“Amanhã há de ser um novo dia”… depende de nós! (por Antonio Gonzalez)

Há tempos queria escrever sobre o atual momento que vivemos: o Mundo e o Brasil, lado a lado bem distantes, de paralelas linhas tortas, com pérfidos horizontes de estéril temática, recheio duvidoso e frágil entretela.  Realidade sem graça mas com desgraça numa roda gigante que não sai do lugar: os de sempre, que são muitos, lá embaixo… No hemisfério superior os decanos de sempre, são poucos e se comem entre si, mas antes, na preliminar, tem carne de miserável para abusar, a carestia da punhalada.

Assim gira o pião que sem sair do lugar já não arranca nem o sorriso mais inocente.   Sei como sou e o que penso, progressista por natureza, amante daqueles que respeitam as liberdades e cordial com as  liberdades que flexionam o respeito.

“Resistir é preciso” já dizia em seu livro, que leva esse título, Alípio de Freitas  (torturado em 1970): 39 anos depois nunca foi tão verdade e necessário.  A crise de identidade com a ausência de personalidade vai além de uma eliminação no Big Brother mesmo que antenado no que dita o digital em suas redes cada vez menos sociais, na intransigente tirania do “em cada palavra mais de uma  sentença”… algumas de morte.

Uma HISTÓRIA de escolhas!

Está tudo muito esquisito, a reverberação que fotografa alerta sobre o caminhar de caranguejo: como ficar calado perante tanta retrocessão.

Como calar-se diante do que está acontecendo nos Estados Unidos (sic) da América? Ou esqueceram que em 1863, o presidente Lincoln assinou a Proclamação de Emancipação, que efetivamente libertava todos os escravos do sul e tornou a guerra contra a independência do sul em uma “cruzada moral” contra a escravidão?

Policial americano tortura e mata no meio da rua homem negro que estava algemado.

Estão ASSASSINANDO NEGROS desarmados e imobilizados, não são casualidades das peças que o destino prega e sim o renascimento do que nunca deveria ter tido a possibilidade de ter existido: o Racismo, nefasto por índoles pútridas que retratam o Fascismo.  Querem guerra. Covardia que transcende continentes, países… sem ir mais longe se encontram nas esquinas do Rio de Janeiro.  Tem George Floyd, um americano negro de 46 anos, que foi sufocado por um policial branco, que se ajoelhara sobre seu pescoço por mais de 8 minutos,  mas também tem a morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, durante uma operação conjunta das polícias Federal e Civil no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

João Pedro, um MENINO ASSASSINADO.

Por outro lado, só existem corruptos porque existe quem prevarica, numa batalha onde não existe candidato a santo, pelo contrário, para cada lado um dos chifres do diabo… Entre mensalões, petrolões… mas também nas rachadinhas de plantão, dinheiro em envelopes entregues em mãos, perguntas ficam sem respostas… Dá igual que sejam os 51 Milhões do Geddel ou os 89 mil da amiga do Queiróz…  Metralhas versus Minions (as bandeiras de todos são verde e amarela, sem donos, FICA A DICA), sem  ataque sem defesa, massacre que massacra, onde a hipocrisia lê que é permitido desde que o bandido seja de estimação.

Os 51 Milhões em dinheiro, ao vivo e a cores.

E nesse liquidificador descalibrado sempre aparece algo que se consente acima de todos na falsa utilização do Deus do momento, donos das Igrejas que matam para calar… é esse o jogo daqueles que chutam santas e vivem do timo eclesiástico, na promessa do ilusório milagre que acompanha o cifrão doado.

Não é a questão de colocar a todos na mesma baixa mar. Mas com Racista, com Facista não tem conversa.  Com corrupto menos ainda, se for de Esquerda o meu nojo é maior.

A humanidade se auto lesiona acelerando o fim, árvores choram na agonia que vivem a Amazônia e o Pantanal.  A ganância devastadora pouco se importando com o que vai passar no futuro, isso é coisa para outras gerações…  Rifam o oxigênio, dilapidam as fontes de água, envenenam o mar… um dia a conta chega, na maioria das vezes acompanhada pela inconsequência de uma tragédia: Mariana e Brumadinho não aconteceram gratuitamente, tem o dedo do homem sem escrúpulos.

Montagem de fotos dos incêndios na Amazônia.
Crimes de Mariana e Brumadinho: Samarco, Vale e BHP Billiton violam direitos de milhares de atingidos.

Depois escolhem o refúgio num Fundamentalismo de Coroné… haja feijão para curar!!!  Colocar a responsabilidade sobre o PROBLEMA QUE CRIARAM nas mãos de um Deus é um ato de extrema covardia, no pensamento da pusilanimidade trapaceira.

Business, solamente business!

1, 2, 3, 4 e 5… São os ex Governadores que já se hospedaram no hotel do Estado tipo o Complexo de Gericinó, no eterno verão de Bangu. A luz que atormenta o momento para os Marqueteiros Políticos de plantão: que tal se na eleição de 2022 o candidato já saísse de fábrica com o tornozelo decorado eletronicamente?

Tudo na contramão.

Mais de 900 dias sem a ASSASSINADA Marielle, a impunidade na falta de resposta.

Quem mandou matar Marielle?

Pastora e Deputada Flordelis, supostamente MANDANTE DE ASSASSINATO do marido também Pastor, por agora com foro privilegiado, na resposta a presença da impunidade.

Assim funciona: a quem interessa, o que interessa, para que interessa?  Atibaia tem duas entradas mas uma delas é esconderijo.  Bandido bom é bandido meu amigo. Simples assim. Do “como se fazem ver” para o de que forma regiamente se permitem notar.  Dependendo do ponto de vista: Familia ou Famíglia…

Infelizmente somos cada vez mais o resultado do somatório de erros cuja o efeito é cada vez mais negativo.

Sou daqueles que prefere ensinar a pescar mas sempre com uma moqueca de prontidão.  A miséria está aí, melhor resolver com Cultura. Sempre.  A filantropia é necessária mas tem que oferecer propostas de renascimento… nisso o melhor caminho começa pela escola. Obrigatória porque é democrática.  Impede o nascimento de analfabundas de ofício, na praga de turno.

Odorico Paraguaçú e Zeca Diabo, Prefeito e capanga.

Mais de 125 mil mortos por Covid-19, famílias implodidas, foi muito mais do que uma gripezinha.  A peste veio rasgando, boa de pancadaria, derrubou as verdades absolutas, todos os dias com novidades (não foi pior porque teve Imprensa com colhão)… de só matar os velhos que já iriam morrer a recém nascidos contaminados.  Apedeutismo curtido na boçalidade de limitados negacionistas. Meu MÁXIMO RESPEITO aos Médicos, Enfermeiros e demais trabalhadores da Saúde, que colocaram em risco as suas existências para salvar seres humanos.

Não!  A terra nunca foi plana, nem Jesus gosta do cheiro dessas goiabas antidemocráticas.  Não se pode jogar de forma tão vil contra o povo brasileiro.  É demasiada putaria que hipnotiza a inexistência dos olhos. Se associarmos a isso o transe coletivo de grande parte de uma população que preferiu enveredar pelo caminho do foda-se, o outro, desde que eu me dê bem.  Seja na Pobreta ou Riqueta da Urca, Posto 9 ou Amaralina, fronteiras separatistas que decidem quem pode frequentar e o que.  De fácil concepção.  Há milênios o mundo é assim, vassalos e suseranos.

“Serra Pelada: A Lenda da Montanha de Ouro” mostra origens e consequências da exploração do garimpo brasileiro.

“A sociedade feudal contemplava três camadas sociais: nobreza, clero e servos.

O clero era responsável por prezar pela espiritualidade da comunidade feudal.

A nobreza era composta pelo rei e pelos nobres.

Os nobres, também chamados de senhores feudais, faziam constantes negociações com o rei em troca de terras e eram responsáveis por gerir os poderes político, econômico e jurídico.

Se por um lado a maior parte da população era iletrada, os filhos dos nobres eram os únicos que tinham direito à alfabetização.” (https://www.significados.com.br/caracteristicas-feudalismo/).

A essência do Feudalismo.

E onde se reflete isso principalmente: no pobre… Planos de Saúde para alguns privilegiados, com uma Classe Média que já não mede mais nada. Quem nasce servo, quase sempre morre servo. Sem olvidar que em alguns dos nossos governos estaduais encontramos os PIRATAS do momento, o verbo é o SUPERFATURAR… os de sempre… Quem sabe se não muda o patamar, de 5 para 6 ex governantes do, em transe, Rio de Janeiro?

E tem o Crivella, o pior Prefeito que vi. De Cidade Maravilhosa “Rio 40 graus”, a terra de ninguém. De democracia somente os buracos nos asfaltos com que temos que conviver… ZONA NORTE, ZONA SUL, ZONA OESTE… Abandono total.  Guerra urbana, nas invasões, na MÃE QUE MORRE BALEADA protegendo o corpo e a vida do filho, nos sequestros e nas negociações, no “noix quer si entregá”…

Guerra Urbana, aberta.

Dizem que para fazer a paz é preciso fazer a guerra… Mas quem vendeu as armas para os caras?…

Relembrando, antes de finalizar, que tivemos uma votação esta semana que favoreceu ao Alcaide. Saiu até uma lista com os que votaram a favor, dos que se posicionaram, a maioria, contra.  Falta o rol dos que não compareceram.  Faz-se necessário registrar. De nada serve a desculpa do Novo Coronavírus.

Se aproxima uma eleição, no caso municipal.  A sociedade local terá a oportunidade para deliberar quem vai dirigi-la, representá-la.  São os próximos 4 anos.

É binário: ou você se sente representado pelos atuais donos do poder ou você vai LUTAR PARA MUDAR.

Comece a refletir, já estou refletindo.

“Amanhã há de ser um novo dia”… depende de nós! 

EU ME DETERMINEI LUTAR PARA MUDAR ATRAVÉS DO MEU VOTO!

A genialidade do Chico Buarque.

Pense bem em quem você vai votar. A cidade do Rio de Janeiro está no seu limite.

Remato esse texto com a poesia de Joaquin Sabina na interpretação de Maria Giménez. Puro sangue espanhol, flamenco, URBANO. Vivências de amores bandidos e de sobrevivências.

Media Negras – Joaquin Sabina por Maria Jiménez.

La vi en un paso cebra toreando con el bolso a un autobús
llevaba medias negras, bufanda a cuadros, minifalda azul.

Me dijo tienes fuego, tranqui que me lo monto de legal
salí ayer del talego, que guay si me invitaras a cenar.

Me echó un cable la lluvia, yo andaba con paraguas y ella no
-“¿A donde vamos rubia?”. -“A donde tú me lleves”. -Contestó.
Así que fuimos hasta mi casa. -“Que es el polo”.

-Le advertí. -“Con un colchón nos basta, de estufa, corazón, te tengo a tí”.
Recalenté una sopa con vino tinto, pan y salchichón.

A la segunda copa, -¿qué hacemos con la ropa?, -preguntó.
Y yo que nunca tuve más religión que un cuerpo de mujer,
del cuello de una nube aquella noche me colgué.

Estaba sólo cuando al día siguiente el sol de desveló
me desperté abrazando la ausencia de su cuerpo en mi colchón.
Lo malo no es que huyera con mi cartera y con mi ordenador
peor es que se fuera robándome además el corazón.

De noche piel de hada, a plenas luz del día Cruella de Ville,
maldita madrugada y yo que me creía Steve Mc Queen.
Si en algún paso cebra la encuentras, dile que le he escrito un blues;
llevaba medias negras, bufanda a cuadros, minifalda azul.

Me dijo tienes fuego, tranqui que me lo monto de legal
salí ayer del talego, que guay si me invitaras a cenar.

De noche piel de hada, a plenas luz del día cruel abdevil,
maldita madrugada y yo que me creía Steeve Mc Queen.

Si en algún paso-cebra la encuentras, dile que le he escrito un blues
llevaba medias negras, bufanda a cuadros, minifalda azul.

1968 (por Antonio Gonzalez – maio de 1988)

AI-5

Em 1968 aquela gente captou uma nova onda…
Já que não sintonizavam com as rádios da época.
E aquele blá blá blá não lhes dizia sim…
Verde oliva que de esperança nada tinha.
Amargo era o tempo, felicidade não conheciam.

Tem passeata dos 100 mil…
Mataram Edson Luiz…
Lá no Calabouço “cala a boca moço”.

Passeata dos 100 mil
Velação do corpo de Edson Luís, estudante assassinado pela repressão

Na avenida Rio Branco, faroeste lá na Cinelândia…

A porrada comia e ninguém fugia!
Jovens adolescentes, já falavam como gente grande.
Muda de nome, clandestinidade, marca um ponto às 9 e abre o olho para não cair…
Sequestra o embaixador, liberdade no exílio…

E na luta armada muitos se cortaram…
Na sala de tortura o rei é o pau de arara, o pau de arara é rei.

Vladimir Palmeira na Cinelândia
40 presos políticos libertados em troca do embaixador da Alemanha em 1970
Torturado no pau de arara

Como um fósforo usado sem luz própria para viver…
Restaurantes cheios, gritos, fomes e sedes…
A música e um cigarro aceso, meus pensamentos vacilam.

Meu sol é chuva que é água…
Que não morre, escorre, muda de lugar…
Histórias de um passado mas o meu rádio canta igual…

O tempo passou tanta coisa mudou…
Novamente aqui tanto tempo depois.

Precisa de legenda?
Manifestantes se aglomeram durante discurso improvisado do presidente Jair Bolsonaro discursa, na tarde deste domingo (19), em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. Bolsonaro foi ao local enquanto acontecia uma manifestação a favor da intervenção militar e pelo fechamento do Congresso Nacional. Assim que o presidente chegou ao local, cerca de 200 militares do Exército fizeram um cordão de isolamento. 19/04/2020 – Foto: GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO

Em maio de 1988, então morando na Espanha, tive quer vir ao Brasil para resolver uns documentos que tinham que ser emitidos pelo Consulado Espanhol do Rio de Janeiro. Viagem curta de 10 dias.
No dia do regresso, já no Aeroporto Internacional, comprei o livro do Zuenir Ventura “1968 – O ano que não terminou”.

O avião ainda não havia pousado em Madrid, eu havia terminado a leitura.
Num pedaço de papel escrevi “1968” que era uma soma do livro do Zuenir Ventura com “Os Carbonários” do Alfredo Sirkis… para o contextualizar precisei “roubar” uma frase da canção “Calabouço” do Sérgio Ricardo: “cala a boca moço”…

Hoje, remexendo em velhos papéis reencontrei, 32 anos depois, esse meu HUMILDE texto.

Zuenir Ventura continua vivo, mas o Alfredo Sirkis e o Sérgio Ricardo nos deixaram recentemente.

Dedico essas palavras a eles, incluindo nessa simples homenagem, com o meu MÁXIMO RESPEITO, as figuras do Vladimir Palmeira, do Cid Benjamim e do Carlos Minc.

Calabouço – Sergio Ricardo

Termino por aqui refletindo a música “”El tiempo pasa” cuja composição é do Pablo Milanés e a interpretação é da imortal Mercedes Sosa:

EL TIEMPO PASA

El tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Yo el amor
No lo reflejo como ayer
En cada conversación
Cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo
De razón
Vamos viviendo
Viendo las horas
Que van pasando
Las viejas discusiones
Se van perdiendo
Entre las razones
Porque años atrás
Tomar tu mano
Robarte un beso
Sin forzar el momento
Hacía parte de una verdad
Porque el tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Yo el amor
No lo reflejo como ayer
En cada conversación
Cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo
De razón
A todo dices que sí
A nada digo que no
Para poder construir
Esta tremenda armonía
Que pone viejo los corazones
Porque el tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Yo el amor
No lo reflejo como ayer
En cada conversación
Cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo
De temor

CARTA ABERTA PARA O RUBINHO, PRESIDENTE DA FERJ (por Antonio Gonzalez)

Rio de Janeiro, 23 de julho de 2020

Ao Presidente da FERJ – Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro

Exmo. Sr. Rubens Lopes da Costa Filho

Caro Senhor

Deixemos as formalidades por aqui, afinal de contas todo mundo te conhece por Rubinho, que é  Presidente da FERJ desde 2006.  Não obstante também foi Presidente do BAC, Bangu Atlético Clube, em 2 oportunidades (1989/1991 e 2001/2002).

O gigantesco Bangu – Campeão Carioca em 1933 e 1966

Veja bem como é curiosa a relação da FERJ com o Bangu!

Você que é ex Presidente do Bangu, é o número 1 da FERJ há 14 anos.

Entre 2004 e 2006, o clube de Guilherme da Silveira (estação de trem) teve uma Presidente, a Sra.   Rita de Cássia Trindade.  Sobre ela o site “não oficial” Bangu.net diz o seguinte: “O presidente executivo João Paulo Giancristófaro, em meio a crise, foi substituído por Rita de Cássia Trindade – a primeira mulher a ocupar o posto máximo do Bangu Atlético Clube.

Curiosa a história de Rita dentro do Bangu. Iniciou em 1991 como secretária após ler um anúncio de emprego no jornal e com o passar dos anos tornou-se uma espécie de “braço direito” do presidente Rubens Lopes. Foi seu próprio “padrinho político” quem a guindou ao cargo – numa tentativa de amenizar as críticas que o alvirrubro vinha sofrendo de torcedores e imprensa. Pouco adiantou.”.

Essa é a visão de alguns Banguenses.

Pois bem, para minha surpresa, segundo o site da FERJ, a Dra. Rita de Cássia Trindade era (pelo menos até 07/09/2019) a Diretora de Registros e Transferências de Atletas da FERJ.  Sabe-se lá desde e até quando.

Mas vamos em frente, logo eu que em seu dia pensei que depois do Ídolo Castor de Andrade (máximo respeito) o maior banguense vivo era o Wilson Amorim, chefe da torcida com o seu inseparável megafone com o qual passava instruções aos jogadores.  Na verdade Rubinho você não passava de um ilustre desconhecido para quem frequentou as arquibancadas do Maracanã. Já com o Amorim  e a sua bandinha era diferente, pessoa super respeitada pelas torcidas do Fluminense, do Flamengo do Botafogo e do Vasco.

E qual é a razão da minha carta?

Fácil. 

Gato o que?

Esta tarde chegou às minhas mãos uma matéria da Globo.com com a seguinte manchete:

“Rubens Lopes move queixa-crime contra Mário Bittencourt, e Ferj pede indenização por “faniquito”  –  Presidente do Fluminense vira alvo de presidente e vices da federação por post “Gatoferj””…

Cá para nós Rubinho, você ficou incomodado com o Presidente do Fluminense Football Club, Mário Bittencourt, porque ele usou o termo GatoFERJ?

Para de show Rubinho. 

O Mario Bittencourt foi muito educado.

Quer saber por quê?

Se a FERJ fosse somente ruim!?!?

É que para a totalidade da gigantesca TORCIDA DO FLUMINENSE, a FERJ, instituição (sic) que é presidida por você, passa longe dos felinos.

Para nós Tricolores a FERJ é vista como um antro de Supellas longipalpas, com apetite de Coragyps atratus, mas que em realidade são a mais pura imagem de uma família de roedores.  Não é somente a minha opinião.  Basta pesquisar nas Redes Sociais desde os tempos do Orkut até os dias de hoje seja no Facebook, no Twitter ou no Instagram. 

Que fique claro: Tanto você, como a FERJ são ODIADOS pela Torcida do Fluminense.

Amadorismo???

Portanto não desate a sua ira em cima de quem teve coragem de peitá-lo.

Repito: o Mario Bittencourt foi muito educado. 

Tem gente se referindo a você como o Rubinho do Covidão.  E como dizer a quem te chama de Rubinho do Covidão para não fazer isso contigo se enquanto o teu aliado, o Clube de REGATAS do Flamengo, voltava a jogar no Maracanã por decisão inescrupulosa e temerária da FERJ, na mesma hora, no Hospital de Campanha instalado no antigo Célio de Barros, faleciam 2 cidadãos brasileiros em decorrência do Coronavírus, o Covid-19?

82.890 mortes por Covid-19 x o descaso da FERJ, do Flamengo e do Vasco

O que acontece é que pelo visto tem gente na Justiça brasileira que  parece que gosta de perder tempo com assuntos menores.

Tem tanto bandido de colarinho branco solto por aí, que fica difícil prender todo mundo. 

Sem contar os Presidentes e dirigentes de federações desportivas, inclusive do COB, que já tiveram a visita da Polícia Federal.  Alguns continuam frequentando o Hotel do Estado (também conhecido como presídio), outros utilizam adornos em seus tornozelos numa Balada Utópica Neo-Hiponga Psicodélica Progressiva.

Condenado a quatro anos de prisão, Marin chora ao receber sentença
Acusado por crimes de recebimento de propina, desvio de dinheiro e fraude bancária, o ex-presidente da CBF foi aos prantos ao mencionar sua família em julgamento

É injusto para com a Justiça brasileira, fazê-la perder tempo com assuntos como esse.  Por um simples gatinho.

Ora senhor Rubinho… posso falar em primeira pessoa: o próprio Mario Bittencourt me processa.  Tudo está na forma daquele que lê o que você escreve e do jeito que ouve e interpreta o que você fala. Nada além disso.  Na maioria dos casos não passa de puro achismo.  Ao dizer que uma pessoa é feia para nada a estou chamando de horrorosa.

Repito: o que é um simples gatinho se para a imensa Torcida do Fluminense a FERJ não passa de uma amálgama de baratas, urubus e ratos. Juntos e misturados.

Quer dizer então que você Rubinho, que é herdeiro político do detestável Caixa d’Água vai processar a toda a Torcida do Fluminense?

Claro que não!

A lentidão da Justiça passa pelo número de processos infantis

Por outro lado se eu fosse o Presidente Mário Bittencourt eu ingressaria amanhã na Justiça perguntando sobre uma situação que envolve o ex jogador do Fluminense (cria de Xerém) Pedro (hoje no Flamengo), o Bangu e a FERJ.

Para começo de conversa o Bangu recebeu R$ 380.000,00 (trezentos e oitenta mil reais) por direito de formação sobre o atleta, na ocasião da venda dos direitos do jogador, pelo Fluminense para a Fiorentina (Itália).

Mas que direitos são esses?

Player Passaport do jogador Pedro Guilherme

Vendo o PLAYER PASSAPORT  do jogador Pedro Guilheme Abreu dos Santos, nascido em 20/06/1997, documento da CBF, descubro que entre agosto de 2011 e abril de 2013 o atleta havia estado filiado ao Bangu. Só que esqueceram de avisar ao jogador.

Veja a entrevista do minuto 1 até o 1m50, onde o Pedro fala da sua trajetória até chegar no Fluminense

Em entrevista ao Zico https://twitter.com/TomRegueirasgon/status/1228545159564013569?s=08 o Pedro é explicito:  começou no Flamengo, foi dispensado, ficou um tempo sem clube, até que foi parar no Duquecaxiense.

E o Bangu?

Então o Presidente Mario Bittencourt tem a faca e o queijo na mão:

Quem registrou na FERJ a filiação do atleta Pedro Guilheme Abreu dos Santos, nascido em 20/06/1997, no Bangu Atlético Clube?

Quem era responsável na época (entre agosto de 2011 e abril de 2013) pelos registros e transferências de atletas na FERJ?

E o Presidente Mario Bittencourt pode ir além: basta requisitar uma, apenas uma, súmula do atleta em jogos entre entre agosto de 2011 e abril de 2013, do Pedro com a camisa do Bangu.

Será que existe?

A pergunta que fica é clara:  se o próprio jogador não cita o Bangu como clube na sua carreira na base, por que o Bangu recebeu R$ 380.000,00 (trezentos e oitenta mil reais) por direitos de formação?

Tanto o Fluminense, como o Flamengo e o Duquecaxiense tem que reivindicar essa cifra pois esses 380 mil tem que ser devolvidos e repartidos entre esses clubes. Supostamente foram lesados.

Gatos?

Então se eu fosse Presidente do Fluminense eu tiraria do fio desse novelo de lã.  Com toda a certeza essa lã não é sintética, é da ovelha que foi comida pelas raposas.

Então o tal de GatoFERJ é café pequeno diante da lã da raposa.  E a grande pergunta é que faço aos Presidentes Rubinho e Mario Bittencourt: quem é a verdadeira raposa que lidera a raposada?

Portanto Senhor Rubinho, preocupe-se com o bom funcionamento da entidade que você dirige há 14 anos e que hoje, com toda a certeza, está entre as mais desvalorizadas do país, sem a mínima representatividade e credibilidade.

Explique esse furdúncio envolvendo ao jogador Pedro. Com certeza é muito mais importante que a existência do GatoFERJ.

Foi penalti né… Passados 35 anos… Fluminense Tricampeão Carioca 1983/84/85

Entendo a sua raiva contra o Fluminense, afinal de contas foi pênalti do Vica no Claudio Adão aos 45 minutos do 2º tempo, o Bangu perdeu o jogo, o Fluzão foi TRICAMPEÃO e vocês não existem há 54 anos, desde 1966.

Evangelho de São Mateus, capítulo 7

Termino essa carta em tom de paz, citando aos Sagrados Evangelhos.  Vamos de Mateus, 7:

“E como podes dizer a teu irmão: Permite-me remover o cisco do teu olho, quando há uma viga no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão. Não deis o que é sagrado aos cães, nem jogueis aos porcos as vossas pérolas, para que não as pisoteiem e, voltando-se, vos façam em pedaços.”

De resto: MIAU!

Traduzindo o significado desse miado:  é um canto que a Torcida do Fluminense já cantou nas arquibancadas…

Tipo… O PEDRO VAI TE PEGAR!

Consultas:

http://www.fferj.com.br/Noticias/View/17168

http://www.espn.com.br/noticia/517103_federacao-carioca-emprega-filhos-sobrinhos-e-ate-pai-de-dirigentes

https://www.bangu.net/informacao/livros/nosequesomosbanguenses/2004.php

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/presidente-da-ferj-entra-com-queixa-crime-contra-mario-bittencourt-por-gatoferj-faniquito.ghtml

A CULPA NUNCA FOI DA TORCIDA (por Antonio Gonzalez)

Num espaço de 6 anos (2007/2012) o Fluminense conquistou 3 títulos nacionais, 1 estadual e participou de 2 finais continentais.  Então, ao contrário do discurso pseudo oficialista dos dias de hoje implementado pela Flusócio e derivados sem cafeína, não existia isso de “a culpa é da torcida que não comparece”.  Nosso time sempre jogou para a nossa torcida, fiel escudeira, até nas horas amargas, parceira direta que foi na remontada de 2009, contra tudo e contra todos.  Eram tempos felizes.  Pena que não imaginávamos o que viria pela frente.

No dia 11 de novembro de 2012 o nosso Tricolor derrotava ao Palmeiras por 3 a 2 conquistando o Tetra Brasileiro com a seguinte escalação:  Diego Cavalieri; Bruno (Diguinho), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Thiago Neves; Wellington Nem (Marcos Junior), Rafael Sobis (Valencia) e Fred.  Um elenco de primeiríssima grandeza, que ainda contava com o “MAGIC” Deco.

Para entender o tamanho daquele time que sagrou-se Tetracampeão e passeava pelo território nacional, 10 dias depois, para ser exato no dia 21 de novembro, a Seleção Brasileira conquistava o “Superclássico das Américas de 2012 (antes conhecido como Copa Roca)” vencendo ao selecionado argentino nos pênaltis, em plena La Bombonera, contando com a participação dos seguintes atletas do Fluminense: Diego Cavalieri, Carlinhos, Jean, Thiago Neves e Fred.

Até aquela data jamais foi ouvida a expressão “a culpa é da torcida que não comparece”.

De lá até os dias de hoje passaram-se mais de 7 anos (um espaço no tempo maior do que aquele compreendido entre 2007 e 2012) o Fluminense conquistou tão somente a natimorta Primeira Liga, que no frigir dos ovos da história, dentro de 100 anos, terá menos peso que qualquer um dos 8 Torneios Inícios conquistados (1916, 1924, 1925, 1940, 1941, 1943, 1956 e 1965). Obviamente sem esquecer de dois turnos (Taça GB de 2017 e a Taça Rio de 2018). Nada além disso.  Nenhuma conquista relevante a ponto de satisfazer plenamente aos nossos torcedores.

Ou seja de um clube que disputava títulos nacionais e continentais, para um time que não é campeão de nada. Ponto, não há mais nada a dizer.  E vocês querem que eu engula de que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Por favor me poupem!

Vamos ser claros e objetivos, para nada sendo hipócritas, sem sentir qualquer tipo de receio por processos que movem contra a minha pessoa com o intuito de calar-me.

Vamos lá e não vou seguir uma ordem cronológica.

Em 2013 o Fluminense terminou o Campeonato Brasileiro no Z4, mas com a sorte das cagadas cometidas pelo Flamengo e pelo Portuguesa de Desportos, no famoso caso “Flamenguesa”.  O caso foi parar nos tribunais e era só bater o martelo, com condenação para os 2 clubes envolvidos e com o descenso do clube do Canindé.  O Fluminense para nada tinha que se meter como parte interessada, pelo contrário, conhecedor que somos da injusta má fama que nos precede como clube do tapetão, deveríamos optar por uma postura neutra.  Foi feito justamente o contrário, escolheu-se ter uma postura de destaque, ativa e principesca de talante “exuperyano”.

O que aconteceu então todos sabemos, o Fluminense tornou-se aos olhos de todo o Brasil O GRANDE VILÃO DA HISTÓRIA.  Acusado de virar a mesa de forma injusta e nauseabunda pela totalidade da parcial mídia esportiva e não esportiva, tendo a nossa torcida como alvo da loucura generalizada pela cultura do ódio ao Tricolor das Laranjeiras, inclusive alvo de agressões e bombas. 

E o que fez o clube? NADA! Abandonou aos nossos torcedores através de um silêncio digno de noite em cemitério.

E a defesa Institucional? Mais covardia explícita.  Somente os 6 BRAVOS ESCRITORES (entre eles os meus irmãos Paulo-Roberto Andel e Luiz Couceiro) que publicaram o livro “Pagar O quê?: Resposta à Maior Bravata da História do Futebol Brasileiro” e foram HOMENS na defesa do clube.

Por parte da direção eleita pela Flusócio somente vimos FROUXIDÃO.

Então vocês querem me dizer que “a culpa é da torcida que não comparece”?

Da escalação que entrou em campo para ganhar o Tetra contra o time do antigo Parque Antártica em 2012 passamos ao seguinte patamar de contratações:

  1. Marcelinho das Arábias;
  2. Rhayner
  3. Guilherme Mattis;
  4. Chiquinho;
  5. Felipe do Vasco ex jogador de 36 anos;
  6. Fabiano Mão de Alface;
  7. Fabrício;
  8. Marlone;
  9. EL ABUELO Magno Alves;
  10. Vitor Oliveira;
  11. João Filipe;
  12. Guilherme Santos;
  13. Giovanni;
  14. Lucas Gomes (RIP);
  15. Vinicius by nigth;
  16. Edson;
  17. Osvaldo 300 mil;
  18. Henrique zagueiro que veio da França sem joelho;
  19. Antonio Carlos;
  20. Walter Gordo;
  21. Ronaldinho paraguaio ex jogador aposentado;
  22. Felipe Amorim;
  23. Julio Cesar Mão de Quiabo;
  24. Renato lateral direito;
  25. Diego Souza;
  26. Henrique zagueiro que veio da Itália;
  27. Wellington Silva lateral amigo do Bernardo;
  28. Wellington Paulista;
  29. Pierre;
  30. Cícero;
  31. Jonathan lateral direito;
  32. Breno Lopes crise cardíaca no DM;
  33. Arthur do Nova Iguaçu;
  34. Henrique Dourado;
  35. Richarlison;
  36. Marquinho gol contra o Coritiba em 2009;
  37. Danilinho;
  38. Dudu;
  39. Aquino;
  40. Rojas;
  41. William Matheus lateral esquerdo;
  42. Maranhão;
  43. Lucas lateral direito;
  44. Wellington Silva atacante cria de Xerém;
  45. Sornoza;
  46. Orejuela;
  47. Robinho;
  48. Renato Chaves;
  49. Luan Peres;
  50. Leo lateral direito;
  51. Bryan Cabezas;
  52. Junior Dutra;
  53. Jadson;
  54. Gilberto;
  55. Marlon lateral;
  56. Rodolfo goleiro;
  57. Airton Paulada;
  58. Nathan zagueiro;
  59. Paulo Ricardo;
  60. Luciano;
  61. De Amores;
  62. Kayke;
  63. Richard;
  64. Guilherme;
  65. Matheus Ferraz;
  66. Mateus Gonçalves;
  67. Everaldo;
  68. Agenor Gordo;
  69. Bruno Silva;
  70. Dodi;
  71. Yuri;
  72. Allan;
  73. Caio Henrique;
  74. Yoni Gonzalez;
  75. Léo Santos;
  76. Ewandro;
  77. Brenner;
  78. Kelvin;
  79. Ganso;
  80. Nino;
  81. Léo Arthur;
  82. Muriel;
  83. Nenê 38 anos;
  84. Wellington Nem;
  85. Lucão;
  86. Lucas Claro;
  87. Orinho…

É óbvio que deve estar faltando alguém, somente coloquei jogadores contratados entre 2013 e 2019… Tirando o Richarlison que deu super certo e mais uns 6 jogadores que foram razoavelmente bem, o resto pode se jogar no lixo.

E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Mas vamos recordar alguns outros fatos…

O Peter sacaneia a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, propositalmente omite a entrada do dinheiro e a PGFN confiscou a grana da venda do Wellington Nem.  Com isso atrasamos impostos e começou uma romaria de salários atrasados. E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

O Departamento Jurídico comandado pela mesma profissional nas 3 gestões (Peter, Abad e Mario) perde prazos, fecha acordos que o clube não cumpre, pede sigilo em processos. Temos receitas penhoradas e com isso os salários atrasam… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

A categoria Sócio Futebol foi aprovada por uma Assembleia Geral no dia 10 de novembro de 2012 (na véspera da conquista do Tetra). Sendo colocada para associação da nossa torcida.  Desde então já foram lançados uns 5 planos e NENHUM deu certo, com atraso nas entregas, filas homéricas no Maracanã, problemas com os cartões de crédito dos sócios, entre outras coisas.  Coincidentemente os mesmos do binômio Flusócio + Legião Tricolor continuam empregados do Marketing e das áreas fins do clube, como sempre desenvolvendo discurso de banco de faculdade, se acham seres extraterrestres, utilizam cônjuges, familiares e amigos para enaltecê-los nas Redes Sociais, mas a produção (vocês lembram da famigerada “Operação 41” ou do falecido “DNA Tricolor”?) é sempre muito abaixo das expectativas, com visível desconhecimento do que significa o cimento das arquibancadas… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Pelo clube passaram profissionais gabaritados na gestão Abad que não permaneceram no FFC porque simplesmente foram boicotados pelos DONOS e SENHORES FEUDAIS dos Esportes Olímpicos e da Democracia Tricolor (cujas 2 principais lideranças tem familiares empregadas no clube)… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Contrata-se a Big 4 Ernst & Young, que emite um parecer, o Vice Presidente de Governança Sandor Hagen traça o desenho e desenvolve os passos a seguir… Em ambos os casos os DONOS e SENHORES FEUDAIS dos Esportes Olímpicos e da Democracia Tricolor (cujas 2 principais lideranças tem familiares empregadas no clube) jogaram contra porque as propostas iam contra os seus interesses… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Contratam-se funcionários sem condições curriculares e profissionais para ocupar cargos estratégicos do clube.  Como sempre o binômio Flusócio + Legião Tricolor, agora acompanhado pelos SEM grife Tricolor de Coração + Bravo 52.  Contratam-se para Xerém ex jogadores pelo simples fato de terem sido cabos eleitorais… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Infestam o clube de PJs (Pessoas Jurídicas), com mais de 70% de indicações entre os empregados, com verdadeiro aparelhamento do quadro de funcionários, onde o “quem indica” detona a meritocracia… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Boicotam-se explicitamente às Torcidas Organizadas (desejo explicito de um dos papas da Flusócio, pessoa bem remunerada do clube desde 2011 com uma brevíssima ausência entre as gestões Peter e Abad).  Nesse meio tempo temos o Presidente do Fluminense visitando à Cidade da Polícia (capa de jornal) em virtude dos desmembramentos de uma atitude de cunho ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE pessoal, permitindo que a Justiça injustamente privasse de liberdade por uns dias a funcionários do clube que para nada tinham qualquer tipo de responsabilidade por essa cagada feita pelo Abad… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Em 3 gestões diferentes os Conselhos Deliberativos não conseguem fazer uma reforma estatutária que direcione o clube para o profissionalismo da gestão com a mudança explícita do modelo.  Para piorar aprovaram contas absurdas, “de rara matemática” e de forma abrupta que agrediu os mínimos conceitos democráticos necessários à sociedade Tricolor… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Os Conselhos Fiscais viraram a cara, nessas mesmas 3 gestões e coadunaram com a irresponsabilidade financeira, totalmente leviana… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

O Fluminense contrata os seguintes treinadores a partir de então: Vanderlei Luxemburgo, Junior Lopes, Renato Gaucho, Dorival Junior, Cristovão Borges, Ricardo Drubsky, Enderson Moreira, Eduardo Bapista, Levir Culpi, Marcão, Abel Braga, Marcelo Oliveira, Fernando Diniz, Oswaldo de Oliveira, Marcão (me refiro somente de 2013 a 2019)… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Entre 2013 e 2019 o Fluminense leva os seus jogos como mandante no Maracanã… Mas também no Engenhão, em Moça Bonita, no estádio da Cidadania em Volta Redonda, em Los Larios e em Edson Passos no estádio Giulite Coutinho (inclusive financiando reformas).  E nesse tempo o Peter promete junto ao Abad um estádio impossível na Zona Oeste, além de que o próprio Abad e a gestão atual não dão o suporte necessário para resolver o que fazer com as Laranjeiras através do Projeto de Revitalização… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Criam o tal Projeto Samorim e a nossa torcida foi obrigada a conviver com as eternas promessas que sabiam inglês mas desconheciam o quão redonda é uma bola.  Entre eles e as eternas promessas estavam: Peu, Luquinha, Robert, Marlon Freitas, Igor Julião, Pablo Diego, Matheus Norton, Luiz Fernando, Lucas Patinho, Lucas Fernandes, Denilson, Nogueira, Patrick Luan, Marquinhos Calazans, Reginaldo, Léo Pelé. Mascarenhas, Ayrton Beijinho, Matheus Pato, entre outros cabeças de bagre… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Venderam-se os direitos dos seguintes atletas: Wallace lateral direito, Wellington Nem, Kenedy, Digão, Marlon zagueiro, Gerson, Douglas, Richarlyson, Ibañez, Ayrton Lucas, João Pedro, Pedro, Rafael Resende, Jônatas, Leandro Spadacio, Sornoza, Richard, Wendell, Léo Pelé, entre outros menos votados. Certamente entraram nos cofres do clube mais de R$ 220 Milhões. Sou obrigado a perguntar: que grande jogador o Fluminense contratou com essa grana? Nenhum. Pagou impostos, diminuiu a dívida? Para nada. Pagou  salários. Pouca coisa além disso. Mas sem esquecer que financiou um dos BackOffices mais caros do Brasil, além dos Esportes Olímpicos que nada produzem e um social amorfo em proposta, brega em essência… E vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

É melhor eu parar por aqui.

Respeitem a nossa torcida.  12 mil contra o Resende na atual conjectura significa Maracanã lotado.  Assumam os vossos erros, assumam essas quase 90 contratações com 90% de erro, assumam que o mesmo Gerente de Futebol trabalhou para o Peter, para o Abad e continua com a atual diretoria. Nos poupem de vexames…

São desclassificados na 1ª fase da Sulamericana pelo Olaria do Chile, sem nenhuma luta digna e vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

 Então meus amigos, a questão da sobrevivência do Fluminense não passa hoje pelo número de sócios adimplentes e sim pelo modelo de gestão.

E nisso sim a nossa torcida tem que entrar pisando firme de fora para dentro do clube: é preciso romper as barreiras que acorrentam o progresso do clube, é preciso renovar e refazer os horizontes, urge a imposição dos novos conceitos de governança. E tem que ser de fora para dentro. 

O que não dá é para que se construa o fim do Fluminense com Portais com Transparência turva, opaca… menos ainda com factóides diários enaltecendo conquistas contra os Bangus, os Madureiras e os Resendes da vida, que juntos não dão em nada…  O que não dá é para chegar na segunda semana de março sem qualquer diretriz do que será o ORÇAMENTO do Fluminense e, mais uma vez, com a conivência de um Conselho Deliberativo vaca de presépio.

Ou mudamos conceitualmente ou vamos ter que ouvir vez por outra que a razão do fracasso é o não comparecimento doa nossos torcedores.  Chega de distorções nas arquibancadas, os conceitos da Legião e da Bravo, transformaram-se em ideologias de enaltecimento ao masoquismo. Que se extirpe para sempre a ideologia Flusócio e a descafeinada Tricolor de Coração.

Basta! Uma revolução já tem que acontecer.

Termino perguntando…

Depois de tudo o que narrei  vocês querem que eu aceite que “a culpa é da torcida que não comparece”???

Um forte abraço

Antonio Gonzalez

PS.: O sucesso do Presidente Mário Bittencourt será o sucesso do Fluminense.

Heitor D’Alincourt

Dedico esse texto à memória de um GRANDE TRICOLOR, Seu Sergio D’Alincourt, presença certa onde o Fluminense jogasse e PAI do meu irmão Heitor D’Alincourt.

Talvez (por Antonio Gonzalez)

Talvez eu necessite mais que um abraço…

Talvez eu quisesse mais que um simples sorriso…

Talvez eu sonhasse com dormir no teu colo…

Talvez eu desejasse mais do que um beijo na boca…

Talvez a minha lágrima peça para sorrir…

Talvez na solidão eu veja a tua sombra…

Talvez o meu silêncio imagine o teu grito…

Talvez minha guerra se pinte de branco…

Talvez meu delírio cante Te Amo Fluzão…

Talvez eu ateu rogasse para ouvir a tua prece…

Talvez meu pecado seja o mais inocente…

Mas meu caminho é vazio sem companhia

Realmente eu não preciso de nada…

Porque tenho falta de tudo!

Resultado de imagem para antonio gonzalez

xxx

Escrevi essas palavras em 3 tempos da minha vida, algumas se encaixaram com outras que se evitavam.  Sem essa de estar deprê ou tangenciando a paranóia… Apenas são reflexões soltas que resolveram somar mentre si.

Todas elas foram transpiradas em Vigo, na Galícia, na Espanha também natal se falarmos de sangue.

Vamos em frente.

Antonio Gonzalez

1ª parte – 11/11/2007

2ª parte – 11/05/2010

3ª parte – 27/08/2010

100% música

Confesso que sou apaixonado por Fito Cabrales que é o bandleader de um grupo espanhol que se chama Fito y Fitipaldis.

Em SOLDADITO MARINERO me encontrei diversas vezes seja por ativa ou por passiva, pelo civil ou pelo criminal. E na fonte das sereias quase sempre me afoguei mesmo sem nunca ter deixado de sentir sede.

A boca seca conjuga o coração frio… o antídoto? O sopro de fé que reacende a brasa…

De resto, deixa o sol queimar até bronzear a alma e encontrar uma lágrima na areia.

Resultado de imagem para fito y fitipaldis

“Soldadito Marinero”

Él camina despacito, que las prisas no son buenas

En su brazo dobladita, con cuidado la chaqueta

Luego pasa por la calle donde los chavales juegan

Él también quiso ser niño pero le pilló la guerra

Soldadito marinero conociste a una sirena

De esas que dicen “Te quiero” si ven la cartera llena

Escogiste a la más guapa y a la menos buena

Sin saber como ha venido te ha cogido la tormenta

Él quería cruzar los mares y olvidar a su sirena

La verdad, no fue difícil cuando conoció a Mariela

Que tenía los ojos verdes y un negocio entre las piernas

Hay que ver que puntería, no te arrimas a una buena

Soldadito marinero conociste a una sirena

De esas que dicen “Te quiero” si ven la cartera llena

Escogiste la más guapa y a la menos buena

Sin saber como ha venido, te ha cogido la tormenta

Después de un invierno malo, una mala primavera

Dime por qué estás buscando una lágrima en la arena

Después de un invierno malo, una mala primavera

Dime por qué estás buscando una lágrima en la arena

Después de un invierno malo, una mala primavera

Dime por qué estas buscando una lágrima en la arena

Quem quiser conhecer mais sobre Fito y Fitipaldis navegue por http://www.fitoyfitipaldis.com/

50 anos do “Nove é a camisa dele!”… Boa sorte Mário Bittencourt, o seu sucesso será o sucesso do Fluminense! (por Antonio Gonzalez)

No dia 15 de junho de 1969 o  Fluminense chegava  à penúltima rodada com vinte e seis pontos, dois a mais do que o Flamengo que era o segundo colocado.  Portanto aquele Fla–Flu tinha sabor de decisão, semana agitada nas Laranjeiras, reféns ainda do título de 1964, cinco anos de estiagem no campeonato carioca, que então era o mais importante do país,  eram muitos.  Havia uma geração de jovens torcedores, que comandados por Sergio Aiub, líder da torcida Organizada, preparavam uma festa de arromba.  Duas toneladas de talco haviam sido compradas e devidamente ensacadas.  O treinador do Fluminense, com o passar dos dias, justificava a ausência do Diabo Louro na escalação do time titular: “O Samarone será a nossa arma secreta”.

Então eu tinha 7 anos de idade e havia acompanhado ao meu Pai a todos os jogos daquele estadual e apesar das preocupações da minha mãe “é uma loucura levar uma criança tão pequena para o Maracanã que deve ter 150 mil pessoas presentes” que me obrigaram a fazer um teatrinho e chorar copiosamente fazendo dengo no colo do meu avô que como todo espanhol do seu tempo determinou “ele já é um homem e vai comigo porque sim!” 

Com um Mario Filho literalmente dividido ao meio, para um público “oficial” de 171.599 pagantes, o time da Gávea foi o primeiro a entrar em campo acompanhado por  alguns torcedores rubro-negros que portavam uma gigantesca bandeira (para os moldes da época) e davam voltas pelo gramado, se sentindo soberanos.  Mal sabiam eles que a primeira surpresa estava preparada.  Debaixo de um terremoto de pó de arroz, nosso time também foi acompanhado por seguidores e para surpresa geral,  também portavam um hercúleo  pavilhão, com dimensões maiores.  Ali pensei, diante do fascínio que me fazia adentrar aquele mundo, começamos a ganhar o jogo.

Mais uma vez, nas cadeiras azuis, com meu pai, meu avô e meu tio Antonio Castro Gil. Juntos como sempre, já o meu tio Lorenzo que nos últimos tempos estava andando com uma galera tricolor da Tijuca que tempos depois daria origem à Força Flu, foi de arquibancada, pois tinha que ajudar na distribuição dos saquinhos de talco.  Meu pai não gostou,  o que valeu uma discussão entre os irmãos no almoço de sábado.  O jogo em si foram noventa minutos de pura emoção, o Fluminense abriu o placar com um gol do Wilton quase sem ângulo, eles empataram com um golaço do Liminha, Claudio Garcia desempatou num lance que transformou o goleiro flamenguista, o argentino Dominguez, em um personagem satânico, irritado por um possível impedimento no lance do gol, só visto por ele naquela cidade de concreto.  Acabou sendo expulso pelo juiz vedete, o Armando Marques, com o ponta esquerda dos caras, o Arilson sendo substituído pelo arqueiro reserva Sidnei.

O 1º gol marcado pelo Wilton

Vem o intervalo e eu tinha vontade de ir ao banheiro, o que fez com que meu pai me levasse a cometer a minha primeira transgressão à ordem pública.  Acabei fazendo xixi, ali mesmo, num copinho de mate, que o alegrinho do meu avô fez questão de jogar na geral… “É para refrescar a torcida deles”…  Naquele momento de olhos arregalados e com o sorriso maroto,  meu avô, meu herói.

Na volta para o segundo tempo, o time deles, mesmo com um jogador a menos pela expulsão do Gardel de Manicômio, aquela coisa que levava as cores do Exú do Seu 7 da Lira, partiu para cima da gente, só a vitória os interessava.  Assim, empataram aos quinze minutos numa bela cabeçada do Dionísio, na única bola aérea que ganhou dentro da nossa área onde o Galhardo foi o grande xerife, como se tratasse de um filme de faroeste interpretado pelo imenso John Wayne, onde nós éramos, como sempre, do lado dos mocinhos.  Eis que então surge o segundo personagem do jogo, Félix Mielli Venerando, o nosso Gato Félix.  Tinha baixado no adversário o espírito do rolo compressor, e tome bola no ataque dos caras, pelo alto, de perto, de longe.  Nada parecia abater ao Papel, que se agigantou em campo.

O Samarone havia substituído ao Lulinha, o que tornou o Fluminense mais ofensivo.  Arma secreta ou não, o certo é que aumentou o volume do jogo tricolor.  Uma bola trabalhada desde a defesa que chega ao lado direito do nosso ataque, cruzamento do Wilton, o Claudio Garcia disputa com o zagueiro e a bola sobra para ele, sim a bola sobrou para aquele que a “Flapress” da época tentou minar, gol de Flavio, o meu primeiro herói, o artista principal daquele dia.

Sai do Maracanã, sentado nos ombros do meu pai, navegávamos naquele mar de gente…  A música cantada a plenos pulmões, na primeira vez que eu conjugava o verbo sacanear…  Eu sacaneio um flamenguista, tu sacaneias um flamenguista, nós sacaneamos a vários flamenguistas…  Na voz uníssona da nossa torcida o “É ou não é, piada de salão, o time do urubu, querer ser campeão” tinha ares e requintes de crueldade.

Fomos todos para as Laranjeiras festejar, no rádio do carro, os comentários do jogo e ainda com muita emoção, escutamos a narração do Waldir Amaral… “Bola para Flavio, chutou, é gol…  Golllllllllllll do Fluminenseeee…  Flavioooo… Nove é a camisa dele… a camisa que tem cheiro de gol…  indivíduo competente!!!  Tem peixe na rede do Flamengo…”.

Até hoje me emociono, realmente…  aquela camisa tinha cheiro de gol!

Minha primeira final, campeão em cima do Flamengo, torcedor do Fluminense para toda uma vida… O time base que aqueles garotos como eu recitam até hoje, 50 anos depois: Félix; Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denilson e Lulinha; Wilton (Cafuringa), Flávio, Cláudio Garcia (Samarone) e Lula. Técnico: Telê Santana – Presidente: Francisco Laport – Vice Presidente de Futebol: João Boueri

E no meu escrete do Fluminense de todos os tempos, nove é a camisa dele… eternamente Flavio.

É ou não é piada de salão, o time do urubu querer ser campeão?

Quem me conhece sabe que comigo o papo é reto, sem meia palavra, sem pique esconde e sem jogo de amarelinha.  É deveras conhecido que nem eu sou pessoa do rol de amizades do Mário Bittencourt, nem ele é pessoa da minha convivência. 

O certo é que não sabe nada do que fiz e represento, menos ainda o que representou a Força Flu para o Fluminense entre 1978 e 1985.  Como escreveu em seu dia o grande Paulo-Roberto Andel em seu livro O FLUMINENSE QUE EU VIVI: “não era apenas uma torcida organizada, mas um movimento político em plena época da ditadura, questionando equívocos da direção tricolor…” e até mesmo “entretanto, num cenário de grande conturbação política dentro do clube à época – e do país – a Fôrça Flu teve papel decisivo para semear as bases do que viria a ser um dos times mais vitoriosos da história tricolor. Ela reinvidicava como nunca e ansiava por dias melhores num momento em que estávamos à míngua – e ajuda a explicar o salto que demos entre o final de 1982 e o de 1983. As camisas verdes circulam nas arquibancadas de todos os estádios, ginásios e congêneres onde as três cores se façam presentes.  Convêm respeitar a história.”.

Resultado de imagem para força flu no cristo
No dia seguinte após o Fla-Flu de 1983, gol do Assis, a Força Flu invadiu o Corcovado. Essa foto foi capa de mais de 10 jornais em todo o Brasil. O nosso Fluminense voltava a ser GRANDE

Portanto as divergências entre o Gonzalez e o Bittencourt ficam no aspecto pessoal uma vez que agora ele é o Presidente do clube.  Repito: isso é pessoal e pelo bem do futuro da Instituição somente ficará nesse âmbito.

A lamentar o fato de você Mário só  ter começado a viver o intramuros  da história do Fluminense e do clube há 20 anos com a sua entrada como estagiário da entidade.  Só que o nosso Tricolor está a ponto de cumprir 117 anos dos quais eu posso falar com sapiência sobre os últimos 50.  Portanto conheço porque vivi.  Isso não me faz mais ou menos torcedor que você. Mas é fato.

Podemos dizer que são tempos diferentes, mas eu cresci na cultura do papel esperando sempre meu Pai regressar do trabalho com O GLOBO, leitura obrigatória pelas então últimas páginas do 1º caderno. Com o advento da mesada que começou aos 9 anos, em 1971, começaram, na sobra das moedas, a pintar o Jornal dos Sports nosso de cada dia.

E eu cresci em anos de glórias.

Posso dizer que vivi a segunda década de ouro do Fluminense, somente superada pelas conquistas da “seleção paulista” de Batatais, Hércules, Tim e Romeu, entre outros dos anos 1930.

Mas de 1969 a 1985 aquelas gerações de Tricolores, crianças, adolescentes, jovens e adultos, foram muito felizes.

Com certeza, infelizmente aquele Fluminense não existe mais. Oxalá com você e através de você ele alcance novos e determinantes horizontes.

Sinceramente é o que eu desejo, o teu sucesso será o sucesso do Fluminense. 

Mas o Mario Bittencourt necessita ter cuidado com o afã de seus apoiadores mais diretos. Não fica bem que os seus principais assessores políticos tenham processado em seu dia ao Fluminense.

Não se pode fazer política com o fígado, menos ainda com ódio.

Tanto os recorridos como o advogado são conselheiros eleitos na chapa vencedora do Mário Bittencourt

Sendo assim para nada me interessa fazer a política fratricida que a Tricolor de Coração fez e realizou desde o 1º dia da gestão passada, não será desta forma que teremos um clube com a tranqüilidade necessária.

Por outro lado, aquela cagada do Marcelo Teixeira com o aval do ex Presidente Abad, na venda do Diego Souza pelo Sport de Recife para o São Paulo, pelo menos de momento te trará algo de tranqüilidade.  Apesar de termos perdido mais de um milhão e meio de reais, o dinheiro liberado no Banco do Brasil, permitirá que nesta segunda feira, o clube consiga pagar algumas das pendências que tem com os funcionários. A se ressaltar a participação do Presidente do Conselho Deliberativo do Fluminense, Fernando Cesar Leite, junto a órgãos competentes na semana passada.

Resultado de imagem para o fluminense é futebol
O Fluminense é futebol antes que o resto. Os tempos mudaram e os sócios futebol decidiram essa eleição. O clube pertence aos seus torcedores.

Os tempos mudaram, a arquibancada decidiu a eleição. E isso é o aspecto mais positivo.  A partir de agora os poderes dos Esportes Olímpicos e dos aproveitadores da Democracia Tricolor tendem a zero.  Vou continuar como Conselheiro pelos próximos 5 meses e meio, é um direito legítimo.

E deixo claro desde já que se a galera do Márcio Trindade e do Ricardo Lopes começar a te dar problemas nesse começo de gestão pode me procurar porque estarei sempre disposto a bater de frente com esses caras. Nesse caso sim que é pessoal pois o Fluminense deles nada tem a ver com o nosso.

Resultado de imagem para sobranada 1902
As verdadeiras torcidas organizadas e os verdadeiros tem que ser apoiados

Outrossim é o diálogo com os que de verdade representam a nossa torcida e não falo de pela sacos que dizem ser torcida organizada ou movimento. É preciso saber quem é quem, quem realmente faz arquibancada e quem vai na onda.  Urge que se mude o canal de comunicação do clube com o BEPE, com o Ministério Público e com a Sunset.  Não podemos aceitar que tratem os nossos como marginais, pois antes de mais nada o Maracanã é também é nosso e nós somos os donos da festa.  Portanto não são eles que tem que determinar que tipo de festa, menos ainda de atividade (bateria, bandeiras e alegorias) podem e devem ser autorizadas.

Quanto aos que perderam a eleição: Não é momento de guerra. Permitam ao novo Presidente que possa colocar em prática o seu plano de gestão.  O que for correto vou aplaudir, o que não for, vou criticar.

Mas nesses primeiros 6 meses, que é o tempo de chegada só me permito exigir que o nosso time não seja rebaixado.  Qualquer coisa que surgir além disso já estaremos no lucro.

No mais, VENCER ou VENCER, sempre!

Saindo dos quartéis do exército em Realengo onde esteve preso em 1969 pela Ditadura, o imenso Tricolor Gilberto Gil SACANEIA o Flamengo depois da vitória do seu Fluminense sobre o rival.

Portanto este texto só poderia comemora os 50 anos do título de 1969 da seguinte forma: “Alô torcida do Flamengo aquele abraço!”.

“Bailaora” (para Emília Massarani) – (Madrid – outubro de 1993)

Bailaora – Las que bailan el Flamenco

Você é água, você é mar…

Você da praia, você é ar.

Você é terra, concreto urbano, bicho do mato, cidade verde…

É pensamento teu firmamento momento especial.

Você é estrela de luar, tua vida é sol, você verão…

Feeling, pele sal… você é zen, teu pé é chão, cigano também…

Teu sangue é dança, é esperança… Baile Flamenco!

Bailaora…

Você fala com as mãos!

Hablan con las manos

Você é rumo, é ideal…

Você a dúvida da pergunta… você aposta na resposta.

É humilde, jamais humilhada…

Cabeça em pé, você mulher de bom coração, tem bom coração, o bom coração!

Você é sexo de prazer, loucuras passadas ficam pra ver…

Você é sorriso universal… você brasileira… etc e tal…

Mulher… você… felinos lábios…

Verdade infinita… infinita a verdade!

Bailaora…

Você fala com as mãos!

As mais lindas torcedoras da face da terra

Vive voando perto do céu, você é Deusa, pecadora talvez…

Olhos que cegam, luz fascinante… Disco-voador tem brilho de amante…

E aqui estou me declarando, você me marcou mas você passou como um furacão…

Porque você é…

Bailaora…

Você fala com as mãos!

Que jamais calem as vozes das mulheres

x – x – x – x – x

Conheci à Emília Massarani em Madrid, em outubro de 1993… De família rica do Paraná, sobrinha neta de um ex presidente do Brasil, havia optado por viver no underground de um bairro chamado “El Rastro”… Formada em Dança pela Universidade do Paraná, depois de assistir ao filme “Carmen”, se apaixonou pelo Baile Flamenco,
largou a vida burguesa no Brasil e escolheu para si descobrir os segredos dessa arte / dança espanhola… Foi viver o seu sonho!

Linda, selvagem, voraz… Pelo visto nunca mais voltou daquelas bandas, fecundando as suas sementes artísticas pela capital espanhola, por toda Europa (basta ver aos inúmeros festivais em que se apresentou).

Através dela e do que lhe escrevi naquela época, dedico este texto a todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher.

“U Baldo era muito mais xogador, un crack de la camisa nueve…” (por Antonio Gonzalez)

Eu estava passando as férias de julho de 1971 em Itaipava, então tinha 9 anos de idade e no começo do ano havia acabado de ingressar no Colégio Santo Inácio.  O Grande Hotel Itaipava era o destino de toda a família, onde o meu avô era o verdadeiro rei do carteado.

A imprensa noticiava que o Fluminense havia liberado o Flavio, meu primeiro grande ídolo, para negociar com o Porto de Portugal…

Flávio, o Minuano

Confesso que aquilo incomodava… a possível perda do artilheiro me deixava triste.

Eram tempos em que a Taça Guanabara era o 3º título em importância, falamos de 1971, o Fluminense começou a competição contra o sempre perigoso e osso duro de roer América, com o sempre brilhante Eduzinho (de quem o Zico é irmão) como destaque.

Esse jogo eu acompanhei, uma vez que estávamos  na região serrana, pela rádio.  O Fluminense tinha 3 jogadores com a Seleção Brasileira, para a disputa da Taça Rocca: Félix, Marco Antonio e Lula. Sem esquecer do mala do Zagalo, o que fez com que o Pinheiro assumisse interinamente o comando da equipe e trouxesse consigo da base jogadores que dariam glórias e títulos ao Fluminense tais como Zé Roberto, Marquinhos (que depois na Ponte Preta se tornaria conhecido como Marco Aurélio) e o Rubens Galaxe.

O Fluminense venceu por 2 a 0 com 2 gols dele, Flavio… o do “Nove é a camisa dele, indivíduo competente, tem peixe na rede do América!!!” (era assim como o Waldir Amaral .da rádio Globo se referia ao Minuano)

“04/07/1971

Fluminense 2 x 0 América

Local: Maracanã

Juiz: Valquir Pimentel

Renda: Cr$ 34.830,00

Público: 7.409

Gols: Flávio 2’ e 66’

Expulsão: Aldeci por jogo violento

Fluminense: Vitório, Oliveira, Márcio, Lubumba e Toninho; Marquinhos e Júlio Amaral; Cafuringa (Mickey), Flávio, Jair (Rubens) e Zé Roberto.

Técnico: Pinheiro

América: Alberto; Sérgio, Alex, Mareco (Aldeci) e Zé Carlos; Badeco e Renato; Tarcísio, Sérgio Lima, Edú e Chiquinho (Tião).”

Flávio, o meu 1º ídolo junto com o Félix

Como estávamos nas férias e eu era CDFzinho a minha mãe permitiu que eu assistisse o vídeo-tape altas horas da noite pela TV Tupi, que transmitia logo depois da resenha do Ruy Porto, cuja apresentação começava depois do Programa Flavio Cavalvanti, ícone da televisão na época.

Flávio Cavalcanti, ÍCONE da televisão brasileira. Trechos de uma entrevista com Nelson Rodrigues

O gaúcho Ruy Porto que foi um dos pioneiros na imprensa  brasileira na utilização de uma mesa de botões para explicar o desenvolvimento da partida, no típico quem fez o que e por que este ou aquele saiu vitorioso.

Sem saber eu estava vendo através daquela Telefuken de 20 polegadas os 2 últimos gols do Flavio pelo Fluminense.

Ainda participou da seguinte partida contra o Bangu. Jogo estranho com direito à virada, revirada e empate final.

“10/07/1971

Fluminense 3 x Bangu 3

Local: Maracanã

Juiz: Nivaldo dos Santos

Renda: Cr$ 30.438,00

Público: 6.920

Gols: Edson 2’, Jair 18’ e 26’, Acelino 52’, Almiro 62’ e Mickey 80’

Fluminense: Vitório (Jairo), Oliveira, Abel, Lumumba e Toninho; Marquinhos e Rubens; Cafuringa, Flávio, Jair e Zé Roberto (Mickey).

Técnico: Pinheiro

Bangu: Nei (Roni); Cabrita (Morais), Sérgio, Sídnei e Paulinho; Fernando e Samuel; Jorginho, Almiro, Edson e Acelino.”

Flavio despediu-se das nossas cores naquela tarde/noite… Foi vendido para o Porto… e não foi só pelo dinheiro.  A viuvinha filha do Presidente do clube se apaixonou por ele e isso, para a época, só tinha uma solução…

A porta da rua.

Uma vez consumada a venda tive uma discussão com o meu PAI… “Como é que eu vou ver o Fluminense jogar sem o Flávio?”

“Ué… no ano passado quem fez os gols decisivos  foi o Mickey!!!” – contra-atacava o meu PAI, falando sobre a conquista do nosso 1º Campeonato Brasileiro, a Taça de Prata de 1970…

“Mas o Flavio é o melhor do Brasil” – respondi com raiva

Meu PAI subiu o tom da voz:

“U Baldo era muito mais xogador, un crack de la camisa nueve… Ele foi embora e nem por eso deixamos de ser campeones” – retrucou secamente encerrando a conversa naquele portunhol  misturado com galego tradicional…

Durante meses da minha vida perguntei por aqui e por ali quem tinha sido o tal UBALDO…  No máximo consegui chegar no obscuro Ubiraci…

Até que o meu avô matou aquela xarada…

Waldo… basta olhar a compleição física desse jogador há mais de 60 anos. Uma verdadeira FORTALEZA.

O tal UBALDO em realidade era o Waldo, simplesmente o maior artilheiro da história do Fluminense.

E o cara era foda… Foda não… FODAÇOAÇOAÇO!

Em pouco mais de 400 jogos, colecionou títulos: Carioca de 1959, Rio-SP de 1957 e 1960, Torneio Início de 1954 e 1956. Ainda sagrou-se artilheiro do Carioca em 1956 e dos dois Rio-SP conquistados vestindo a camisa Tricolor, em 1957 e 1960.

Ninguém fez mais gols vestindo as três cores que ele. Foram 319 vezes em que a rede balançou. O mais impressionante: nenhum destes foi de pênalti, aumentando ainda mais o seu feito. Em 1959, marcou 69 gols, o maior número de tentos feitos por um jogador em uma temporada pelo Fluminense.


Volta Olímpica dos jogadores do Fluminense após a conquista do Campeonato Carioca de 1959. Em primeiro plano aparecem Castilho, Waldo e Altair .  Quase nada!

As médias de gols dos maiores artilheiros dos adversários, Zico (Flamengo), Roberto Dinamite (Vasco) e Quarentinha (Botafogo), são inferiores a do Waldo. O que tem fácil tradução: O Artilheiro dos artilheiros.

Simples assim!

Mas toda história de amor tem um segundo ato…

No dia 1º de julho de 1961 Waldo transferiu-se para o Valência da Espanha…

Waldo também foi artilheiro no Valência, onde jogou por 8 temporadas, disputando
296 jogos e marcando 182 gols



Dez anos depois era o Flavio quem deixava as Laranjeiras…

O Flavio foi meu ídolo… Já o Waldo por ter sido o ídolo do meu PAI passou a ser meu ídolo também.

Waldo faleceu na última terça-feira, dia 26 de fevereiro de 2019… terá para sempre o meu MÁXIMO RESPEITO.

Por outro lado tem ex-jogador em atividade dizendo que quer voltar de graça… em realidade está fazendo jogo de cena… está fazendo campanha política para pseudo candidato e tem gente (empresário / agente de jogador) de olho em Xerém.

Mas como também me ensinou o meu PAI: “No Fluminense os jogadores passam mas o clube fica!”

Vida eterna ao Waldo!

Vida eterna ao Flávio!

Vida eterna a todos que vestiram a camisa do Fluminense com dignidade e sem outros interesses…

Finalizando…

VIDA LONGA AO PEDRO!

O Pedro TEM QUE SER o PRESENTE e o FUTURO. Sem mais!


O FLUMINENSE necessita de um verdadeiro e inegociável modelo de GESTÃO & GOVERNANÇA, de absoluta TRANSPARÊNCIA de cara aos seus sócios e torcedores, sem abrir mão de um FUTEBOL FORTE & CAMPEÃO.

Exerça a sua CIDADANIA!!!

No mais FELIZ CARNAVAL para todos…não esqueçam da camisinha e do KY.

O PEDRO VAI TE PEGAR!!!


Das Maravilhas do Mar, fez-se o Resplendor de uma Noite – Portela. Um dos sambas mais cantados pela torcida do Fluminense no Maracanã

No país da Puta que Pariu! (por Antonio Gonzalez)

Imaginem vocês um país… desses que mais parecem com uma República Bananeira…

Imaginem que nesse país dia trás dia acontecem coisas surreais, daquelas que mancham a dignidade do ser humano…

O helicóptero, Aécio Neves e os Perrelas

Imaginem que em 2013 um helicóptero é interceptado numa fazenda nessa República Bananeira descarregando 450 quilos de pasta de cocaína…

Imaginem que a máquina voadora pertence ao filho de um ex-presidente de um clube de futebol que também exerce de Senador na mesma República Bananeira…

Mas aumentem o imaginário porque 4 anos depois o dono da mesma fazenda é preso com U$ 17.000.000,00 (dezessete milhões de dólares) em cocaína…

Ora senhores… são apenas coincidências… tão quanto que o dono do helicóptero que foi apreendido com aqueles 450 quilos de pasta de cocaína, vira diretor da Confederação Bananeira de Futebol…

Pois bem…   até hoje ninguém foi preso.

Certamente, mesmo falecido há 22 anos, Renato Russo, encheria os pulmões para cantar “Que país é esse?”…

O desastre ambiental causado pelo rompimento da represa de Mariana

Mas vamos em frente…

Imaginem que nessa República Bananeira no dia 5 de setembro de 2015, numa cidade chamada Mariana rompe-se uma barragem de rejeitos de mineração denominada “Fundão”, controlada pela Samarco Mineração S.A., um empreendimento conjunto das maiores empresas de mineração do mundo, a brasileira Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Billiton. 

O rompimento da barragem de Fundão é considerado o desastre industrial que causou o maior impacto ambiental da história da República Bananeira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de metros cúbicos. A lama chegou ao rio Doce, cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, muitos dos quais abastecem sua população com a água do rio. 

Após atingir o oceano, a lama provavelmente afetou milhares de espécies da fauna e flora marinhas. Então oficialmente morreram 18 pessoas e 1 continua desaparecida…

Na primeira quinzena de novembro de 2015, foram criadas, na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, três Comissões Especiais para acompanhar o caso e as providências adotadas. Segundo divulgação pela imprensa, muitos dos parlamentares integrantes dessas três comissões receberam doações de empresas do grupo Vale para financiar suas campanhas eleitorais. Tais doações somaram R$ 2,6 milhões e são legais, informadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral.

Pois bem…   até hoje ninguém foi preso.

Certamente, mesmo falecido há 22 anos, Renato Russo, encheria os pulmões para cantar “Que país é esse?”…

Até quando?

Imaginem vocês que neste país você tem canais de televisões devendo CENTENAS DE MILHÕES em impostos e continuam com as suas concessões…

Imaginem que este país resolve polarizar o seu fraco e desconhecido conteúdo político entre a direita e os comunistas comedores de criancinhas… Imaginem vocês que alguns desses comunistas comedores de criancinhas traíram às palavras e os conceitos sobre a liberdade que propagavam há 40 anos e hoje vivem de acordo com os dogmas burgueses…

Imaginem que nessa República Bananeira mulheres são agredidas e assassinadas todos os dias pela (in)cultura covarde do feminicídio, daqueles que acham normal bater em mulher…

BASTA DE IGNORÂNCIA

E o que pensar dessa República Bananeira quando a perseguição à comunidade LGTB é a que, em pleno século XXI, causa o maior número de assassinatos contra esses seres humanos?  Sem esquecer que estes  comportamentos eram NORMAIS em plena Ditadura.

Nos tempos da Ditadura, a defesa das minorias

Como definir essa República Bananeira onde a execução sumária de uma vereadora chamada Marielle continua, passados mais de 11 meses, impune do tipo NINGUÉM SABE, NINGUÉM COMENTA, NINGUÉM VIU?

Prática essa comum na Itália camorrista, onde os mafiosos faziam de tudo para tirar de circulação juízes e políticos que tinham peito para não aceitarem com normalidade aos interesses da máfia.

Só que quem mandou matar Marielle mal podia imaginar que ela era semente, e que milhões de Marielles em todo mundo se levantariam no dia seguinte!

Marielle VIVE!

Como definir essa República Bananeira se centenas de policiais são executados estando ou não no exercício da sua profissão?  Que lugar é esse?

Como aceitar as barbáries contra a população negra dessa República Bananeira? Ou será que teremos que ressuscitar a Princesa Isabel e lhe dizer que tão importante quando o dia 13 de maio de 1888, seria do dia 14 de maio de 1888 em diante.

Como imaginar um país onde o poder do tráfico de drogas faz e desfaz, sabedores que somos que nem a droga, nem as armas sobem pelos seus próprios pés até as comunidades onde estão instaladas?

Negros, brancos, amarelos, coloridos… Todos VIVOS!!!

O que falar dessa República Bananeira que elege aos piores congressistas da sua história… como descrever esse país que elege como Deputado Federal, com  mais de 150 mil votos, a um ex ator pornô com amplo histórico de boçalidades explícitas?

Como traduzir essa República Bananeira onde motoristas fazem circular em suas contas bancárias míseros 2 MILHÕES DE REAIS?  Na boa, esse cara é bom pra cacete… é o mínimo que eu posso falar dele.

Legenda livre

Agora imaginem que aquela mesma República Bananeira onde ocorreu a tragédia com a represa da cidade chamada Mariana, 3 anos e meio depois volta a ser vítima de outra fatalidade: O rompimento da barragem em Brumadinho, é mais um triste capítulo da história dos desastres ambientais nesse país. Uma barragem pertencente à mineradora Vale rompeu-se no dia 25 de janeiro de 2019, desencadeando uma onda de lama que destruiu casas, vegetações e matou várias pessoas e animais.  Até o momento a cifra é de  169 mortos.

Nessa República Bananeira o Presidente dessa mineradora Vale, bicampeã (Mariana e Brumadinho) continua impune. Enquanto isso no exterior a imprensa não se esquece do acontecido.

Precisa traduzir?

Como podemos encarar essa República Bananeira onde um ministro diz que o Chico Mendes não significa nada e a ministra do “meninos vestem azul e meninas vestem rosa” conseguiu ver Jesus em um pé de goiabeira.

E por último, tentando abreviar esse baixo astral, imaginem que nessa República Bananeira o Centro de Treinamento do maior clube de futebol pega fogo causando a morte de 10 jovens atletas… Duas semanas depois a impunidade é a bandeira maior… os culpados estão na rua… ou vamos dizer que a culpa é do fogo.

Certamente, mesmo falecido há 22 anos, Renato Russo, encheria os pulmões para cantar “Que país é esse?”…

Decapitando futuros


Vocês estar pensando com esses causos que eu contei acima: “Esse Gonzalez depois que começou a falar com o Nelson Rodrigues tá metido… inventa países… quer falar inclusive de política”…

Nada disso, escrevi o textão acima porque quero, preciso e necessito falar de futebol, do meu, do nosso Fluminense.

O que aconteceu com o Fluminense com relação à decisão da Taça Guanabara teve de tudo o que pode acontecer num país com princípios de duvidosa reputação:

  1. Na quinta-feira depois da vitória do Fluminense contra o Flamengo, os funcionários encarregados da logística desse novo Maracanã SABIAM DE ANTEMÃO que a torcida do Vasco ficaria na arquibancada Sul;
  2. O contrato (mal redigido por quem escreveu e inclui a cláusula de que a Sul “pertencia” ao Fluminense) foi descumprido, rasgado em sua essência, por uma Concessionária que traz consigo as digitais de uma Odebrecth casadíssima com as mazelas descobertas pela Lava Jatos da vida;
  3. O desrespeito à decisão de uma Desembargadora, com a Justiça Brasileira sendo IGNORADA pelos maléficos desejos do Clube de REGATAS Vasco da Gama (aliado ao Consórcio Maracanã e à Federação de Futebol do estado), que desobedeceu o que foi determinado e vendeu ingressos SOMENTE PARA A SUA TORCIDA;
  4. O descaso de uma Federação de Futebol para com um dos seus afiliados, decidido (repetindo a parceria Caixa d’Água x Eurico Miranda) e submetendo a favor do clube do Monumental de São Januário;
  5. Como pode a Polícia Militar se mostrar tão pouco eficiente nas suas propostas, assim com na sua atuação;
  6. Na pergunta do milhão: Quem mandou abrir as portas do estádio e por que razão os torcedores do Vasco da Gama puderam aceder ao estádio sem ingresso e os do Fluminense não?;
  7. A virulência encomendada da torcida vascaína que provoca o distúrbio com a Polícia Militar;
  8. Arbitragem encaminhada, com a não anulação de um gol ilegal (impedimento com a participação direta na jogada, mesmo admitindo a falha do nosso goleiro) e com a presença do “brilhante” porém conflitante Marcelo de Lima Henrique como o árbitro do VAR.  Tá de sacanagem né… teria sido melhor e menos custoso colocar um cego para executar a função;
  9. E por último um TJD contaminado e parcial.
Sem legenda

Não amigos, eu defino o abad como um traidor, mentiroso… sei de tudo o que o Fluminense está passando por culpa dos desacertos desse garoto medito a Presidente do Clube.

Isso é uma coisa… Outra coisa é não reconhecer que o Fluminense foi vítima de um grande complô… coisa de máfia, de milícia, de tráfico de influências. E que precisa que estejamos alinhados na sua defesa.

E nessa apesar do meu #FORAabad eterno, eu vou estar ao lado do nosso clube…

Por outro lado é preciso que o abad entenda que os melhores quadros do clube NUNCA ESTIVERAM na flusócio, menos ainda nos Esportes “Caixa 2” Olímpicos e nem na boquinha dos aproveitadores da democracia tricolor.

Os melhores quadros, os que tem CURRÍCULO de verdade, foram colocados a margem da gestão:  Cacá Cardoso, Diogo Bueno, Sandor Hagen, Idel Halfen e Miguel Pachá posso listar outros 40 nomes) são MUITÍSSIMO MELHORES do que as merdas que acompanham ao abad.

Tanto que a ajuda do Presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Cesar Leite (previamente definito por um conselheiro da flusócio com “SEM VERGONHA”) foi fundamental… tanto para resolver os problemas referentes à papelada do CT Pedro Antonio, como para as tratativas do jogo.  Não obstante os profissionais do Departamento Jurídico do Fluminense CARECEM DE ESTRADA para profundeza dessa espécie.

De resto…

Certamente, mesmo falecido há 22 anos, Renato Russo, encheria os pulmões para cantar “Que país é esse?”…

E eu responderia na lata: 

É O PAÍS DA PUTA QUE PARIU!

“O clube mais sujo do país… por coincidência também é de regatas” (por Iuri Corsini – Whatsapp)

O Vasco da Gama jogando nas Laranjeiras em 1923. O Fluminense emprestou o estádio.

O Vasco há muito que não faz jus à sua história.

Foi e continua sendo consumido por Euricos da vida. Mas a mídia e a torcida compram o barulho, afinal, é contra o Fluminense, o time do tapetão – em um oferecimento da mídia esportiva brasileira.

Mas essa questão da final da Taça Guanabara  é o cúmulo do absurdo e não têm dois culpados. Apenas um: o Clube de REGATAS Vasco da Gama. Desde 2013, com o NOVO Maracanã, o Fluminense e Flamengo foram os únicos interessados no consórcio. Vasco e Botafogo não quiseram conversa. O Flu ficou com o lado Sul e o Fla com o lado Norte. A decisão do Fluminense não foi para prejudicar o Vasco, foi o que a diretoria julgou ser o mais conveniente para o clube. O sol da tarde por exemplo, pega no lado Norte mas não afeta a torcida no lado Sul…

Em 1923, as torcidas do Vasco e do Botafogo (ambos regatas), comparecendo às Laranjeiras, para presenciar um jogo entre ambas equipes.

Desde 2013 o  Fluminense joga na Sul e o Vasco, contra o Flu, na Norte.

A tradição do Vasco em ficar na Sul vem de 1950, quando ganhou o campeonato que decidiria o lado das torcidas. Mais de 50 anos depois, um NOVO Maracanã foi construído. Um Maracanã gerido pela iniciativa privada. Um Maracanã que não há mais geral, nem anel inferior, muito menos ingressos a 5 reais.

Há um contrato em vigor e há que se respeitar. O Vasco, na surdina, sem tentar qualquer tipo de acordo prévio, iniciou de forma criminosa a venda dos ingressos para a sua torcida ficar no lado Sul. A justiça penalizou tal atitude e impôs multa por hora de ingresso vendido. Mesmo assim o Vasco manteve as vendas e insistiu em manter sua decisão.

Amigos, não há mistério, é somar 2+2. O Vasco e a FERJ há muuito andam de mãos dadas. São comparsas na trairagem, na trambicagem e no amadorismo.

O monumental estádio de São Januário, no famoso jogo contra o São Caetano, no ano 2000

Se merecem.

Há um único culpado. Mas a grande parte da mídia não está interessada em saber quando o Flu tem razão.

Foi é assim em relação aos “tapetões”.

O Vasco paga de time social, que briga por justiça por seriedade e bla bla bla.

Uma bela vascaína sendo auxiliada pela Polícia Militar no jogo contra o São Caetano, no Monumental de São Januário, no ano 2000

Mas foi gerido por Eurico por muitos anos.

Venceu o Brasileiro contra o São Caetano de forma totalmente DESONESTA.

Tentou tapetão escandaloso para anular seu rebaixamento após sua torcida (a mais assassina do país) entrar em confronto com a torcida do Atlético.

Mas isso ninguém quer falar.

Não entendo o que fazia esse rapaz dependurado na marquise do Monumental de São Januário

Ah, e outra coisa, no primeiro título da história vascaína, em 1923, quando o time ainda não tinha estádio, o Fluminense, usando sua tradicional fidalguia, cedeu as Laranjeiras para o time vascaíno jogar. Aliás, foi lá, no estádio do Fluminense, que o Vasco levantou a sua primeira taça. E em Laranjeiras jogou até a construção de São Januário, em 1927.

A história está disponível para quem quiser saber. Mas ninguém terá vontade.

Vasco, o clube mais sujo do país.

O que leva uma pessoa a esse tipo de comportamento?

X – X – X

Depois do texto acima eu deixo a pergunta para todos os TRICOLORES:

O QUE É SER VASCO?