAMPEÃO DO BRASIL.

Havia chegado a hora de chamar a Seleção Brasileira para outro amistoso!

O segundo amistoso contra a Seleção Brasileira, desfalcada do Félix, só poderia terminar de uma forma: 1 a 0 com gol do Mickey.

Em memória dos MEUS PAIS, do MEU AVÔ e dos MEUS TIOS.

Em memória daqueles que construíram o VERDADEIRO FLUMINENSE com inteligência, sem vaidades, sem oportunismos, sem comissões, sem parcerias ocultas com empresários.  É por esse FLUMINENSE que eu vou lutar até o dia da minha morte.

50 anos depois esse dia continua me emocionando

Fontes:

Revista Placar

Jornal dos Sport

Hemeroteca Digital Brasileira

Blog do Marcão

Flumania

Você já deu mais de 2 treinos? (por Antonio Gonzalez)

Há 36 anos o dia 16 de dezembro vinha sendo mágico na HISTÓRIA do Fluminense: a tarde noite em que o Carrasco Assis, tal qual um beija-flor, parou no ar e fez do Fillol (goleiro rubro-negro que trazia no currículo ter sido campeão do mundo pela Seleção Argentina em 1978) uma estátua de latão enferrujado.  Fluminense Bicampeão Carioca. 

Assis, o Carrasco, parou no ar e abriu o placar

Na jogada do gol, o milimétrico cruzamento do Aldo, desenhado pelo passe genial, do sempre inteligente, Renê Weber. Como o falecido Claudio Coutinho (treinador da Seleção Brasileira no Mundial de 1978) afirmava em cima das suas neo-definições do que sempre existiu no futebol: o passe do Renê apostou no “ponto futuro” que gerou o overlaping” do Aldo… Traduzindo, nada diferente do que faziam os nossos Marco Antônio e Lula entre 1969 e 1973.

O Renê lança o Aldo que cruza para o Assis, na voz do José Carlos Araújo

Isso é genética, isso é DNA do Fluminense.

Ontem a vida nos levou o Renê Weber, mais uma vítima do Covid-19, essa gripe mortal pessimamente gerida por um governo genocida que tem um fantoche como Ministro da Saúde (que tenha calma a sua descendência!).  Meu Tio, Antonio Castro Gil, Vice Presidente de Futebol do Fluminense entre 1984 e 1986, pessoa radical na forma de ver e fazer futebol, não se omitia na hora de dizer: “O Renê é o jogador mais inteligente do time, conhece todas as variações táticas pertinentes, é a continuação do Parreira dentro das 4 linhas”.

Na foto, Renê Weber carregando o nosso pavilhão, entre o Assis e o Branco.

Porra, se o Castro Gil, meu Tio, dizia isso, quem sou eu, um reles mortal em dizer algo de direção contrária.

O certo é que o Renê Weber foi um jogador que honrou a nossa camisa. Vinha da escola gaúcha, mas trazia consigo toda uma versatilidade ainda hoje, mais do que nunca, exibida nos gramados europeus.

Mas o time do Tri era muito mais do que 11 jogadores escalados ao azar e que deram certo: Paulinho, Renê, Leomir, Vica, Renato, Wilsinho e Getúlio faziam parte dos teóricos suplentes.

Isso é fazer um elenco forte e competitivo, o oposto do que fazem o Gerente de Futebol, Paulo Angioni e o multi-função Mario Bittencourt.  Há tempos venho alertando que fatores extra campo (GRAÇAS A DEUS) vem maquiando a realidade do que pode o Fluminense apresentar como resultante final.  A nossa colocação sempre foi (mais uma vez, GRAÇAS A DEUS) ilusória.  Mas como mesmo dizem os mensageiros da (indi)gestão: vocês não estão preparados para essa conversa.

Que Fluminense você quer?

A Torcida do Fluminense vive em tempos de dúvida cruel: ou somos os melhores do mundo e temos chances de sermos campeões do Brasileiro… ou somos uma merda que perde para os pequenos.

Ora senhores, nem tanto ao céu, nem tanto ao mar e muito menos à terra: o Fluminense tem um elenco muito mal montado, muito desequilibrado, velho e cansino, para não falar cansado.  E se a pessoa que dirige se submete aos donos do vestiário e aos donos do clube, periga ser isso que acabamos vendo contra o Vasco e ontem à noite.

Danilo Barcelos ou Egídio? Sério que você quer esse modelo de discussão?

Mas o toque de atenção passa pela Torcida do Fluminense.  Repito, se em 1984 a gente tinha no banco Paulinho, Renê, Leomir, Vica, Renato, Wilsinho e Getúlio… E ontem a discussão do Twitter era se o Danilo Barcelos deveria jogar no lugar do Egídio 300 mil e se o Nino deveria jogar no lugar do ABUELO Matheus Ferraz.

Galera: não dá para passar por aí.  Se é esse o nível de debate significa que está tudo errado. Comparar cagalhão duro com cocô mole é esquecer do que realmente é SER TRICOLOR.

Time de Guerreiros é isso: na bola e na porrada: Leomir, Renê, Duílio e Vica, protegendo ao Romerito. Precisa explicar algo mais?

Ou nos assumimos como torcida de clube grande e nos portamos como tal, ou é melhor reconhecer o apequenamento que nos direciona a ser um futuro Coritiba, ou como o ex amigo do Presidente Mario Bittencourt, o então Presidente Peter Siemsen pregava, cabia ao Fluminense ser o Fullham ou o Everton tupiniquim.

Há 10 anos a Laranjeiras da Flusócio com Peter, Fernando Simone, Mario Bittencourt, Celso Barros, patina.  Fizeram a opção pela não gestão, braços dados com os donos dos Esportes Olímpicos.

Então meu caro amigo, a questão é conceitual:

que Fluminense você quer? 

O medroso, o do gol sofrido, o do lutamos como nunca mas perdemos como sempre, o que sempre encontra a desculpa das supostas manipulações da Tv Globo em prol do arquirrival da Gávea…

Ou você definitivamente não vai jogar o seu voto fora, menos ainda acreditar em falsos profetas que em anos eleitorais prometem construir uma pista de esqui nas montanhas geladas do Rio de Janeiro.

Mas para essa transformação em novo modelo de gestão é preciso trabalhar.  Não dá para ter uma oposição despreparada, xiita e ao mesmo tempo conservadora em hábitos, pensando que a solução para se ganhar uma eleição no clube passa pela união com os donos dos Esportes Olímpicos.

Por falar em Esportes Olímpicos, quanto pagam de mensalidade os sócios atletas? Supostamente tem 400 que tem algum tipo de benesse… Por sinal votaram Peter, Abad e Mário.

Sobre o jogo de ontem a noite, só um jogador entrou em campo 100% antenado, foi o Marcos Felipe, se não fossem 3 intervenções de gol, teria sido uma goleada de escândalo.

Na visão macro, o Marlon Freitas do Atlético Goianiense (cria de Xerém e menosprezado pela nossa torcida) foi o melhor homem em campo.  Por sinal, esse atleta é melhor do que todos os meio campistas que entrando em campo vestido a camisa branca (por sinal linda) do Tricolor das Laranjeiras.

A culpa é do Marcão? Tanto como foi do Odair, só que este era um burro com sorte, que teve a visão de ver que os últimos 15 jogos do campeonato seriam cruciais para o futuro do Flu na competição.

São Paulo, Flamengo e Corinthians são os nossos próximos adversários. Serão 3 jogos de extrema dificuldade e que certamente definirão o nosso futuro de cara à participação na Libertadores de 2021.

Depois faltarão 9 partidas, algumas delas com pegadinha e pegadões: Sport, Bahia, Atlético Mineiro, Ceará e Fortaleza, jogarão contra nós com a necessidade de pontuar para mantes as suas ambições de cara ao futuro.  E teremos o Coritiba, o Botafogo e o Coritiba como franco atiradores, sem contar o Santos que vai brigar pelo G-8.

Diante do ocorrido até agora, a classificação para a Libertadores é obrigação

Mas a arrogância dissimulada por mentiras na falta de transparência traz consigo uma grande pergunta ainda não traduzida em verdade:

E VOCÊ JÁ DEU MAIS DE 2 TREINOS?

O Marcão só tem um caminho, o de rejuvenescer o time.  Dane-se que seja com os cabeças de bagre… mas tem que colocar gente para correr, além de como no ano passado, fechar a casinha, colocando um volante como 3º zagueiro.  As tartarugas Fred, Hudson, Nenê, Matheus Ferraz, Egídio e Ganso, não devem nem ser relacionados.

Em tempo: na final do Campeonato Carioca de 1984 o Fluminense jogou desfalcado do Ricardo Gomes, do Branco, do Jandir e do Deley.  Hoje todos os 4 seriam jogadores do Real Madrid ou do Barcelona… E a nossa torcida insiste em discutir se é o Danilo Barcelos e o Nino que resolverão os nossos problemas dentro do campo.

CAMPEÕES!!!! Sem Ricardo Gomes, sem Branco, sem Jandir e sem Deley… E você quer discutir o Egídio ou o Danilo Barcelos?

Ou muda-se o modelo e parte-se para uma GESTÃO DE TRANSFORMAÇÃO ou na próxima década estaremos enchendo a boca para falar das conquistas da década de 1980, e lamentar o fim da UNIMED.

No mais, apesar de ainda faltarem 6 pontos, não acredito em nenhuma possibilidade de rebaixamento.

Lamento uma não classificação para a Libertadores: a questão financeira seria abalada em todas as nuances.

Finalizando… 1, 2, 3, 4, 5, mil eu quero que a Covid vá para a puta que pariu!

Roupa Nova Whisky a go go (Edition & Remastered by Daniel Winter)

Não poderia terminar este texto sem falar da passagem do Tricolor Paulinho, vocalista da banda de Tricolores, o Roupa nova. Já são 183.822 mortos. Se você não se impressiona com essas mortes é porque você pertence a outro time, quer dizer, a outro tipo de pessoas. Felizmente nadamos em lados opostos.

Finalizando: Basta! Os 10 anos de Peterzismo estão acabando com o Fluminense! Basta de balcão de compra e venda de jogadores… vendas de bons e compras de mediocres!

A ave fênix do Seu Aloysio e a hora de quebrar um tabu (por Antonio Gonzalez)

Foi uma semana chata, daquelas que te reservam notícias tristes para todos os dias.  Do nada o Eduardo Galvão das novelas da Globo, o Ciminelli da Força Flu, o Farid de Nilópolis e da Beija-Flor, o Ubirany do Fundo de Quintal… Pá, pá, pá e pá… De golpe, sem segundas partes.  Todos perdemos um pedaço de nossas vidas, reféns que somos  dos nossos nãos, o não do não fomos capazes de dizer não e o não daqueles que não querem ver qualquer coisa que não seja o não que esconde a vergonha do sim que serviu de opção.

Somados a isso os mais de 180 mil mortos daqueles que não nos são próximos, os anônimos, os descampados da sociedade, aqueles que não tem nenhuma voz além do silêncio. Sem classes, sem cores, sem sexos… no liquidificador do Covid-19 a sugestão de convivência se resume a ser binária: uns vão viver enquanto outros vão morrer. Entre o S.U.S e o Plano de Saúde, o tempero azeda na falta de paladar e sem olfato perde-se o rumo de casa. E da razão de continuar optando a viver.

Pena dos que não aprendem e insistem em não aprender, o Covid-19 é muito mais do que uma gripezinha, é assassino.

Hoje o Fluminense, neste domingo 13 de dezembro, jogará em  São Januário às 20h30, uma partida que traz consigo uma oportunidade única, além dos 3 pontos que nos dariam uma 4ª ou 5ª posição na luta pela classificação para a Libertadores: QUEBRAR UMA ESCRITA QUE OFICIALMENTE EXISTE HÁ 55 ANOS.

As 2 últimas vitórias do Fluminense em São Januário

A última vez em que o nosso Tricolor venceu à equipe cruzmaltina no estádio da Barreira do Vasco foi em 1973.  Foi num desses torneios de verão: “O Torneio Internacional de Verão foi uma competição internacional amistosa de futebol disputada na cidade do Rio de Janeiro em 1973, que teve a participação de quatro equipes, duas argentinas e duas brasileiras, com três rodadas programadas para serem cumpridas, nas quais todas as equipes envolvidas se enfrentariam, sendo campeã aquela que tivesse o melhor aproveitamento.”

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Torneio_Internacional_de_Ver%C3%A3o_do_Rio_de_Janeiro_de_1973)

O Argentino Juniors, o Atlanta, o Vasco e o Fluminense, foram os clubes participantes.  Todos os jogos foram em São Januário. Acompanhei o meu PAI e os meus tios aos 3 jogos.  O Tricolor começou vencendo ao Atlanta por 1 a 0, posteriormente empatou em 1 a 1 com o Argentino Juniors.  A final contra o Vasco, que também trazia 1 vitória e 1 empate na campanha, foi decidida a nosso favor com um gol do Lula, certamente o melhor ponta esquerda ofensivo que vi jogar.  Campeões sim, mas não era uma competição oficial.

Lula, o ponta artilheiro. Sensacional camisa 11 puro. Jogador honesto com a nossa camisa
Campeão, mas esse time acabou nessa competição. o 1º turno do Carioca foi um fiasco, a equipe foi obrigada a passar por uma grande transformação: Bruñel, Pintinho, Kleber, Rubens Galaxe, Marquinhos, Dionísio e Manfrini, jogaram e foram titulares. O Duque assumiu o comando da equipe.

Portanto temos que voltar mais no tempo para falar de uma vitória OFICIAL sobre os vascaínos em São Januário. Foi num domingo, 7 de novembro de 1965.  Os 2 gols de Amoroso decidiram o jogo a nosso favor.

Amoroso, um PANZER, um 9 dos de antes. Hoje seria jogador de grande clube europeu
Fim de ciclo (fomos campeões em 1964). Dessa escalação somente o Denilson chegou ao time de 1969.

1965 foi um ano fraquinho, de bom apenas a conquista do Torneio Início, numa final contra a mulambada. Esse torneio tinha suas regras singulares… 3 empates decididos nos pênaltis… Campo Grande, América e Flamengo ficaram pelo caminho. Essa foi a única taça naquele tempo de transição.

Vivendo e aprendendo… Eu só vi o Torneio Início de 1978

Achei acertada a escolha do Marcão que foi alvo das minhas críticas em 2019.  Continuo pensando que é fraco, mas diante do que o mercado de ocasião proporciona, pelo menos já sabe como rema o remo que lhe dão e permitem.  Recebe o time cuja classificação é melhor do que a do ano passado, mas o elenco é pior e envelhecido.  Vai ter que administrar o vestiário que peca por excesso de veterania.

Desejo que o Marcão tenha uma big estreia, seria a confirmação do Fluminense como sério aspirante à disputa de uma vaga para a Libertadores 2021.   O segundo grande barato seria empurrar o Vasco de cara ao abismo, criando alicerces profundos com o Z-4.

Por último, a quebra dessa escrita, 47 ou 55 anos são muitos, essa batalha merece mais do que nunca o espírito do VENCER OU VENCER.

Vencer ou Vencer, SEMPRE!!!

Em 1998, no dia seguinte ao terceiro rebaixamento seguido do Fluminense, vitimado pelos inoperantes presidentes Gil Carneiro e Álvaro Barcellos (a HISTÓRIA NÃO SE INVENTA), o Tricolor Aloysio Aureo de Carvalho, pela manhã cedinho dirigiu-se ao Maracanã para a sua caminhada matinal, o que fazia habitualmente.

Só que aquela manhã que deveria significar para muitos a morte do Fluminense, para alguns poucos significava o recomeço.

E um desses poucos era o Seu Aloysio, que como GUERREIRO não pensou 2 vezes em exibir, durante as suas voltas olímpicas ao Estádio Mario Filho, a sua sagrada armadura para a batalha da reconstrução: o manto universal, a CAMISA DO FLUMINENSE.

Máximo Respeito

Questionado se o Tricolor havia chegado ao seu fim, retrucou de forma impositiva: o Fluminense ressurgirá como a ave Fênix.  22 anos depois o Fluminense, mesmo mal administrado, continua vivo.

Seu Aloysio

Seu Aloysio acaba de nos deixar, mais uma grande perda que esta semana amargamente nos presenteou. Fez a passagem como o GUERREIRO que é.

Graças a PAIS Tricolores como o Seu Aloysio e o meu PAI,  o Fluminense é ETERNO.

A Fênix

O sábado resolveu marcar presença, vítima de complicações derivadas do Mal de Alzheimer, o Escurinho, jogador que marcou época no Fluminense, faleceu. Conquistou os Campeonatos Carioca de 1959 e 1964, além dos Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960.

Escurinho, ÍDOLO do meu PAI

Quando meu PAI escolheu ao Fluminense, o Escurinho era uma das referências do clube: 490 jogos e 110 gols. Um time fantástico!

Este time alcançou a maior série invicta do Fluminense no Campeonato Carioca. 32 jogos sem perder entre 1959 e 1960. Em pé: Clóvis, Jair Marinho, Edmílson, Altair, Castilho e Pinheiro. Agachados: Maurinho, Paulinho, Waldo, Telê e Escurinho

Não poderia deixar passar em branco o 50º aniversário da Torcida Young Flu. 50 anos não são 50 dias. Toda uma HISTÓRIA construída. Um forte abraço para o Armando Alcoforado, um dos seus fundadores. O Fluminense deve muito às suas Torcidas Organizadas.

Seu Armando, acima de tudo FLUMINENSE! Tem o meu máximo respeito.

A vida é assim e eu sou o contrário do assim do assado. A cegueira assusta, de tão absurdamente invidente, escolho a distância, aposto na avenida do eu sozinho.

Para o meu amigo Marcelão, filho do Seu Aloysio, um forte abraço.

E a música para encorpar esse texto somente poderia ter uma escolha: PAI

A introdução emociona

CARTA ABERTA PARA O RUBINHO, PRESIDENTE DA FERJ (por Antonio Gonzalez)

Rio de Janeiro, 23 de julho de 2020

Ao Presidente da FERJ – Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro

Exmo. Sr. Rubens Lopes da Costa Filho

Caro Senhor

Deixemos as formalidades por aqui, afinal de contas todo mundo te conhece por Rubinho, que é  Presidente da FERJ desde 2006.  Não obstante também foi Presidente do BAC, Bangu Atlético Clube, em 2 oportunidades (1989/1991 e 2001/2002).

O gigantesco Bangu – Campeão Carioca em 1933 e 1966

Veja bem como é curiosa a relação da FERJ com o Bangu!

Você que é ex Presidente do Bangu, é o número 1 da FERJ há 14 anos.

Entre 2004 e 2006, o clube de Guilherme da Silveira (estação de trem) teve uma Presidente, a Sra.   Rita de Cássia Trindade.  Sobre ela o site “não oficial” Bangu.net diz o seguinte: “O presidente executivo João Paulo Giancristófaro, em meio a crise, foi substituído por Rita de Cássia Trindade – a primeira mulher a ocupar o posto máximo do Bangu Atlético Clube.

Curiosa a história de Rita dentro do Bangu. Iniciou em 1991 como secretária após ler um anúncio de emprego no jornal e com o passar dos anos tornou-se uma espécie de “braço direito” do presidente Rubens Lopes. Foi seu próprio “padrinho político” quem a guindou ao cargo – numa tentativa de amenizar as críticas que o alvirrubro vinha sofrendo de torcedores e imprensa. Pouco adiantou.”.

Essa é a visão de alguns Banguenses.

Pois bem, para minha surpresa, segundo o site da FERJ, a Dra. Rita de Cássia Trindade era (pelo menos até 07/09/2019) a Diretora de Registros e Transferências de Atletas da FERJ.  Sabe-se lá desde e até quando.

Mas vamos em frente, logo eu que em seu dia pensei que depois do Ídolo Castor de Andrade (máximo respeito) o maior banguense vivo era o Wilson Amorim, chefe da torcida com o seu inseparável megafone com o qual passava instruções aos jogadores.  Na verdade Rubinho você não passava de um ilustre desconhecido para quem frequentou as arquibancadas do Maracanã. Já com o Amorim  e a sua bandinha era diferente, pessoa super respeitada pelas torcidas do Fluminense, do Flamengo do Botafogo e do Vasco.

E qual é a razão da minha carta?

Fácil. 

Gato o que?

Esta tarde chegou às minhas mãos uma matéria da Globo.com com a seguinte manchete:

“Rubens Lopes move queixa-crime contra Mário Bittencourt, e Ferj pede indenização por “faniquito”  –  Presidente do Fluminense vira alvo de presidente e vices da federação por post “Gatoferj””…

Cá para nós Rubinho, você ficou incomodado com o Presidente do Fluminense Football Club, Mário Bittencourt, porque ele usou o termo GatoFERJ?

Para de show Rubinho. 

O Mario Bittencourt foi muito educado.

Quer saber por quê?

Se a FERJ fosse somente ruim!?!?

É que para a totalidade da gigantesca TORCIDA DO FLUMINENSE, a FERJ, instituição (sic) que é presidida por você, passa longe dos felinos.

Para nós Tricolores a FERJ é vista como um antro de Supellas longipalpas, com apetite de Coragyps atratus, mas que em realidade são a mais pura imagem de uma família de roedores.  Não é somente a minha opinião.  Basta pesquisar nas Redes Sociais desde os tempos do Orkut até os dias de hoje seja no Facebook, no Twitter ou no Instagram. 

Que fique claro: Tanto você, como a FERJ são ODIADOS pela Torcida do Fluminense.

Amadorismo???

Portanto não desate a sua ira em cima de quem teve coragem de peitá-lo.

Repito: o Mario Bittencourt foi muito educado. 

Tem gente se referindo a você como o Rubinho do Covidão.  E como dizer a quem te chama de Rubinho do Covidão para não fazer isso contigo se enquanto o teu aliado, o Clube de REGATAS do Flamengo, voltava a jogar no Maracanã por decisão inescrupulosa e temerária da FERJ, na mesma hora, no Hospital de Campanha instalado no antigo Célio de Barros, faleciam 2 cidadãos brasileiros em decorrência do Coronavírus, o Covid-19?

82.890 mortes por Covid-19 x o descaso da FERJ, do Flamengo e do Vasco

O que acontece é que pelo visto tem gente na Justiça brasileira que  parece que gosta de perder tempo com assuntos menores.

Tem tanto bandido de colarinho branco solto por aí, que fica difícil prender todo mundo. 

Sem contar os Presidentes e dirigentes de federações desportivas, inclusive do COB, que já tiveram a visita da Polícia Federal.  Alguns continuam frequentando o Hotel do Estado (também conhecido como presídio), outros utilizam adornos em seus tornozelos numa Balada Utópica Neo-Hiponga Psicodélica Progressiva.

Condenado a quatro anos de prisão, Marin chora ao receber sentença
Acusado por crimes de recebimento de propina, desvio de dinheiro e fraude bancária, o ex-presidente da CBF foi aos prantos ao mencionar sua família em julgamento

É injusto para com a Justiça brasileira, fazê-la perder tempo com assuntos como esse.  Por um simples gatinho.

Ora senhor Rubinho… posso falar em primeira pessoa: o próprio Mario Bittencourt me processa.  Tudo está na forma daquele que lê o que você escreve e do jeito que ouve e interpreta o que você fala. Nada além disso.  Na maioria dos casos não passa de puro achismo.  Ao dizer que uma pessoa é feia para nada a estou chamando de horrorosa.

Repito: o que é um simples gatinho se para a imensa Torcida do Fluminense a FERJ não passa de uma amálgama de baratas, urubus e ratos. Juntos e misturados.

Quer dizer então que você Rubinho, que é herdeiro político do detestável Caixa d’Água vai processar a toda a Torcida do Fluminense?

Claro que não!

A lentidão da Justiça passa pelo número de processos infantis

Por outro lado se eu fosse o Presidente Mário Bittencourt eu ingressaria amanhã na Justiça perguntando sobre uma situação que envolve o ex jogador do Fluminense (cria de Xerém) Pedro (hoje no Flamengo), o Bangu e a FERJ.

Para começo de conversa o Bangu recebeu R$ 380.000,00 (trezentos e oitenta mil reais) por direito de formação sobre o atleta, na ocasião da venda dos direitos do jogador, pelo Fluminense para a Fiorentina (Itália).

Mas que direitos são esses?

Player Passaport do jogador Pedro Guilherme

Vendo o PLAYER PASSAPORT  do jogador Pedro Guilheme Abreu dos Santos, nascido em 20/06/1997, documento da CBF, descubro que entre agosto de 2011 e abril de 2013 o atleta havia estado filiado ao Bangu. Só que esqueceram de avisar ao jogador.

Veja a entrevista do minuto 1 até o 1m50, onde o Pedro fala da sua trajetória até chegar no Fluminense

Em entrevista ao Zico https://twitter.com/TomRegueirasgon/status/1228545159564013569?s=08 o Pedro é explicito:  começou no Flamengo, foi dispensado, ficou um tempo sem clube, até que foi parar no Duquecaxiense.

E o Bangu?

Então o Presidente Mario Bittencourt tem a faca e o queijo na mão:

Quem registrou na FERJ a filiação do atleta Pedro Guilheme Abreu dos Santos, nascido em 20/06/1997, no Bangu Atlético Clube?

Quem era responsável na época (entre agosto de 2011 e abril de 2013) pelos registros e transferências de atletas na FERJ?

E o Presidente Mario Bittencourt pode ir além: basta requisitar uma, apenas uma, súmula do atleta em jogos entre entre agosto de 2011 e abril de 2013, do Pedro com a camisa do Bangu.

Será que existe?

A pergunta que fica é clara:  se o próprio jogador não cita o Bangu como clube na sua carreira na base, por que o Bangu recebeu R$ 380.000,00 (trezentos e oitenta mil reais) por direitos de formação?

Tanto o Fluminense, como o Flamengo e o Duquecaxiense tem que reivindicar essa cifra pois esses 380 mil tem que ser devolvidos e repartidos entre esses clubes. Supostamente foram lesados.

Gatos?

Então se eu fosse Presidente do Fluminense eu tiraria do fio desse novelo de lã.  Com toda a certeza essa lã não é sintética, é da ovelha que foi comida pelas raposas.

Então o tal de GatoFERJ é café pequeno diante da lã da raposa.  E a grande pergunta é que faço aos Presidentes Rubinho e Mario Bittencourt: quem é a verdadeira raposa que lidera a raposada?

Portanto Senhor Rubinho, preocupe-se com o bom funcionamento da entidade que você dirige há 14 anos e que hoje, com toda a certeza, está entre as mais desvalorizadas do país, sem a mínima representatividade e credibilidade.

Explique esse furdúncio envolvendo ao jogador Pedro. Com certeza é muito mais importante que a existência do GatoFERJ.

Foi penalti né… Passados 35 anos… Fluminense Tricampeão Carioca 1983/84/85

Entendo a sua raiva contra o Fluminense, afinal de contas foi pênalti do Vica no Claudio Adão aos 45 minutos do 2º tempo, o Bangu perdeu o jogo, o Fluzão foi TRICAMPEÃO e vocês não existem há 54 anos, desde 1966.

Evangelho de São Mateus, capítulo 7

Termino essa carta em tom de paz, citando aos Sagrados Evangelhos.  Vamos de Mateus, 7:

“E como podes dizer a teu irmão: Permite-me remover o cisco do teu olho, quando há uma viga no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão. Não deis o que é sagrado aos cães, nem jogueis aos porcos as vossas pérolas, para que não as pisoteiem e, voltando-se, vos façam em pedaços.”

De resto: MIAU!

Traduzindo o significado desse miado:  é um canto que a Torcida do Fluminense já cantou nas arquibancadas…

Tipo… O PEDRO VAI TE PEGAR!

Consultas:

http://www.fferj.com.br/Noticias/View/17168

http://www.espn.com.br/noticia/517103_federacao-carioca-emprega-filhos-sobrinhos-e-ate-pai-de-dirigentes

https://www.bangu.net/informacao/livros/nosequesomosbanguenses/2004.php

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/presidente-da-ferj-entra-com-queixa-crime-contra-mario-bittencourt-por-gatoferj-faniquito.ghtml

A CULPA NUNCA FOI DA TORCIDA (por Antonio Gonzalez)

Num espaço de 6 anos (2007/2012) o Fluminense conquistou 3 títulos nacionais, 1 estadual e participou de 2 finais continentais.  Então, ao contrário do discurso pseudo oficialista dos dias de hoje implementado pela Flusócio e derivados sem cafeína, não existia isso de “a culpa é da torcida que não comparece”.  Nosso time sempre jogou para a nossa torcida, fiel escudeira, até nas horas amargas, parceira direta que foi na remontada de 2009, contra tudo e contra todos.  Eram tempos felizes.  Pena que não imaginávamos o que viria pela frente.

No dia 11 de novembro de 2012 o nosso Tricolor derrotava ao Palmeiras por 3 a 2 conquistando o Tetra Brasileiro com a seguinte escalação:  Diego Cavalieri; Bruno (Diguinho), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Thiago Neves; Wellington Nem (Marcos Junior), Rafael Sobis (Valencia) e Fred.  Um elenco de primeiríssima grandeza, que ainda contava com o “MAGIC” Deco.

Para entender o tamanho daquele time que sagrou-se Tetracampeão e passeava pelo território nacional, 10 dias depois, para ser exato no dia 21 de novembro, a Seleção Brasileira conquistava o “Superclássico das Américas de 2012 (antes conhecido como Copa Roca)” vencendo ao selecionado argentino nos pênaltis, em plena La Bombonera, contando com a participação dos seguintes atletas do Fluminense: Diego Cavalieri, Carlinhos, Jean, Thiago Neves e Fred.

Até aquela data jamais foi ouvida a expressão “a culpa é da torcida que não comparece”.

De lá até os dias de hoje passaram-se mais de 7 anos (um espaço no tempo maior do que aquele compreendido entre 2007 e 2012) o Fluminense conquistou tão somente a natimorta Primeira Liga, que no frigir dos ovos da história, dentro de 100 anos, terá menos peso que qualquer um dos 8 Torneios Inícios conquistados (1916, 1924, 1925, 1940, 1941, 1943, 1956 e 1965). Obviamente sem esquecer de dois turnos (Taça GB de 2017 e a Taça Rio de 2018). Nada além disso.  Nenhuma conquista relevante a ponto de satisfazer plenamente aos nossos torcedores.

Ou seja de um clube que disputava títulos nacionais e continentais, para um time que não é campeão de nada. Ponto, não há mais nada a dizer.  E vocês querem que eu engula de que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Por favor me poupem!

Vamos ser claros e objetivos, para nada sendo hipócritas, sem sentir qualquer tipo de receio por processos que movem contra a minha pessoa com o intuito de calar-me.

Vamos lá e não vou seguir uma ordem cronológica.

Em 2013 o Fluminense terminou o Campeonato Brasileiro no Z4, mas com a sorte das cagadas cometidas pelo Flamengo e pelo Portuguesa de Desportos, no famoso caso “Flamenguesa”.  O caso foi parar nos tribunais e era só bater o martelo, com condenação para os 2 clubes envolvidos e com o descenso do clube do Canindé.  O Fluminense para nada tinha que se meter como parte interessada, pelo contrário, conhecedor que somos da injusta má fama que nos precede como clube do tapetão, deveríamos optar por uma postura neutra.  Foi feito justamente o contrário, escolheu-se ter uma postura de destaque, ativa e principesca de talante “exuperyano”.

O que aconteceu então todos sabemos, o Fluminense tornou-se aos olhos de todo o Brasil O GRANDE VILÃO DA HISTÓRIA.  Acusado de virar a mesa de forma injusta e nauseabunda pela totalidade da parcial mídia esportiva e não esportiva, tendo a nossa torcida como alvo da loucura generalizada pela cultura do ódio ao Tricolor das Laranjeiras, inclusive alvo de agressões e bombas. 

E o que fez o clube? NADA! Abandonou aos nossos torcedores através de um silêncio digno de noite em cemitério.

E a defesa Institucional? Mais covardia explícita.  Somente os 6 BRAVOS ESCRITORES (entre eles os meus irmãos Paulo-Roberto Andel e Luiz Couceiro) que publicaram o livro “Pagar O quê?: Resposta à Maior Bravata da História do Futebol Brasileiro” e foram HOMENS na defesa do clube.

Por parte da direção eleita pela Flusócio somente vimos FROUXIDÃO.

Então vocês querem me dizer que “a culpa é da torcida que não comparece”?

Da escalação que entrou em campo para ganhar o Tetra contra o time do antigo Parque Antártica em 2012 passamos ao seguinte patamar de contratações:

  1. Marcelinho das Arábias;
  2. Rhayner
  3. Guilherme Mattis;
  4. Chiquinho;
  5. Felipe do Vasco ex jogador de 36 anos;
  6. Fabiano Mão de Alface;
  7. Fabrício;
  8. Marlone;
  9. EL ABUELO Magno Alves;
  10. Vitor Oliveira;
  11. João Filipe;
  12. Guilherme Santos;
  13. Giovanni;
  14. Lucas Gomes (RIP);
  15. Vinicius by nigth;
  16. Edson;
  17. Osvaldo 300 mil;
  18. Henrique zagueiro que veio da França sem joelho;
  19. Antonio Carlos;
  20. Walter Gordo;
  21. Ronaldinho paraguaio ex jogador aposentado;
  22. Felipe Amorim;
  23. Julio Cesar Mão de Quiabo;
  24. Renato lateral direito;
  25. Diego Souza;
  26. Henrique zagueiro que veio da Itália;
  27. Wellington Silva lateral amigo do Bernardo;
  28. Wellington Paulista;
  29. Pierre;
  30. Cícero;
  31. Jonathan lateral direito;
  32. Breno Lopes crise cardíaca no DM;
  33. Arthur do Nova Iguaçu;
  34. Henrique Dourado;
  35. Richarlison;
  36. Marquinho gol contra o Coritiba em 2009;
  37. Danilinho;
  38. Dudu;
  39. Aquino;
  40. Rojas;
  41. William Matheus lateral esquerdo;
  42. Maranhão;
  43. Lucas lateral direito;
  44. Wellington Silva atacante cria de Xerém;
  45. Sornoza;
  46. Orejuela;
  47. Robinho;
  48. Renato Chaves;
  49. Luan Peres;
  50. Leo lateral direito;
  51. Bryan Cabezas;
  52. Junior Dutra;
  53. Jadson;
  54. Gilberto;
  55. Marlon lateral;
  56. Rodolfo goleiro;
  57. Airton Paulada;
  58. Nathan zagueiro;
  59. Paulo Ricardo;
  60. Luciano;
  61. De Amores;
  62. Kayke;
  63. Richard;
  64. Guilherme;
  65. Matheus Ferraz;
  66. Mateus Gonçalves;
  67. Everaldo;
  68. Agenor Gordo;
  69. Bruno Silva;
  70. Dodi;
  71. Yuri;
  72. Allan;
  73. Caio Henrique;
  74. Yoni Gonzalez;
  75. Léo Santos;
  76. Ewandro;
  77. Brenner;
  78. Kelvin;
  79. Ganso;
  80. Nino;
  81. Léo Arthur;
  82. Muriel;
  83. Nenê 38 anos;
  84. Wellington Nem;
  85. Lucão;
  86. Lucas Claro;
  87. Orinho…

É óbvio que deve estar faltando alguém, somente coloquei jogadores contratados entre 2013 e 2019… Tirando o Richarlison que deu super certo e mais uns 6 jogadores que foram razoavelmente bem, o resto pode se jogar no lixo.

E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Mas vamos recordar alguns outros fatos…

O Peter sacaneia a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, propositalmente omite a entrada do dinheiro e a PGFN confiscou a grana da venda do Wellington Nem.  Com isso atrasamos impostos e começou uma romaria de salários atrasados. E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

O Departamento Jurídico comandado pela mesma profissional nas 3 gestões (Peter, Abad e Mario) perde prazos, fecha acordos que o clube não cumpre, pede sigilo em processos. Temos receitas penhoradas e com isso os salários atrasam… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

A categoria Sócio Futebol foi aprovada por uma Assembleia Geral no dia 10 de novembro de 2012 (na véspera da conquista do Tetra). Sendo colocada para associação da nossa torcida.  Desde então já foram lançados uns 5 planos e NENHUM deu certo, com atraso nas entregas, filas homéricas no Maracanã, problemas com os cartões de crédito dos sócios, entre outras coisas.  Coincidentemente os mesmos do binômio Flusócio + Legião Tricolor continuam empregados do Marketing e das áreas fins do clube, como sempre desenvolvendo discurso de banco de faculdade, se acham seres extraterrestres, utilizam cônjuges, familiares e amigos para enaltecê-los nas Redes Sociais, mas a produção (vocês lembram da famigerada “Operação 41” ou do falecido “DNA Tricolor”?) é sempre muito abaixo das expectativas, com visível desconhecimento do que significa o cimento das arquibancadas… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Pelo clube passaram profissionais gabaritados na gestão Abad que não permaneceram no FFC porque simplesmente foram boicotados pelos DONOS e SENHORES FEUDAIS dos Esportes Olímpicos e da Democracia Tricolor (cujas 2 principais lideranças tem familiares empregadas no clube)… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Contrata-se a Big 4 Ernst & Young, que emite um parecer, o Vice Presidente de Governança Sandor Hagen traça o desenho e desenvolve os passos a seguir… Em ambos os casos os DONOS e SENHORES FEUDAIS dos Esportes Olímpicos e da Democracia Tricolor (cujas 2 principais lideranças tem familiares empregadas no clube) jogaram contra porque as propostas iam contra os seus interesses… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Contratam-se funcionários sem condições curriculares e profissionais para ocupar cargos estratégicos do clube.  Como sempre o binômio Flusócio + Legião Tricolor, agora acompanhado pelos SEM grife Tricolor de Coração + Bravo 52.  Contratam-se para Xerém ex jogadores pelo simples fato de terem sido cabos eleitorais… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Infestam o clube de PJs (Pessoas Jurídicas), com mais de 70% de indicações entre os empregados, com verdadeiro aparelhamento do quadro de funcionários, onde o “quem indica” detona a meritocracia… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Boicotam-se explicitamente às Torcidas Organizadas (desejo explicito de um dos papas da Flusócio, pessoa bem remunerada do clube desde 2011 com uma brevíssima ausência entre as gestões Peter e Abad).  Nesse meio tempo temos o Presidente do Fluminense visitando à Cidade da Polícia (capa de jornal) em virtude dos desmembramentos de uma atitude de cunho ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE pessoal, permitindo que a Justiça injustamente privasse de liberdade por uns dias a funcionários do clube que para nada tinham qualquer tipo de responsabilidade por essa cagada feita pelo Abad… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Em 3 gestões diferentes os Conselhos Deliberativos não conseguem fazer uma reforma estatutária que direcione o clube para o profissionalismo da gestão com a mudança explícita do modelo.  Para piorar aprovaram contas absurdas, “de rara matemática” e de forma abrupta que agrediu os mínimos conceitos democráticos necessários à sociedade Tricolor… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Os Conselhos Fiscais viraram a cara, nessas mesmas 3 gestões e coadunaram com a irresponsabilidade financeira, totalmente leviana… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

O Fluminense contrata os seguintes treinadores a partir de então: Vanderlei Luxemburgo, Junior Lopes, Renato Gaucho, Dorival Junior, Cristovão Borges, Ricardo Drubsky, Enderson Moreira, Eduardo Bapista, Levir Culpi, Marcão, Abel Braga, Marcelo Oliveira, Fernando Diniz, Oswaldo de Oliveira, Marcão (me refiro somente de 2013 a 2019)… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Entre 2013 e 2019 o Fluminense leva os seus jogos como mandante no Maracanã… Mas também no Engenhão, em Moça Bonita, no estádio da Cidadania em Volta Redonda, em Los Larios e em Edson Passos no estádio Giulite Coutinho (inclusive financiando reformas).  E nesse tempo o Peter promete junto ao Abad um estádio impossível na Zona Oeste, além de que o próprio Abad e a gestão atual não dão o suporte necessário para resolver o que fazer com as Laranjeiras através do Projeto de Revitalização… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Criam o tal Projeto Samorim e a nossa torcida foi obrigada a conviver com as eternas promessas que sabiam inglês mas desconheciam o quão redonda é uma bola.  Entre eles e as eternas promessas estavam: Peu, Luquinha, Robert, Marlon Freitas, Igor Julião, Pablo Diego, Matheus Norton, Luiz Fernando, Lucas Patinho, Lucas Fernandes, Denilson, Nogueira, Patrick Luan, Marquinhos Calazans, Reginaldo, Léo Pelé. Mascarenhas, Ayrton Beijinho, Matheus Pato, entre outros cabeças de bagre… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Venderam-se os direitos dos seguintes atletas: Wallace lateral direito, Wellington Nem, Kenedy, Digão, Marlon zagueiro, Gerson, Douglas, Richarlyson, Ibañez, Ayrton Lucas, João Pedro, Pedro, Rafael Resende, Jônatas, Leandro Spadacio, Sornoza, Richard, Wendell, Léo Pelé, entre outros menos votados. Certamente entraram nos cofres do clube mais de R$ 220 Milhões. Sou obrigado a perguntar: que grande jogador o Fluminense contratou com essa grana? Nenhum. Pagou impostos, diminuiu a dívida? Para nada. Pagou  salários. Pouca coisa além disso. Mas sem esquecer que financiou um dos BackOffices mais caros do Brasil, além dos Esportes Olímpicos que nada produzem e um social amorfo em proposta, brega em essência… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

É melhor eu parar por aqui.

Respeitem a nossa torcida.  12 mil contra o Resende na atual conjectura significa Maracanã lotado.  Assumam os vossos erros, assumam essas quase 90 contratações com 90% de erro, assumam que o mesmo Gerente de Futebol trabalhou para o Peter, para o Abad e continua com a atual diretoria. Nos poupem de vexames…

São desclassificados na 1ª fase da Sulamericana pelo Olaria do Chile, sem nenhuma luta digna e vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

 Então meus amigos, a questão da sobrevivência do Fluminense não passa hoje pelo número de sócios adimplentes e sim pelo modelo de gestão.

E nisso sim a nossa torcida tem que entrar pisando firme de fora para dentro do clube: é preciso romper as barreiras que acorrentam o progresso do clube, é preciso renovar e refazer os horizontes, urge a imposição dos novos conceitos de governança. E tem que ser de fora para dentro. 

O que não dá é para que se construa o fim do Fluminense com Portais com Transparência turva, opaca… menos ainda com factóides diários enaltecendo conquistas contra os Bangus, os Madureiras e os Resendes da vida, que juntos não dão em nada…  O que não dá é para chegar na segunda semana de março sem qualquer diretriz do que será o ORÇAMENTO do Fluminense e, mais uma vez, com a conivência de um Conselho Deliberativo vaca de presépio.

Ou mudamos conceitualmente ou vamos ter que ouvir vez por outra que a razão do fracasso é o não comparecimento doa nossos torcedores.  Chega de distorções nas arquibancadas, os conceitos da Legião e da Bravo, transformaram-se em ideologias de enaltecimento ao masoquismo. Que se extirpe para sempre a ideologia Flusócio e a descafeinada Tricolor de Coração.

Basta! Uma revolução já tem que acontecer.

Termino perguntando…

Depois de tudo o que narrei  vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Um forte abraço

Antonio Gonzalez

PS.: O sucesso do Presidente Mário Bittencourt será o sucesso do Fluminense.

Heitor D’Alincourt

Dedico esse texto à memória de um GRANDE TRICOLOR, Seu Sergio D’Alincourt, presença certa onde o Fluminense jogasse e PAI do meu irmão Heitor D’Alincourt.