Os cus rachados da Tricolor de Coração

Sobre o jogo de ontem existe pouco a dizer… Um tempo de cada time… colocar na arbitragem culpa do resultado é reduzir à fração mais simples; sim o árbitro errou e amarrou o jogo da forma que quis… mas ficam algumas perguntas no ar:

Como justificar a infantilidade e a cabacice do Nino?

Uma vez que o Matheus Ferraz não teve condições de ser relacionado, quem foi o membro do Departamento Técnico responsável pelo FFC não seguir a norma protocolaria dos 10 dias de afastamento de qualquer contaminado pelo Covid-19?

Por que o FFC somente havia relacionado um zagueiro para o banco e tinha uma plantação de atacantes (4) e jogadores de meio de campo (4) no banco?

Por que o FFC não teve poder de fogo para convocar o Frazan ou outro zagueiro para se apresentarem em Santos antes do jogo, uma vez que o clube foi comunicado sobre as 13 horas do impedimento do Matheus Ferraz?

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/apos-aviso-da-cbf-fluminense-retira-matheus-ferraz-da-lista-de-relacionados-contra-o-santos.ghtml

No lance posterior à expulsão do Nino, o gol do Santos foi marcado. É só rever a jogada e ver a falha de posicionamento da nossa marcação.

E o Marcão colocou o Yuri para fazer a função do Nino…

Na foto abaixo vocês conseguem encontrar o Yuri?

Conclusão: faltou zagueiro de ofício no banco.

A questão de técnica de regulamentos passa por três pessoas: Paulo Angioni, Marcelo Penha e Rodrigo Henriques… nessa ordem…. se somarmos os salários dos três, chegaremos à conclusão de ganham MUITÍSSIMO para que o FFC seja vítima desse tipo de cagada. Os dois pontos perdidos ontem podem custar ao Fluminense alguns milhões de reais.

MUDANDO DE ASSUNTO

Hoje, no dia em que a minha mãe está completando 86 anos de existência (graças a Deus ela está em outro patamar para não ter que conviver com certo tipo desituações) fui despertado por quatro áudios sobre a minha pessoa nos quais se comentava a meu respeito.

Vamos lá: estão utilizando mentiras a meu respeito para compuscar e vituperar ao Projeto de Revitalização das Laranjeiras, o LARANJEIRAS XXI… Dizendo que o projeto é ruim porque eu sou amigo do Sérgio Poggi…

Isso mostra o quão diminutas são essas sub criaturas… O LARANJEIRAS XXI tem quase cinco anos de trabalho e, apesar do Poggi ser hoje o ponta de lança, envolve mais gente.

Quanto ao meu relacionamento de amizade com o Poggi, apesar de nos conhecermos desde 2016, estreitou-se há menos de um ano, digamos ainda em fase de construção.

E utilizar essa desculpa para depreciar o projeto é coisa de MAUS TRICOLORES, desses que preferem os estádios do América, do Boavista e do Macaé como fonte de inspiração. Coisa de anão débil mental.

Por outro lado me acusam de coisas que não me pertencem, nem à Vanguarda Tricolor…

Em 1997 o clube era presidido pelo Álvaro Barcellos (eleito em peso pelo embrião do grupo Democracia Tricolor, que hoje manda no clube em conjunto com os ANALFABETOS da Tricolor de Coração)… O Vice Presidente de Futebol era o Edgard Hargreaves. Ponto. Para nada houve a participação da Vanguarda Tricolor.

Em 1998 o Presidente era o mesmo Álvaro Barcellos. Fui Vice Presidente de Futebol durante 75 dias (5 jogos, sendo 2 do CARIOCA, 2 amistosos e 1 do Brasileiro da Série B… 4 vitórias e 1 derrota).

Ou seja dos 10 jogos da Série B só fui dirigente em 1… no restante o Vice Presidente de Futebol foi o JOSÉ CARLOS TORRES COELHO.

Mas esses caras da Tricolor de Coração, dirigidos por assalariados da gestão, além de mentirosos, são tricolores de araque… não conhecem a história.

Será que eles sabem responder QUANTAS vezes os jogadores do Fluminense que residiam no Hotel Paissandu (meia ponta de estrela) entre eles o Magno Alves e o Gil Baiano, foram despejados por falta de pagamento?

Será que eles sabem responder o real motivo para o FUNDO OCEÂNICA fechar o grifo do dinheiro?

Será que eles sabem responder quantos meses de salários estavam atrasados (5 de funcionários, 4 de roupeiros, massagistas, médicos e supervisores, 3 de jogadores)?

Será que eles sabem responder o nome dos jogadores que se negaram a disputar a Série B por falta de pagamentos?

Será que eles sabem que eu autorizei a todos os jogadores do Fluminense a almoçarem no Restaurante do Fran Mourão e a levarem quentinhas para o jantar porque os caras não tinham dinheiro para comer?

Será que eles sabem quantos cheques sem fundos o Presidente Álvaro Barcellos ASSINOU na véspera do jogo contra o ABC como pagamento de salários dos jogadores? 36 ou 38?

E por último…

Será que eles sabem que EU RECUSEI U$ 300.000,00 (trezentos mil dólares) de suborno para liberar para um agente FIFA (íntimo amigo do João Havelange) levar para o futebol asiático 3 jogadores do FFC (Roni, Nonato e Adilson zagueiro)?

É óbvio que não sabem. Nem a resposta de outras 400 perguntas.

Mas vou além… parafraseando o Sr. Renato Ambrósio (aquele da Live Sorte, do 1 Milhão de reais do carro forte)… DESAFIO DO “ROUPEIRO AO PRESIDENTE” a debaterem comigo sobre TUDO o que aconteceu com o Fluminense nos anos 1990.

Não vão topar porque não sabem de nada. Nem passavam na porta do clube.

Se minha MÃE fosse viva faria o seguinte… me pegaria pelo braço, colocaria o dedo na minha cara é diria: “EU EXIJO QUE VOCÊ QUEBRE A CARA DESSES CARAS”…

Então eu iria rir e responderia: “MÃE… eu não brigo com CUZÕES”.

Terminando: esses cus rachados da Tricolor de Coração deveriam acender uma vela todos os dias para a Vanguarda Tricolor… a Vanguarda fez um grande favor ao Fluminense… criou a eleição direta para presidente no clube.

Por outro lado a Vanguarda fez um grande desfavor ao FFC: permitiu que imbecis com etiqueta de preço como os da Tricolor de Coração tivessem direito à voz e voto.

O desafio está lançado.

Por que o Fluminense necessita mudar? (por Antonio Gonzalez)

Felizmente neste campeonato brasileiro a sorte sorriu a nosso favor.

Não obstante, mesmo vindo das vexatórias e precoces desclassificações na Sul-americana e na Copa do Brasil,  a trajetória no Campeonato Brasileiro, apesar do estabanado planejamento do “gol cagado”, nos levou praticamente às portas da participação na próxima Taça Libertadores.  Falta pouco e devemos conseguir.

Mas o Fluminense não pode, nem deve utilizar antolhos e, tal qual o cavalo azarão de turno, acreditar que vive um mar de rosas administrativo,  o que TODOS SABEMOS QUE NÃO É VERDADE. A proposta da atual Diretoria é fraca, primitiva, desajeitada, faladora tal qual fofoqueira, mentirosa e previsível. Até agora com sorte, amém! E isso precisa ser dito.

Com 59 anos nas costas, 53 vendo o Fluminense e 43 de conversas de arquibancada nas Bandeirantes da vida, ninguém vai falar merda publicamente a meu respeito sem que eu o responda olhando nos olhos.

Muito menos insinuar que torço contra.  Não tenho etiqueta de preço, essa é a minha diferença.

A alegria por jogar a próxima Libertadores é infinita, mas não pode cegar-nos.

O Fluminense necessita um novo modelo de governo, definir que Unidades de Negócios quer, preconizar um Novo Estatuto que agilize à gestão, crie responsabilidade civis e retire o poder de grupos feudais  que há décadas flutuam nas órbitas do poder.

É de fundamental importância acabar com a sangria financeira e esportiva dos Esportes Olímpicos. O custo é muito alto para traço de ibope. Em realidade a única justificativa real para a sua manutenção (a dos Esportes Olímpicos) é o papel de ser uma FÁBRICA DE VOTOS DE CABRESTO que mantém o status quo político. 

Rediscutir a função social das instalações do clube se faz urgente (playground da vizinhança ou uma fábrica de atrações e atividades). O  projeto LARANJEIRAS XXI tem que ser posto em prática. Seria a porta de entrada para colocar Álvaro Chaves 41 no circuito cultural e turístico da cidade do Rio de Janeiro, para turistas não só do Brasil, mas de todo o mundo: NÓS SOMOS A HISTÓRIA… SIM, mas não estamos fazendo o dever de casa.

O atual modelo é apropriado a todos aqueles que preferem delimitar ao Fluminense por áreas (a mesa do whisky, o Tênis, a sauna, a pelada de sábado, etc…)  que impedem de forma ativa a modernidade gerencial que deve ser implementada de forma coesa no menor tempo possível. Qual o motivo? Perda de espaço, influência e poder (até mesmo para decidir quem ocupa “certos postos de trabalho “).

MANIFESTO A MINHA IMENSA ALEGRIA  pela oportunidade do Fluminense voltar a jogar a Taça Libertadores. Nunca duvide disso, TENHO CURRÍCULO NAS ARQUIBANCADAS.

Entretanto FAÇO QUESTÃO DE ALERTAR para os perigos que sobrevoam diuturnamente o nosso clube. Começando pela FALTA DE TRANSPARÊNCIA, a má condução financeira com a venda de ativos sem que se amortizem as dívidas… isso quando, por coincidências da vida, os ativos são perdidos. Aí do nada surgem os acordos para pagar o não cumprimento do que um dia foi acordado. Caderneta de Poupança, Título de Capitalização, Previdência Privada… chame como quiser…  O certo é que nenhum ex-jogador do Fluminense sai perdendo, principalmente de 2013 até os dias de hoje. Quem teve a José Carlos Villela como REI DO TAPETÃO, vendo a atualidade do Departamento Jurídico que  hoje reina chora por tanta mediocridade.

Com responsabilidade dias de luta trazem consigo dias de glórias.

Já a inconsequência da maquiagem de confete esconde consigo o pão para hoje e a fome para amanhã.

Quem vai pagar a conta das saídas de graça do Evanilson (com direito à migalhas), a do Marcos Paulo (sem migalhas) e agora as VENDAS PRECOCES das maiores promessas da nossa base, o Kayky e o Metinho por “míseros” 100 Milhões de reais?

Bato palmas para o correto e detono as barbaridades. O Fluminense merece gente melhor. E que a nossa torcida se deixe de enganar por perfume de peido represado… Aquele que denuncia o cheiro da porta do Molejo de turno.

Que venha o Atlético Mineiro.

#FechadosPelaLibertadores

Estive presente nesse jogo num sábado à noite no Pacaembu, levado pelo meu falecido Avô Antonio. Foi a primeira partida que o Fluminense jogou numa Taça Libertadores.  Eu tinha 9 anos, foram 2 gols dele: “Flávio, 9 é a camisa dele, tem peixe na rede do Palmeiras”.

Por outro lado é difícil de aceitar o estado mortal de um dos gigantes do futebol mundial: a história não pode permitir a desintegração do Botafogo, não é justo. Só na seleção de 1970 tinha Jairzinho, Paulo Cesar, Roberto Miranda, Rogério (que foi cortado na véspera da estreia em terras mexicanas).

Tenho amigos botafoguenses, não é legal o que eles estão passando.  Essa guerra também é suja. Ontem o América, hoje o Alvinegro de General Severiano… amanhã?.

De fora, do outro lado da cerca o que eu vi: que a derrota na final de 1971 (há 50 anos) para o Fluminense, no mítico gol de Lula, ainda não foi digerida. Ali começou o desmoronamento botafoguense.  O Tricolor acabou com o sonho daquela Selefogo.

Eu faço a minha parte. Ponto!

Perdemos 2 pontos (por Antonio Gonzalez)

O Fluminense teve um zagueiro chamado Assis, paraense, recentemente falecido, que vestiu a nossa camisa de 1968 a 1975, com 4 Cariocas e 1 Brasileiro no currículo.  Tinha técnica mas a sua maior virtude era a seriedade com que jogava. Fosse no passe, no chutão ou na falta…

Um dia de semana o Fluminense levou um gol cedo num jogo contra um time pequeno. O gandula demorou para devolver a bola.  O Assis foi lá é empurrou o gandula.  Foi expulso, mas ali residia acima de tudo a vontade de vencer.

Na foto: Oliveira, Félix, Denilson, Galhardo, Assis e Marco Antonio – de pé. Cafuringa, Didi, Flavio, Ivair e Lula – sentados.

Na partida desta noite contra o Coritiba, no 1º tempo o nosso Tricolor cometeu 2 faltas, a primeira aos 39 minutos.

Mesmo que fossem 11 Pelés… Impossível ter TAMANHA TÉCNICA e não competir.  Imagina sem ela, tendo apenas que transpirar (que em realidade é o máximo que conseguem pensar).

A equipe paranaense, sem provocar, mas necessitada pela vitória, sem muito esforço, chegou aos 2 a 0.

O Fluminense carece de ideias, também, no seu sistema defensivo.  Nosso goleiro fez a sua pior partida, mas não podemos esquecer a lentidão do nosso lado esquerdo da zaga, que tem mais de 69 anos entre eles.  Abuelos.

O time do Coritiba é horroroso (a colocação que ocupa é justa) e previsível, pesado e por momentos autofágico… E isso era possível ser previsto, esse tipo de equipes são franco atiradores, qualquer coisa que caçarem lhes serve.

Mas somente com um comando técnico que não seja estéril, é que poderemos ter atitudes que sejam de luta para vencer.  Que é diferente da omissão (anotem isso) dormente.

Se hoje o Fluminense tivesse tido o zagueiro Assis em campo, no seu auge, o ataque do Coritiba não passaria da intermediária.

Assis, um zagueiro que não gostava nem de empatar.

QUEREMOS A LIBERTADORES OU NÃO? Por que perdemos 2 pontos de forma tão simplória (o Coritiba não necessitou pensar)?

A atuação do Egídio foi na média do Danilo Barcellos.  Fica o questionamento de quais foram os parâmetros para esses jogadores serem contratados, de quem decidiu as contratações e de quem foi a decisão sobre as durações dos contratos…

Isso entre algodões, sem nenhuma intenção que não seja a esportiva.  É preciso ser objetivos: elenco descompensado, mal montado e sem maiores objetivos.

Tomamos 3 gols do Coritiba… se esses erros não forem corrigidos com sapiência qualquer adversário vai querer repetir o caminho.

Botafogo, Bahia, Ceará, Fortaleza e Goiás, também são jogos com pegadinhas.

Por outro lado, e o planejamento para a temporada que vem? Que tipo de elenco queremos montar? Vai rejuvenescer? Vai ter mais espaço para a base em detrimento dos Felipes Cardoso e dos Caios Paulista?

Vai muito além das 4 linhas, é conceitual, é a ausência de currículos em prol dos amigos dos amigos.  Virou festa de aniversário no parquinho, com direito a ursos de pelúcia.

Mas escolho o silêncio ao não ter dado mais de 2 treinos, nem assinado cheques.  A conversa vazia não me interessa, nem perco o meu tempo. Quem gosta de flash é peru de Natal.

Faltam 7 jogos, o ideal seriam 5 vitórias.

Vem… vem… vamos Fluminense…

No mais…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vem…

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Vamos Fluminense!

Finalizando…

Grande estreia do John Kennedy, tem faro de gol… É 9 a camisa dele.

Outro que vai durar pouco, para variar.

Terminando…

Assis, o zagueiro, formou dupla no centro da defesa com Galhardo, Bruñel, Silveira e Edinho (pouquíssimas vezes). Foi GRANDE, GIGANTE dentro de campo.

Fullgás – Marina Lima – VOCÊ ME ABRE SEUS BRAÇOS E A GENTE FAZ UM PAÍS…

LIBERTADORES É OBRIGAÇÃO!!!

E os salários do volei feminino?!?!

Sei que tem gente nova lendo os meus textos… Obrigado!

O que não serve para o Botafogo, jamais deveria servir para o Fluminense (por Antonio Gonzalez)

O placar histórico da derrota de cinco a zero para o Corinthians (a maior goleada sofrida pelo Flu para a equipe paulista) não me dá a chance para qualquer palavra de alento, mesmo que seja mentirosa.  Intragável a forma com que fomos derrotados.

Senhores, o Fluminense hoje mostrou a sua verdadeira cara, a atual identidade que é a verdadeira FALTA DE IDENTIDADE TRICOLOR.  A consequência da herança Peter, Abad, Mário, Flusócio, Tricolor de Coração, é trágica.  Tirando a nossa sala de troféus, obviamente construída por conquistas passadas, o que nos difere hoje de clubes como o Coritiba, a Chapecoense, o Figueirense da vida? Somente o que restou das antigas gerações da nossa torcida… Porque hoje ESTAMOS PEQUENOS, como time, clube e fome de títulos.

Um elenco mal montado, desequilibrado, velho, sem maiores horizontes no cenário futebolístico nacional. Existem verdades que estão na nossa cara e que para a grande maioria da nossa torcida foi melhor não querer ver.

Melhor virar a cara depois de uma vitória vinda mais do demérito rubro-negro do que de outra coisa, pensar que somos supremos e esquecer as cagadas da atual gestão…

Fomos eliminados na Sulamericana  pelo escrete do Unión La Calera e na Copa do Brasil pelo Atlético Goianiense (cuja folha salarial se resume a um Fred e a um Ganso, nada além disso).

O Fluminense deu muita sorte até aqui, teve na Covid-19 seu maior aliado… A falta de torcida nos estádios nivelou por baixo… Demos muita sorte por vezes, o tal gol cagado nos ajudou muitas vezes.  Graças a Deus fizemos uma gordura no 1º turno… Para quem (mesmo sem ter dado 2 treinos e nem assinado cheques) conseguiu ver na frente, sabia-se de antemão que o 2º turno seria diferente.  Os grandes encaixariam, os do meio atrapalhariam e os lazarentos, com a corda no pescoço, jogariam como franco atiradores.  Simples de ver.

Mas o percurso nos fez sonhar com a Libertadores, mas para chegar lá é preciso ser dirigido por gente competente, seja na presidência, seja como executivo de futebol, seja no banco de reservas.

Mas tem gente que prefere sonhar com o olor a perfume barato, desses que se confunde com a cortina de fumaça dos inferninhos do baixo meretrício.  Sempre se soube que o Marcão não tem cacoete para a função.  Imagina o auxiliar dele??!!

Tomamos um chocolate tático do Corinthians na primeira parte, mas conseguimos somente levar 1 gol.

O que você espera do intervalo: que alguém tenha visto que 90% dos ataques do Corinthians vieram pelo lado esquerdo da nossa defesa… Ou seja, deveria reforçar não somente a marcação no setor, assim como estrangular o subministro de bolas, não deixar as cabeças pensantes dos caras terem espaço e tempo para respirar…

Mas o iluminado Ailton foi noutra direção e optou pelas entradas do jovem ancião Nenê e do desconectado Lucca.

Conclusão: do meio para a frente, quando mais precisamos de velocidade, somente encontramos tartarugas… Yuri, Yago, Nenê, Lucca, Fred e Wellington Silva… Como pensar em ser velozes com esses caras todos juntos ao mesmo tempo dentro de campo. Somem a isso, a lentidão do Matheus Ferraz  e do Danilo Barcelos na defesa… Restavam o Callegari e o Lucas Claro, além do goleiro.

Corinthians 5 x 0 Fluminense (90 minutos em 5) - O Mancinismo está muito  online!
Lucas Claro foi um dos poucos que se salvou, mesmo estando lento na ação do primeiro gol corintiano

Quando acordamos, o placar já falava em 4 a 0…

E não me venham com o conto de que foi um acidente porque não foi.  CONSTATAÇÃO. Para os corintianos foi como roubar doce de criança.

Repito o que já disse antes: o Fluminense não será rebaixado, é praticamente impossível.  Mas infelizmente a vaga para a Libertadores, que deveria ser encarada como obrigação, começa a se distanciar.

Acreditar que os jogos contra o Sport, contra o Bahia, contra o Ceará, contra, o Coritiba, contra o Botafogo, contra o Goiás, contra o Fortaleza, serão fáceis é ser inconsequente.  Todos necessitam pontuar, podem estar jogando as suas vidas contra a gente (a exceção do Ceará que deverá estar lutando pela vaga na Sula).

De sobra ainda tem o Atlético Mineiro e o Santos.

Não tenho nem saco para escrever com mais profundidade… cansa! 

Mas tem uma imagem que demonstra o atual estágio das pessoas que dirigem o Fluminense.

E isso é fácil de entender…

O Botafogo é um dos virtuais clubes rebaixados, ocupa a 19ª colocação com 23 pontos. Teoricamente necessita vencer 7 dos 9 jogos que faltam, empatando os outros 2.

Pois bem, o que faz o Fluminense? Vai a General Severiano e contrata o 3º reserva da lateral esquerda dos caras… o tal de Danilo Barcellos.

Fluminense é goleado pelo Corinthians em São Paulo
Danilo Barcellos

Hoje 4 gols foram feitos em cima dele. 

Atenção Geração Nutella: O que não serve para o Botafogo, jamais deveria servir para o Fluminense!

De resto… FALTAM 3 PONTOS PARA OS 46 e LIBERTADORES É OBRIGAÇÃO.

No mais, juntos e misturados: Flusquinha, FluTv, Saudações Tricolores, Bastidores emplumados, Boteco Tricolor, Sentimento Tricolor, Comunicação do Fluminense, Influencers analfaburros, Tricolor de Coração, Democracia Tricolor, Flu Boquinha, dancinha de vestiário, cripto moedas, o vô tá on,  turma do contracheque e Esportes Olímpicos… Ir á merda é pouco para vocês… então aproveitem para tomar no cu e de mãos dadas, juntinhos, irem para a puta que pariu.

O FLUMINENSE NECESSITA SER PASSADO A LIMPO ANTES QUE DESAPAREÇA!

2022 é a última bala!

Eu quero Torcedor PAI GELOL – Feliz 2021 (por Antonio Gonzalez)

1984 foi um ano que enriqueceu a mística do Fluminense, campeões do Brasil e do Rio de Janeiro.

1984 trouxe consigo o movimento mais lindo que vivi, o de maior engajamento, o de mais luta, o Diretas Já.  O Coração de Estudante que perguntava QUEM É ESSE? O tal Menestrel das Alagoas.

Em 1984 a Mangueira, a campeã da segunda cantou “Yes, nós temos Braguinha” inaugurando a Passarela do Samba, o popular Sambódromo. Herança de linha de pensamento. Mais de 700 metros de asfalto que constroem cultura, irmanando raças que se entrelaçam entre poesias e enredos, definindo o DNA de um povo, o que nasce da terra brasilis, sem diferenças de cores, nem guerras de credos, sem importar as opções sexuais, nem classes sociais, ninguém é dono de ninguém. E quando o ano é fértil produz mais de um campeão no Carnaval. E assim foi com a Portela, a campeão do domingo, ela e a sua águia cantaram em homenagens às lendas da sua história, “Contos de areia” é a fiel imagem viva de Paulo da Portela, do Natal e da mineira Clara Nunes.

Portela: Campeã do Domingo – CONTOS DE AREIA
“Yes, nós temos Braguinha” cantou a Mangueira, a Campeã da Segunda-feira.

Também em 1984 surgiu uma ideia que sem saber o seu real tamanho quando lançada, transformou-se em LEI DE HOMENS, a lei dos PAIS.  Foi o ano em que o genial publicitário Duda de Mendonça criou um dos mais multipremiados comerciais de todos os tempos, não somente da televisão brasileira, a parada foi de reflexão mundial.  Não bastava ser Pai… tinha que participar… assim diziam as imagens sobre o Gelol, então uma pomada que  é indicada para o tratamento exclusivamente tópico dos sintomas do reumatismo, nevralgias (dor intensa na região da lesão envolvendo nervos), torcicolos (enrijecimento dos músculos do pescoço), contusões e dores musculares. 

Não basta ser Pai, tem que participar!!!

Mais foi e é muito mais do que um anúncio de televisão, é mudança de hábito, é a voz da criança, é o pedido e ordem do Filho.

E assim foi da mesma forma que durante décadas tiramos uma Xerox, fazemos a barba com Gillete, pegamos fotos com durex, ou pedimos um Red Bull mas querendo um energético.  36 anos depois, a minha geração que tinha seus 20 e poucos,  hoje tem netos, não joga a pelada de fim de ano, solteiros contra casados, sem estar munida e acompanhada pelo seu Gelol, hoje também em spray, seja que marca for.

Campeão Brasileiro em 1984… Carlos Alberto Parreira entre o Presidente Manoel Schwartz, à sua direita, e o Vice Presidente de Futebol Antonio Castro Gil

Mas por que resolvi falar de 1984?

Simples, de fácil constatação. 

QUESTÃO DE TAMANHO:

– o do Fluminense dirigido pelo Presidente Manoel Schwartz, pelo Vice Presidente de Interesses Legais, o José Carlos Villela (o MAIOR DA HISTÓRIA, Pai do Direito Esportivo – só quem viveu o caso Flávio em 1969, que jogou, mesmo tendo sido expulso no jogo anterior contra o Vasco da Gama, não só atuou como fez o gol da vitória contra o muito bom time do América) e pelo Vice Presidente de Futebol, Antonio Castro Gil (meu Tio)…

Flávio: expulso contra o Vasco, o Villela consegue colocá-lo com condições de jogo, NINGUÉM ACREDITAVA… Conclusão: 2 a 1 no América com o Minuano decidindo aos 40 do 2º tempo.

– ou o dessa franquia barata, isso que nos apresentam há 10 anos (são os mesmos, discretamente brigados entre eles) e que me dói muito chamá-la pelo nome, cuja responsabilidade do naufrágio pertence à atual gestão.

São 18 meses à frente do clube, sem produção, de previsível discurso (teor e tempo), onde as promessas cumpridas ainda não conseguiram ser executadas, esquecidas, enterradas a maioria delas.  Mas tenha cuidado: ainda sobra tempo para as obras de fim de mandato e, nesse quesito, que bendita foi a pandemia…  Tanto que tem gente gritando arrogância, se dizendo vitorioso no pleito futuro, de antemão que venha 2025, porque marqueteiros sem conhecimento, sem nenhuma nuance de romance, resolvem transformar o torcedor do Fluminense num idiotizado.  Principalmente a galera mais jovem, aquela que nasceu em tempos inférteis como de agora, já se vão 8 anos.

Presentes, sempre!

Entretanto…

É quilométrica a diferença de um Maracanã vazio, tirando os profissionais de futebol sobram pela-sacos, tudo é lindo na tevê gigante, ainda mais ver que as ORGANIZADAS determinaram a decoração. Deixo claro que só falo dos autênticos, dos de sempre, dos de luta…

Outra coisa é o Maracanã lotado com os 20 mil de sempre recorrendo às músicas que cantou durante 2 anos e meio para o Abad.

De fácil solução… 2 sílabas, os nomes.

Se juntarmos a isso  a fértil fanfarronice no caminho, no faz me rir das redes sociais, na incapacidade de saber contar a HISTÓRIA, menos ainda de gerir há 8 anos o programa Sócio Torcedor (aprovado em 10/11/2012), que patina, também, nesses mesmos 8 anos.  Money sweet Money.

Que Fluminense você almeja?

O dos falsos profetas com suas enganosas promessas? Temos máster, vários, e investidores no espaço sideral, na terra, infelizmente nada.

Ou chegou finalmente a hora de mudar o chip: que tal  mudarmos a forma de gerir o clube ou você prefere esquecer naqueles 16 anos de 1969 a 1985.  Senão isso vai ficar bonitinho nas bibliotecas da cidade antes de 2040. Peça para museu e raça em extinção.  Eu não quero isso!

Unidos por um Flu Forte! É frase da Força Flu e de autoria do Heitor D’alincourt.  Tem um peso especial, tipo o Vencer ou Vencer… são formas que podem ser utilizadas enquanto haja coração pulsante.

ISSO AQUI É FLUMINENSE, PORRA!

O Fluminense existe para ser campeão.

Tem gente cujo o silêncio não tem preço, nem medos, sem recuos, de pele guerreira, daqueles que não se cagam nem usam calça frouxa.  De tão mudo (esse silêncio) só falou verdades. Ninguém nos ensinará o que é SER FLUMINENSE, não aceitaremos que se reescreva a HISTÓRIA, nem que se potencialize heróis de barro.

Tempos de descobrir o QUEM É ESSE?

Mas e quem grita hoje?

Alguns… poucos mas alguns!  Mas cada um numa direção, sem procurar o centro da estrela e sim ser uma das pontas.  É preciso encontrar o rumo, a indignação é crescente tipo progressão aritmética ou geométrica (depende do enfoque).

Por isso tudo tive que recorrer a 1984, é imensa a distância e de incomensurável ojeriza para o hoje. 

Só que já tem sangue novo na área, pessoas que trazem palavras que despiram o método escolhido pela Direção, enfim: “Coitado do rei, está nu! O rei está nu!” palavras escritas a primeira metade do século XIX, pelo escritor dinamarquês Hans Christian Andersen me deixam com a pulga atrás da orelha, como vira-latas que  sou.

Cabeça, ombro, perna e pé, perna e pé… olhos, ouvidos, bocas e nariz… cabeça, ombro, perna e pé, perna e pé!

É preciso também que o Ministério Público definitivamente se preocupe com o futebol e com os clubes do Rio de Janeiro, quem sabe se não se transforma em matéria do Fantástico, o show da vida.

Sem coesão não haverá caminhada porque a luta será árdua, a da indignação contra  o sonambulismo de caranguejo, de noite sem luz e andando para trás.  Portanto é preciso rever conceitos, definições… Zerar se preciso for.

Que tipo de luta desejo querer?

A do foco de falsa alegria do vestiário e as suas banheiras de neón ou a da renúncia pessoal em prol do coletivo, desde que consciente e consistente?

Está na cara que o meu papel é outro… Glória a Deus, amém! Tem muito talento na TORCIDA DO FLUMINENSE, mas não basta possuir talento se é lenta a ajuda. Tem que entrar de cabeça para vencer ao dragão e disso São Jorge entende… “Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal”.

No legend!

Hoje é texto de entrelinhas, de imaginações e de suposições que certamente encontrarão vida, é genética da boa.

E deixo as perguntas para o Presidente do Conselho Deliberativo, Sr. Brás Mazulo: Por que? Para que?

Da mesma forma deixo 2 palavras:

QUE PENA!

Porque também posso fazer outro questionamento: Como é que o Sr. Brás Mazulo vê a categoria do Sócio Futebol? O que acha do DIREITO A VOTO do Sócio Futebol? Continua pensando como no dia da Assembleia Geral que presidiu em 2012? E à sua mesa do CDel (não esqueça que tem gente que repete lhe auxiliar) é a favor do voto do Sócio Torcedor?

Em 1984, o Fluminense era dirigido por estrelas, hoje preferem ser Pop Star, tipo pulseirinha de camarote, quem sabe no réveillon do péssimo exemplo Neymar. 

Mas…  Gerir o Fluminense está acima de holofotes, está distante da constante necessidade de sair na foto mesmo que a semeadura seja a do outro.

O Fluminense necessita pontuar, o objetivo mínimo tem que ser a Libertadores. Foi o que nos venderam e nós sonhamos com isso. E não venham com mimimi de pressão cruel. Nem é pressão, nem é cruel: é constatação. O Marcão sabe que se fizer bem, será aplaudido. E o Thiago Silva que fique calado, o vestiário de Quito é um poema.

Repito: a torcida vive de vitórias, portanto queremos ganhar jogos e, não somente classificar-nos para a Libertadores.  Queremos conquistá-la! Mesmo sem ter dado 2 treinos na vida ou assinado um cheque.

Libertadores é OBRIGAÇÃO!

O orçamento apresentado pelo Conselho Diretor é capenga, falta informação.  Parece uma bola, tamanha é a quantidade de chutes.

TRICOLOR!!!!  

Tem que ser TORCEDOR PAI GELOL… não basta torcer, tem que participar.

ESSA É A GRANDE MENSAGEM.

Tricolor: O TEMPO NÃO ESPERA NINGUÉM

Que esse próximo ano, pelo menos, nos traga paz espiritual, basta que cada um cuide da limpeza do seu interior. Que Deus abençoe aos Cientistas e Médicos, que venha a cura.

Que os homens deixem de ser escrotos com as mulheres… Basta de Feminicídios. Para elas, somente caminhos de pétalas de rosas.

Que as vidas negras continuem importando, mas que sejam sempre para estarem vivas. Sem essa de ter que chorar os mortos. Que a corrupção, que continua, encontre a força do M.P..

Que a homofobia seja cada vez, definitivamente… extirpada da nossa sociedade, não existe mais espaço para rótulos.

Que venha e seja suave!

Por último, meus parabéns a:

Alexandre Vique;

Carlos Henrique Ferreira;

Gilberto Cornelio;

Glauber Trindade;

Guilherme Vogel;

Marcos Peralta;

Nardo Gutlerner;

Paulo Cassiano.

São os 8 CONSELHEIROS que escreveram com maíusculas o seus nomes na reunião do Conselho Deliberativo do Fluminense, votando contra a aprovação desse orçamento capenga. MÁXIMO RESPEITO por quem respeita o Fluminense.

FELIZ 2021!!!

Fluminense Campeão do Brasil de 1970 – Um título que marca uma vida pois “A bola não entra por acaso” (por Antonio Gonzalez)

“Levanta… Bamos Antonio Carlos!”… aquela voz suave, porém firme daquele espanhol de Galícia que falava um portunhol galego, do meu Pai me tirou bem cedo da cama naquele sábado 19 de dezembro de 1970.  De férias, não havia nada pior do que levantar praticamente de madrugada, eram às 6 e meia da manhã daquele fim de primavera.  Mas o motivo era nobre: chegar cedo às Laranjeiras, para tentar estacionar o carro, um Chevrolet Opala 2500, dentro do clube.  Eram tempos em que a frequência à rua Álvaro Chaves, 41, num fim de semana, era feita por milhares de pessoas.  Depois das 9 horas, com sorte, se conseguia estacionar perto do Instituto Nacional de Educação de Surdos, na rua das Laranjeiras.  Tempos de um clube com mais de 25 mil sócios, com o comparecimento de multidões por fim de semana.

Opala 2500, o melhor carro da época.

Na noite anterior, na minha mesa de botão, o famoso estádio da rua Paulino Fernandes 6, em Botafogo, todo um amistoso, onde eu jogava ao mesmo tempo com os 2 times: de um lado a Seleção Brasileira, campeã do mundo, desfalcada do goleiro Félix (jogou o Ado, do Corinthians) … Do outro, o Fluminense (completo).  Digamos que fui imparcial, 6 a 4 para o Tricolor com 3 gols do Flávio, 2 do Lula e 1 do Mickey.  Para a seleção marcaram o Pelé (2) e o Rivelino (2).  Era, como se dizia na época, um coletivo apronto, afinal de contas no domingo 20, se decidiria a Taça de Prata, que em realidade se chamava Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, que nada mais era do que o Campeonato Brasileiro.

Félix, o lendário goleiro do meu 1º time de botão

Terminada a partida e recolhido o estádio (presente de aniversário pelos meus 9 anos recém cumpridos, uma mesa de dobrável, de 1,60 x 1m), dormi agarrado ao radinho Phillips, ouvindo a resenha da Rádio Globo, com as informações da dupla sensação das ondas médias esportivas, Denis Menezes e o Apolinho Washington Rodrigues.  O Flu já estava escalado de antemão: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denilson e Didi; Cafuringa, Mickey, Claudio Garcia  e Lula.

O Flávio, com lesão muscular não poderia jogar por 4ª vez consecutiva, já o Samarone cumpriria suspensão pela injusta expulsão na partida anterior, contra o Cruzeiro, em pleno Mineirão, jogo que ganhamos atundo como verdadeiros Guerreiros, com uma atuação impecável da dupla de zaga, Galhardo e Assis, com um Denilson soberbo, um Samarone cerebral, um Mickey como sempre oportunista e com o Félix como o nome do jogo.

Dormi o sonho dos deuses, embalado pelo imaginário de uma criança que crescia vendo o Fluminense disputar títulos. Campeões, Carioca e da Taça Guanabara no ano anterior, 2º lugar em ambas as disputas em 1970, só dependíamos da gente para a conquista do título de melhores do país, no ano em que o Brasil conquistou o Tricampeonato Mundial de Futebol, no México.

Todos os clubes participantes do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão. Também conhecido como Taça de Prata. Em realidade, o 1º Campeonato Brasileiro conquistado pelo Fluminense.

Realmente como o meu Pai desejava, às 07h15 já estávamos dentro do clube. Em 1968 ele havia comprado o título de Sócio Proprietário e eu havia me tornado Sócio Contribuinte Infantil.  Conosco estava o meu Avô, o Antonio Sanchez Barreiro, o Careca do Restaurante Yankee Brasil (rua Rodrigo Silva, 32 – Centro) que era simplesmente o lugar onde melhor se comia no Centro da cidade (point da Alta Sociedade capitaneada pelo casal Didu e Teresa de Souza Campos e pela família Moneró, com a ilustre presença dos mais renomados advogados do país como o Ministro Evandro Lins e Silva, Evaristo de Moraes, Wilson Mirza, entre outros, da galera emergente do mercado financeiro como o Edgard Hargreaves e Octávio Willemsens Jr, do banqueiro Tricolor Wilson Xavier e de jornalistas do naipe Hélio Fernandes, Sebastião Nery, Pedro do Couto e Orlando Baptista).

O Restaurante Yankee Brasil na Coluna do Zózimo no Jornal do Brasil.

Vovô, havia sido Presidente da Casa de Galícia (cuja fusão com o Clube Espanhol deu origem à Casa da Espanha cuja sede fica no Humaitá) e era o grande líder da colônia espanhola no Rio de Janeiro. Quando chegava ao Fluminense sempre era parado por amigos e clientes que lá estavam, 100% prosa. E naquela manhã, 19 de dezembro de 1970, não foi diferente.  O clube não se encontrava cheio como de costume, estava muito lotado.  Nas arquibancadas das sociais não cabia mais nenhuma alma, no total haviam umas 3 mil pessoas no estádio das Laranjeiras para ver o último treino.  Do lado de fora, o trânsito caótico, muita buzina, muitos fogos, ambulantes vendendo as faixas de campeão (nunca comprei de véspera, as sandálias da humildade não me permitem).  Uma festa, todos comemoravam os mais de 80 mil ingressos vendidos nos postos de venda como o Teatro Municipal e o Mercadinho Azul.

Galhardo, observado pelo Cesar Maluco, o maior zagueiro central que vi jogar no Fluminense, não perdia nenhuma bola pelo alto. Foto do 1º jogo das finais, contra o Palmeiras.

Mas para chegarmos à final é preciso relembrar a trajetória, inclusive a anterior ao começo do campeonato. E tudo se inicia no início de 1970, para ser exato na pré-temporada: a briga entre o treinador Telê Santana e o Preparador Físico Antonio Clemente.  Já que ambos decidiram um não trabalhar mais com o outro, o Vice Presidente de Futebol (o maior de todos que vi) João Boueri foi fundamental: “Já que você não quer trabalhar com ele, nem ele quer trabalhar com você, só me resta demitir aos 2”… Assumiu o Paulo Amaral.

Isso deixava claro o que era o Fluminense: um CLUBE dirigido por gente SÉRIA, que nunca se preocupou com holofotes, nem com comissões, e sim com conquistar títulos.

Planejamento

Mas na véspera de começar a competição a nossa torcida andava inquieta, afinal de contas ela sabia que o potencial da equipe era maior do que os 2 vices campeonatos (Taça Guanabara e Carioca) e questionava ao treinador Paulo Amaral, que pelo caráter militar que tinha, já havia tido atritos com vários jogadores, entre eles o Samarone e o Marco Antônio.

Mas a Diretoria do Fluminense sabia o verdadeiro sentido do que que é FAZER GESTÃO e não se omitiu na hora de trabalhar o que ninguém vê: os bastidores.  Não aquelas lorotas feitas em mesas de restaurantes da zona oeste comemorando o fato de certas renovações de jogadores da base e de vendas intempestivas e sem transparências.  Mas sim o esmero desde fazer uma tabela que permitisse ao clube jogar as 4 primeiras rodadas em casa (Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e América, pela ordem, 4 vitórias), assim como a montagem de toda estrutura fora do Rio de Janeiro.

A tabela inicial


Por outro lado, o conjunto do time era sensacional. Aquele elenco começou a ser montado definitivamente em 1968 com as chegadas do Félix, do Galhardo e do Assis, que encontraram nas Laranjeiras ao Denilson, ao Samarone, ao Oliveira, ao Wilton, ao Claudio Garcia, ao Jorge Vitório e ao Lula. Com os garotos da base como o Marco Antonio, o Lulinha, o Didi.  A cereja do bolo tinha nome próprio e foi contratado em 1969: Flávio Minuano, a 9 que tinha cheiro de gol.  Em 1970, os reforços vieram para o banco.  Do sul chegaram 3 jogadores: o goleiro Jairo, o meia Jair e o centro avante Mickey. Toninho veio da Bahia e os zagueiros Alberico e Paulo Lubumba de equipes menores.

Do tempo em que o Fluminense era a LOCOMOTIVA DO FUTEBOL BRASILEIRO.

Além disso, fora das 4 linhas era uma seleção mundial: Francisco Laport, um PRESIDENTE (o melhor que vi) de verdade, daqueles que não precisam de holofotes, menos ainda de mentiras. Joaõ Boueri, José Carlos Villela, Zé de Almeida, Almir de Almeida, o Superintendente Seu Murilo e a Secretária Dona Marinete completavam o ataque desse time.  Sem contar a estrutura médica e a financeira.

O José de Almeida (Seu Zé de Almeida) merecia uma estátua dentro do clube. Foi o maior funcionário que o clube teve ao longo da sua história. Dos tempos em que os boquinhas não existiam nas Laranjeiras.

Se aliarmos a isso a presença maciça da nossa torcida, média de público de 41 mil pessoas nos 11 jogos do Maracanã, sendo 27.360 presentes de fluxo por partida nas 4 primeiras rodadas.

As 4 primeiras rodadas no Maracanã com média de 27.360 presentes.

Sem lugar à dúvida foi o Campeonato Brasileiro mais difícil de todos os tempos, os 22 jogadores Campeões do Mundo pela Seleção Brasileira no México, participaram. Não teve jogo fácil, basta ver a classificação final da 1ª fase.

Para o meu gosto a principal atuação do Fluminense foi na vitória contra o Palmeiras (a Grande ACADEMIA, campeã brasileira em 1967 e 1969), em São Paulo, por 3 a 0.  O Flávio marcou os 3 gols, o Félix defendeu um pênalti e o Galhardo e o Assis acabaram com a banca do Cesar Maluco que antes do jogo disse que iria fazer e acontecer com a gente.  Conclusão: no 3º RIPA NA CHULIPA foi jogar no meio de campo, além de posteriormente desperdiçar a penalidade máxima que foi magistralmente defendida pelo nosso arqueiro.

3 a 0 no Palmeiras de Ademir da Guia, Cesar, Dudu, Hector Silva (uruguaio) e Baldochi, dentro do Pacaembu. Aula magna.

Nas últimas paridas da fase de classificação o Fluminense caiu um pouco de produção, com a torcida mais uma vez questionando ao Paulo Amaral, tanto que chegamos na última rodada detrás do Flamengo e um ponto na frente do Inter, na disputa pela 2ª colocação que também dava acesso ao quadrangular final.

O treinador Paulo Amaral teve problemas de relacionamento com os jogadores, principalmente com o Samarone e o Marco Antônio

O sábado 5 de dezembro foi tenso, mas os anjos estiveram conosco: o Flamengo foi derrotado em pleno Pacaembu pelo Corinthians por 1 a 0, jogo que inclusive foi transmitido ao vivo para a Guanabara. E mesmo com a vitória do Inter por 3 a 1 em cima do Atlético Mineiro, as possibilidades do Fluminense eram difíceis, porém ótimas… bastava empatar com o Atlético Paranaense… ficaríamos com mais vitórias (8, as mesmas do Inter) e com 10 gols de saldo (contra 9 do Flamengo e do Inter).

Jogo contra o Atlético Paranaense. Tenso. Muita porrada, os caras estavam com incentivo extra. Nas fotos o Samarone marcado por 3 adversários e o Didi sofrendo uma falta não marcada pelo árbitro.

E apesar da arbitragem e mesmo sem o Flávio e sem o lateral artilheiro Marco Antônio, mas com gol de Mickey e com a melhor das melhores atuações do Felix com a nossa camisa (mais uma vez THE BEST em campo) conseguimos o empate.

CLASSIFICADOS…

Classificação final da 1ª fase. Classificados.

Os favoritos eram o Palmeiras e o Cruzeiro, o Atlético Mineiro de Telê estava em ascensão e o Fluminense o azarão.  Mais uma vez os bastidores nos ajudaram: a primeira e a última partida em casa.

De saída, 1 a 0, Mickey, no bicho papão do Palmeiras… De cabeça, quer dizer, de orelha.

Estrutura médica. Como dizia o saudoso e eterno Presidente Manoel Schwartz: “Futebol também se ganha dentro de campo”.

No 2º jogo, a teórica zebra: 1 a 0 no Cruzeiro em pleno Mineirão em cima de um timaço que tinha nada mais nada menos do que Tostão, Piazza, Brito e Fontana (campeões no México pelo Brasil), além de Dirceu Lopes, Zé Carlos, Raul e Natal. Novamente o gol de Mickey, com o Denilson e o Samarone (que foi absurdamente expulso) acabando com o jogo, com o Galhardo e Assis como Imperadores da nossa área e um Félix espetacular. Sem esquecer da arbitragem safada do Sebastião Rufino, que fez de tudo para nos ferrar.

No dia seguinte à vitória contra o Cruzeiro dentro do Mineirão, a nossa torcida fez passeata na Avenida Rio Branco e invadiu o Aeroporto Santos Dumont, carregando os jogadores como verdadeiros heróis.

E o sonho tinha tudo para ser realidade, bastava continuar com as sandálias da humildade… E assim seria!

Mickey, o autor dos 4 gols decisivos, em 3 momentos da conquista.

Até que chega o mágico dia 20 de dezembro de 1970 (pausa, preciso de um copo de água, senão não consigo terminar este texto, a emoção é imensa, lembro do MEU PAI).  Maracanã lotado, naquela época em qualquer jogo com mais de 100 mil pessoas, você poderia contabilizar 20% a mais de caronas no público presente.  Então esqueça isso de que foram somente 112 mil pessoas (nº de ingressos vendidos). Haviam mais de 135 mil cidadãos, jovens, adolescentes e crianças no Maracanã, num jogo de uma torcida só.

Show nas arquibancadas e apesar do empate nos dar o título, o nosso time saiu para ganhar o jogo. Fizemos 1 a 0, com o Mickey (marcou os mágicos e santos 4 gols que decidiram as últimas 4 partidas). O Atlético empatou e mesmo sem o nosso líder Samarone em campo, os nossos LEÕES Denilson, Galhardo, Assis, Oliveira e Didi, puseram aquela GARRA de heróis, enquanto a magia ficava a cargo do Marco Antônio, do Claudio Garcia, do Cafuringa e do Lula. O Félix, ahhh porra, o MEU ÍDOLO FÉLIX agarrou pra caralho (me permitam esse momento).

Meu ÍDOLO Félix ao lado, do não menos importante, Jorge Vitório, o EXCELENTE goleiro reserva.

Para terminar, entendam com os quadros abaixo O QUE ERA O FLUMINENSE, um clube dirigido por GENTE que não precisava de dar mais de 2 treinos, nem visitar vestiários, nem tomar banho nas banheiras térmicas do Maracanã.

O então jovem Preparador Físico Carlos Alberto Parreira (outro que merece uma estátua no Fluminense) já se mostrava um profissional diferenciado.
João Boueri, o maior Vice Presidente de Futebol que vi no Fluminense. Muito perto dele estão Newton Graúna, Antonio Castro Gil (meu Tio) e Alcides Antunes. Boueri, ao contrário dos amantes de holofote, de espelhos, de vaidades, de gabinetes do ódio nas redes sociais, nunca precisou aparecer. Ao contrário dos amantes de comissões, teve que se desfazer de 2 imóveis para ajudar ao Fluminense a cumprir financeiramente com o que havia se comprometido com os atletas.

O meu Natal durou até janeiro quando a MINHA MÃE, que também era Tricolor e SÓCIA do clube me deu o presente abaixo, o time de botão CAMPEÃO DO BRASIL.

Havia chegado a hora de chamar a Seleção Brasileira para outro amistoso!

O segundo amistoso contra a Seleção Brasileira, desfalcada do Félix, só poderia terminar de uma forma: 1 a 0 com gol do Mickey.

Em memória dos MEUS PAIS, do MEU AVÔ e dos MEUS TIOS.

Em memória daqueles que construíram o VERDADEIRO FLUMINENSE com inteligência, sem vaidades, sem oportunismos, sem comissões, sem parcerias ocultas com empresários.  É por esse FLUMINENSE que eu vou lutar até o dia da minha morte.

50 anos depois esse dia continua me emocionando

Fontes:

Revista Placar

Jornal dos Sport

Hemeroteca Digital Brasileira

Blog do Marcão

Flumania

Você já deu mais de 2 treinos? (por Antonio Gonzalez)

Há 36 anos o dia 16 de dezembro vinha sendo mágico na HISTÓRIA do Fluminense: a tarde noite em que o Carrasco Assis, tal qual um beija-flor, parou no ar e fez do Fillol (goleiro rubro-negro que trazia no currículo ter sido campeão do mundo pela Seleção Argentina em 1978) uma estátua de latão enferrujado.  Fluminense Bicampeão Carioca. 

Assis, o Carrasco, parou no ar e abriu o placar

Na jogada do gol, o milimétrico cruzamento do Aldo, desenhado pelo passe genial, do sempre inteligente, Renê Weber. Como o falecido Claudio Coutinho (treinador da Seleção Brasileira no Mundial de 1978) afirmava em cima das suas neo-definições do que sempre existiu no futebol: o passe do Renê apostou no “ponto futuro” que gerou o overlaping” do Aldo… Traduzindo, nada diferente do que faziam os nossos Marco Antônio e Lula entre 1969 e 1973.

O Renê lança o Aldo que cruza para o Assis, na voz do José Carlos Araújo

Isso é genética, isso é DNA do Fluminense.

Ontem a vida nos levou o Renê Weber, mais uma vítima do Covid-19, essa gripe mortal pessimamente gerida por um governo genocida que tem um fantoche como Ministro da Saúde (que tenha calma a sua descendência!).  Meu Tio, Antonio Castro Gil, Vice Presidente de Futebol do Fluminense entre 1984 e 1986, pessoa radical na forma de ver e fazer futebol, não se omitia na hora de dizer: “O Renê é o jogador mais inteligente do time, conhece todas as variações táticas pertinentes, é a continuação do Parreira dentro das 4 linhas”.

Na foto, Renê Weber carregando o nosso pavilhão, entre o Assis e o Branco.

Porra, se o Castro Gil, meu Tio, dizia isso, quem sou eu, um reles mortal em dizer algo de direção contrária.

O certo é que o Renê Weber foi um jogador que honrou a nossa camisa. Vinha da escola gaúcha, mas trazia consigo toda uma versatilidade ainda hoje, mais do que nunca, exibida nos gramados europeus.

Mas o time do Tri era muito mais do que 11 jogadores escalados ao azar e que deram certo: Paulinho, Renê, Leomir, Vica, Renato, Wilsinho e Getúlio faziam parte dos teóricos suplentes.

Isso é fazer um elenco forte e competitivo, o oposto do que fazem o Gerente de Futebol, Paulo Angioni e o multi-função Mario Bittencourt.  Há tempos venho alertando que fatores extra campo (GRAÇAS A DEUS) vem maquiando a realidade do que pode o Fluminense apresentar como resultante final.  A nossa colocação sempre foi (mais uma vez, GRAÇAS A DEUS) ilusória.  Mas como mesmo dizem os mensageiros da (indi)gestão: vocês não estão preparados para essa conversa.

Que Fluminense você quer?

A Torcida do Fluminense vive em tempos de dúvida cruel: ou somos os melhores do mundo e temos chances de sermos campeões do Brasileiro… ou somos uma merda que perde para os pequenos.

Ora senhores, nem tanto ao céu, nem tanto ao mar e muito menos à terra: o Fluminense tem um elenco muito mal montado, muito desequilibrado, velho e cansino, para não falar cansado.  E se a pessoa que dirige se submete aos donos do vestiário e aos donos do clube, periga ser isso que acabamos vendo contra o Vasco e ontem à noite.

Danilo Barcelos ou Egídio? Sério que você quer esse modelo de discussão?

Mas o toque de atenção passa pela Torcida do Fluminense.  Repito, se em 1984 a gente tinha no banco Paulinho, Renê, Leomir, Vica, Renato, Wilsinho e Getúlio… E ontem a discussão do Twitter era se o Danilo Barcelos deveria jogar no lugar do Egídio 300 mil e se o Nino deveria jogar no lugar do ABUELO Matheus Ferraz.

Galera: não dá para passar por aí.  Se é esse o nível de debate significa que está tudo errado. Comparar cagalhão duro com cocô mole é esquecer do que realmente é SER TRICOLOR.

Time de Guerreiros é isso: na bola e na porrada: Leomir, Renê, Duílio e Vica, protegendo ao Romerito. Precisa explicar algo mais?

Ou nos assumimos como torcida de clube grande e nos portamos como tal, ou é melhor reconhecer o apequenamento que nos direciona a ser um futuro Coritiba, ou como o ex amigo do Presidente Mario Bittencourt, o então Presidente Peter Siemsen pregava, cabia ao Fluminense ser o Fullham ou o Everton tupiniquim.

Há 10 anos a Laranjeiras da Flusócio com Peter, Fernando Simone, Mario Bittencourt, Celso Barros, patina.  Fizeram a opção pela não gestão, braços dados com os donos dos Esportes Olímpicos.

Então meu caro amigo, a questão é conceitual:

que Fluminense você quer? 

O medroso, o do gol sofrido, o do lutamos como nunca mas perdemos como sempre, o que sempre encontra a desculpa das supostas manipulações da Tv Globo em prol do arquirrival da Gávea…

Ou você definitivamente não vai jogar o seu voto fora, menos ainda acreditar em falsos profetas que em anos eleitorais prometem construir uma pista de esqui nas montanhas geladas do Rio de Janeiro.

Mas para essa transformação em novo modelo de gestão é preciso trabalhar.  Não dá para ter uma oposição despreparada, xiita e ao mesmo tempo conservadora em hábitos, pensando que a solução para se ganhar uma eleição no clube passa pela união com os donos dos Esportes Olímpicos.

Por falar em Esportes Olímpicos, quanto pagam de mensalidade os sócios atletas? Supostamente tem 400 que tem algum tipo de benesse… Por sinal votaram Peter, Abad e Mário.

Sobre o jogo de ontem a noite, só um jogador entrou em campo 100% antenado, foi o Marcos Felipe, se não fossem 3 intervenções de gol, teria sido uma goleada de escândalo.

Na visão macro, o Marlon Freitas do Atlético Goianiense (cria de Xerém e menosprezado pela nossa torcida) foi o melhor homem em campo.  Por sinal, esse atleta é melhor do que todos os meio campistas que entrando em campo vestido a camisa branca (por sinal linda) do Tricolor das Laranjeiras.

A culpa é do Marcão? Tanto como foi do Odair, só que este era um burro com sorte, que teve a visão de ver que os últimos 15 jogos do campeonato seriam cruciais para o futuro do Flu na competição.

São Paulo, Flamengo e Corinthians são os nossos próximos adversários. Serão 3 jogos de extrema dificuldade e que certamente definirão o nosso futuro de cara à participação na Libertadores de 2021.

Depois faltarão 9 partidas, algumas delas com pegadinha e pegadões: Sport, Bahia, Atlético Mineiro, Ceará e Fortaleza, jogarão contra nós com a necessidade de pontuar para mantes as suas ambições de cara ao futuro.  E teremos o Coritiba, o Botafogo e o Coritiba como franco atiradores, sem contar o Santos que vai brigar pelo G-8.

Diante do ocorrido até agora, a classificação para a Libertadores é obrigação

Mas a arrogância dissimulada por mentiras na falta de transparência traz consigo uma grande pergunta ainda não traduzida em verdade:

E VOCÊ JÁ DEU MAIS DE 2 TREINOS?

O Marcão só tem um caminho, o de rejuvenescer o time.  Dane-se que seja com os cabeças de bagre… mas tem que colocar gente para correr, além de como no ano passado, fechar a casinha, colocando um volante como 3º zagueiro.  As tartarugas Fred, Hudson, Nenê, Matheus Ferraz, Egídio e Ganso, não devem nem ser relacionados.

Em tempo: na final do Campeonato Carioca de 1984 o Fluminense jogou desfalcado do Ricardo Gomes, do Branco, do Jandir e do Deley.  Hoje todos os 4 seriam jogadores do Real Madrid ou do Barcelona… E a nossa torcida insiste em discutir se é o Danilo Barcelos e o Nino que resolverão os nossos problemas dentro do campo.

CAMPEÕES!!!! Sem Ricardo Gomes, sem Branco, sem Jandir e sem Deley… E você quer discutir o Egídio ou o Danilo Barcelos?

Ou muda-se o modelo e parte-se para uma GESTÃO DE TRANSFORMAÇÃO ou na próxima década estaremos enchendo a boca para falar das conquistas da década de 1980, e lamentar o fim da UNIMED.

No mais, apesar de ainda faltarem 6 pontos, não acredito em nenhuma possibilidade de rebaixamento.

Lamento uma não classificação para a Libertadores: a questão financeira seria abalada em todas as nuances.

Finalizando… 1, 2, 3, 4, 5, mil eu quero que a Covid vá para a puta que pariu!

Roupa Nova Whisky a go go (Edition & Remastered by Daniel Winter)

Não poderia terminar este texto sem falar da passagem do Tricolor Paulinho, vocalista da banda de Tricolores, o Roupa nova. Já são 183.822 mortos. Se você não se impressiona com essas mortes é porque você pertence a outro time, quer dizer, a outro tipo de pessoas. Felizmente nadamos em lados opostos.

Finalizando: Basta! Os 10 anos de Peterzismo estão acabando com o Fluminense! Basta de balcão de compra e venda de jogadores… vendas de bons e compras de mediocres!

A ave fênix do Seu Aloysio e a hora de quebrar um tabu (por Antonio Gonzalez)

Foi uma semana chata, daquelas que te reservam notícias tristes para todos os dias.  Do nada o Eduardo Galvão das novelas da Globo, o Ciminelli da Força Flu, o Farid de Nilópolis e da Beija-Flor, o Ubirany do Fundo de Quintal… Pá, pá, pá e pá… De golpe, sem segundas partes.  Todos perdemos um pedaço de nossas vidas, reféns que somos  dos nossos nãos, o não do não fomos capazes de dizer não e o não daqueles que não querem ver qualquer coisa que não seja o não que esconde a vergonha do sim que serviu de opção.

Somados a isso os mais de 180 mil mortos daqueles que não nos são próximos, os anônimos, os descampados da sociedade, aqueles que não tem nenhuma voz além do silêncio. Sem classes, sem cores, sem sexos… no liquidificador do Covid-19 a sugestão de convivência se resume a ser binária: uns vão viver enquanto outros vão morrer. Entre o S.U.S e o Plano de Saúde, o tempero azeda na falta de paladar e sem olfato perde-se o rumo de casa. E da razão de continuar optando a viver.

Pena dos que não aprendem e insistem em não aprender, o Covid-19 é muito mais do que uma gripezinha, é assassino.

Hoje o Fluminense, neste domingo 13 de dezembro, jogará em  São Januário às 20h30, uma partida que traz consigo uma oportunidade única, além dos 3 pontos que nos dariam uma 4ª ou 5ª posição na luta pela classificação para a Libertadores: QUEBRAR UMA ESCRITA QUE OFICIALMENTE EXISTE HÁ 55 ANOS.

As 2 últimas vitórias do Fluminense em São Januário

A última vez em que o nosso Tricolor venceu à equipe cruzmaltina no estádio da Barreira do Vasco foi em 1973.  Foi num desses torneios de verão: “O Torneio Internacional de Verão foi uma competição internacional amistosa de futebol disputada na cidade do Rio de Janeiro em 1973, que teve a participação de quatro equipes, duas argentinas e duas brasileiras, com três rodadas programadas para serem cumpridas, nas quais todas as equipes envolvidas se enfrentariam, sendo campeã aquela que tivesse o melhor aproveitamento.”

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Torneio_Internacional_de_Ver%C3%A3o_do_Rio_de_Janeiro_de_1973)

O Argentino Juniors, o Atlanta, o Vasco e o Fluminense, foram os clubes participantes.  Todos os jogos foram em São Januário. Acompanhei o meu PAI e os meus tios aos 3 jogos.  O Tricolor começou vencendo ao Atlanta por 1 a 0, posteriormente empatou em 1 a 1 com o Argentino Juniors.  A final contra o Vasco, que também trazia 1 vitória e 1 empate na campanha, foi decidida a nosso favor com um gol do Lula, certamente o melhor ponta esquerda ofensivo que vi jogar.  Campeões sim, mas não era uma competição oficial.

Lula, o ponta artilheiro. Sensacional camisa 11 puro. Jogador honesto com a nossa camisa
Campeão, mas esse time acabou nessa competição. o 1º turno do Carioca foi um fiasco, a equipe foi obrigada a passar por uma grande transformação: Bruñel, Pintinho, Kleber, Rubens Galaxe, Marquinhos, Dionísio e Manfrini, jogaram e foram titulares. O Duque assumiu o comando da equipe.

Portanto temos que voltar mais no tempo para falar de uma vitória OFICIAL sobre os vascaínos em São Januário. Foi num domingo, 7 de novembro de 1965.  Os 2 gols de Amoroso decidiram o jogo a nosso favor.

Amoroso, um PANZER, um 9 dos de antes. Hoje seria jogador de grande clube europeu
Fim de ciclo (fomos campeões em 1964). Dessa escalação somente o Denilson chegou ao time de 1969.

1965 foi um ano fraquinho, de bom apenas a conquista do Torneio Início, numa final contra a mulambada. Esse torneio tinha suas regras singulares… 3 empates decididos nos pênaltis… Campo Grande, América e Flamengo ficaram pelo caminho. Essa foi a única taça naquele tempo de transição.

Vivendo e aprendendo… Eu só vi o Torneio Início de 1978

Achei acertada a escolha do Marcão que foi alvo das minhas críticas em 2019.  Continuo pensando que é fraco, mas diante do que o mercado de ocasião proporciona, pelo menos já sabe como rema o remo que lhe dão e permitem.  Recebe o time cuja classificação é melhor do que a do ano passado, mas o elenco é pior e envelhecido.  Vai ter que administrar o vestiário que peca por excesso de veterania.

Desejo que o Marcão tenha uma big estreia, seria a confirmação do Fluminense como sério aspirante à disputa de uma vaga para a Libertadores 2021.   O segundo grande barato seria empurrar o Vasco de cara ao abismo, criando alicerces profundos com o Z-4.

Por último, a quebra dessa escrita, 47 ou 55 anos são muitos, essa batalha merece mais do que nunca o espírito do VENCER OU VENCER.

Vencer ou Vencer, SEMPRE!!!

Em 1998, no dia seguinte ao terceiro rebaixamento seguido do Fluminense, vitimado pelos inoperantes presidentes Gil Carneiro e Álvaro Barcellos (a HISTÓRIA NÃO SE INVENTA), o Tricolor Aloysio Aureo de Carvalho, pela manhã cedinho dirigiu-se ao Maracanã para a sua caminhada matinal, o que fazia habitualmente.

Só que aquela manhã que deveria significar para muitos a morte do Fluminense, para alguns poucos significava o recomeço.

E um desses poucos era o Seu Aloysio, que como GUERREIRO não pensou 2 vezes em exibir, durante as suas voltas olímpicas ao Estádio Mario Filho, a sua sagrada armadura para a batalha da reconstrução: o manto universal, a CAMISA DO FLUMINENSE.

Máximo Respeito

Questionado se o Tricolor havia chegado ao seu fim, retrucou de forma impositiva: o Fluminense ressurgirá como a ave Fênix.  22 anos depois o Fluminense, mesmo mal administrado, continua vivo.

Seu Aloysio

Seu Aloysio acaba de nos deixar, mais uma grande perda que esta semana amargamente nos presenteou. Fez a passagem como o GUERREIRO que é.

Graças a PAIS Tricolores como o Seu Aloysio e o meu PAI,  o Fluminense é ETERNO.

A Fênix

O sábado resolveu marcar presença, vítima de complicações derivadas do Mal de Alzheimer, o Escurinho, jogador que marcou época no Fluminense, faleceu. Conquistou os Campeonatos Carioca de 1959 e 1964, além dos Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960.

Escurinho, ÍDOLO do meu PAI

Quando meu PAI escolheu ao Fluminense, o Escurinho era uma das referências do clube: 490 jogos e 110 gols. Um time fantástico!

Este time alcançou a maior série invicta do Fluminense no Campeonato Carioca. 32 jogos sem perder entre 1959 e 1960. Em pé: Clóvis, Jair Marinho, Edmílson, Altair, Castilho e Pinheiro. Agachados: Maurinho, Paulinho, Waldo, Telê e Escurinho

Não poderia deixar passar em branco o 50º aniversário da Torcida Young Flu. 50 anos não são 50 dias. Toda uma HISTÓRIA construída. Um forte abraço para o Armando Alcoforado, um dos seus fundadores. O Fluminense deve muito às suas Torcidas Organizadas.

Seu Armando, acima de tudo FLUMINENSE! Tem o meu máximo respeito.

A vida é assim e eu sou o contrário do assim do assado. A cegueira assusta, de tão absurdamente invidente, escolho a distância, aposto na avenida do eu sozinho.

Para o meu amigo Marcelão, filho do Seu Aloysio, um forte abraço.

E a música para encorpar esse texto somente poderia ter uma escolha: PAI

A introdução emociona

50 anos de Força Flu em 50 imagens (por Antonio Gonzalez)

VINTE E CINCO DE NOVEMBRO DE MIL, NOVECENTOS E SETENTA… mais do que uma simples data, um verdadeiro marco na HISTÓRIA do Fluminense.

Em campo, entre outros: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis, Marco Antônio, Didi, Cafuringa, Lula, Mickey, Samarone… liderados pelo Capitão Denilson, o Rei Zulu… nas arquibancadas nascia a lenda verde, a Força Flu.

Meu Tio Lorenzo já havia chegado em casa com a novidade: “Sou da Fôrça Flu” e me mostrou a carteirinha, sócio número 09… Fundador sim senhor, “A Organização em Torcida” dizia o impresso.

Mas antes de começar a listar as 50 imagens que escolhi, tenho a obrigação de falar dos primeiros passos. E para falar do começo era preciso pesquisar, as portas, onde bater, eu sabia onde estavam, obviamente nos álbuns da minha infância.

No México, no dia 26 de junho de 1970, o Tricolor João Augusto, conhecido como G.B., comemorava em pleno estádio Azteca a conquista do Tricampeonato Mundial, pela Seleção Brasileira.

Mas a leitura do momento exigia muito mais, do outro lado das arquibancadas a faixa da torcida italiana, com as cores do Fluminense, FORZA AZZURRA!

E a tradução imediata traduzida em ideia: FÔRÇA FLU (então existia o acento circunflexo na letra O).

João Augusto, o G.B.

Em questão de semanas a ideia começou a ganhar corpo, uma faixa surge no cenário. O Jornal do Brasil era um periódico de peso, seu Caderno B era imponente e o Zózimo era o melhor colunista social naquele 1970.

Jornal do Brasil, coluna do Zózimo, 5 de agosto de 1970 – a ideia ganha corpo

Os meses passam, o nosso time fez um Campeonato Brasileiro de excelência: craques e machos que nunca fugiram de qualquer guerra… tinha craque, tinha testículo… Aquele 0 x 3 no campeão do ano anterior, o Palmeiras, no dia 7 de novembro, em pleno Morumbi definia aqueles homens que dignificavam as nossas cores: 3 gols do Flávio, que foi expulso, o Félix foi o melhor em campo (defendeu um penalti) e o Galhardo não perdeu nenhuma disputa contra o perigoso César Maluco.

Nos classificamos para o quadrangular final ao empatar com o Atlético Paranaense, em Curitiba, gol do Mickey…

No primeiro jogo das finais, Maracanã, 1 a 0 no Palmeiras, Mickey…

16/12/1970… A segunda partida era contra o Cruzeiro de Tostão, Piazza, Dirceu Lopes, Raul, entre outros… Franco favorito, nós de azarão. 1 a 0, outra vez Mickey.

Na manhã do dia seguinte, o Centro da Cidade do Rio de Janeiro, em pleno cinturão nervoso da avenida Rio Branco, no auge da Ditadura, a TORCIDA DO FLUMINENSE transformou a anarquia em ordem do dia. E quem se atrevia a ir em contra da massa verde, branco e grená?

Jornal dos Sports – 18/12/1970
Caravana Força Flu – regresso de Belo Horizonte, em 1970
A TORCIDA DO FLUMINENSE saiu em passeata em plena Ditadura
Os 3 ônibus alugados à Viação Normandi chegando na Avenida Rio Branco

Definitivamente aquele foi o Batismo de fogo da Fôrça Flu… Zenildo Costa de Araújo, o 1º Presidente, há mais de 30 anos Benemérito do clube, comandava a massa.

49 anos e onze meses depois estamos comemorando o quinquagésimo aniversário da TFF. Colocarei aqui imagens que marcaram época, não pretendo fazer cronologia… Isso aqui é Força Flu, terra de “olho parado” (com a devida licença do Ninja, o Sincero)…

  1. Componente, Diretor de Relações Públicas, Presidente Interino, Presidente…. Caminho percorrido entre 14/07/1978 e 29/05/1981
Cheguei na TFF com 16 anos

2 – O Fla-Flu final em 1995… O gol de barriga tinha que receber uma recepção desse tamanho.

O inferno se vestiu de VERDE!

3 – O Edinho foi um dos maiores ídolos da HISTÓRIA do Fluminense. Último e legítimo representante da Máquina 75/76 a deixar o clube. O maior zagueiro que vi jogar, líder, artilheiro. Quando a diretoria decidiu vendê-lo a Força Flu foi para dentro. Capa do Jornal dos Sports.

E o pior, continuam lá, os que não gostam de torcedor e de futebol.

4 – A chegada de um craque internacional em 1984: Romerito desembarca vestindo a camisa da Força Flu, tendo o Heitor D’Alincourt como Mestre de Cerimônias que lhe ensinou o caminho das Laranjeiras.

Heitor D’Alincourt, MEU IRMÃO

5 – O primeiro Informativo. A transparência nascida nas arquibancadas. Nada a esconder. Julho de 1971, sempre com posicionamento: Tudo para o Fluminense.

08/07/1971

6 – 1981, passamos das 30 bandeiras… a torcida crescia, muito OLHO PARADO e isso era excelente. Voz e braço em crescimento.

Naqueles anos, a quantidade de bandeiras significava poder

7 – Revista Fatos e Fotos, 1973… a TFF serviu para ilustrar uma matéria sobre seguros para torcedores nos estádios. Naquele momento já era a maior da antiga Guanabara.

A maior da Guanabara

8 – O Jornal da Barra de propriedade do Pai do nosso componente Nilo Gazé, publicou um texto sobre a torcida. Em 1979 a Força Flu declarava guerra à política da administração de um dos piores Presidentes do Fluminense de todos os tempos: Sylvio Vasconcelos. Esse texto foi o primeiro aviso da nossa insatisfação. A TFF havia encorpado com muitos sócios do clube. Fórmula matemática sem erro: Força Flu + sócio do Fluminense. A nossa voz não tem preço.

FORÇA FLU, EXEMPLO DE FORÇA E DE FLU

9 – Em 1982 a coisa ficou feia. Certas derrotas se tornaram difíceis de aceitar. Uma delas foi para a Portuguesa da Ilha do Governador por 2 a 1 em pleno Maracanã, num sábado à tarde, com 2 gols do Rico, ponta direita, revelado pelo Botafogo. Teve jogador que nunca mais vestiu a camisa do Fluminense.

A Torcida sempre foi soberana

10 – 1982 foi um ano de muitas lutas: diversas pichações, visitas a dirigentes, conversas diretas com jogadores… isso aqui é Fluminense. A minha geração exigia um Flu Forte.

A Força Flu em estado puro

11 – Mesmo nos piores momentos como em 1979, a festa sempre esteve presente. A nossa maior senha de identidade, o talco, o pó de arroz, sempre esteve nas arquibancadas.

A Força Flu voltava a ter voz definitivamente

12 – A primeira carta para o Jornal dos Sports, 29/09/78. A página 2 do JS era sagrada, nessa publicação eu entrava sem bater na porta.

A primeira carta a gente nunca esquece

13 – Destemidos, a Torcida do Fluminense em 1981 bateu de frente contra o maior órgão da Ditadura relacionado aos esportes… O CND, Conselho Nacional de Deportes. 39 anos depois continuamos aqui, na luta. Sem medos. TRICOLORES NÃO CONFUNDAM FIDALGUIA E NOBREZA, COM SUBMISSÃO E SUBSERVIÊNCIA. O curso de Datilografia, na Remington, numa sobreloja da rua México, servia e muito, para as Notas Oficiais que eram escritas lá em casa.

Interesses estranhos sempre prejudicaram ao Fluminense.

14 – No início de 1980 a Torcida resolveu lançar outro Boletim Informativo… Aquela Remington 20 (máquina de escrever) foi fiel companheira, as arquibancadas entendiam através daquelas letras que a Força Flu era mais do que uma Torcida Organizada.

Boletim Informativo – 1980 – Fotocopiado em plena LBV

15 – No início de 1983 já tínhamos 70 bandeiras, mas a ambição era passar das 100. As grandes da época tinham essa marca.

Esse colorido era marca da casa

16 – A credencial da SUDERJ servia para ter livre acesso ao Maracanã e a todos os estádios do Rio de Janeiro. Essa é a de 1984. Ter esse documento me permitia entrar no Maracanã em qualquer dia da semana, a qualquer hora e nos dias de jogos do Fluminense, antes dos portões abrirem. Todo um ritual. Teve domingo, com partida às 17 horas, da gente chegar às 9 da manhã. Na final de 1980, dormimos na sala, de sábado para domingo. Simples assim!

A responsabilidade e os deveres de uma credencial eram pesados. Começando que a PM te chamava pelo nome

17 – Fluminense x Americano, 1995, nas Laranjeiras. Festa, sempre muita festa. Como sempre marcando tendência… O inferno se vestia de verde.

Laranjeiras é a nossa casa

18 – Caravanas… 1981… tomamos uma decisão… em todos os jogos fora do Rio a nossa faixa tinha que estar presente. Canindé, Fluminense x Portuguesa, 2 ônibus.

Nesse jogo, no centro da cidade de São Paulo, na na praça próxima à antiga rodoviária, ecoou o nome da Força Flu

19 – Logo assim que cheguei em julho de 1978 a situação era triste: 1 faixa cheia de buracos, 3 bandeiras rasgadas e 1 surdo furado. RECONSTRUÇÃO foi a palavra de guerra. ESSA FOI A PRIMEIRA BANDEIRA QUE DEI PARA A FORÇA FLU… Ainda novo na arte de pintar bandeiras, utilizei tinta cara e pincel diminuto. Cheguei no Maracanã sem avisar a ninguém o que tinha entre mãos. Quando a bandeira apareceu sozinha saindo do túnel do meio de campo poucos entenderam. Prazer, pode me chamar de Antonio.

A primeira bandeira a gente nunca esquece

20 – 1995 na final do carioca a Força Flu apresentava o seu primeiro bandeirão, que levava o patrocínio da Veggi. Foi uma das surpresas daquela tarde inesquecível.

Com direito a gol de barriga

21 – A torcida que cobrava mesmo na vitória: de óculos o Zezé, que foi o meu melhor companheiro de diretoria, um visionário das arquibancadas. Odiado por todas as outras torcidas do Rio de Janeiro. Nós éramos tão opostos, mas nos complementamos na Força Flu. Ao seu lado, Heitor D’Alincourt, o melhor amigo, IRMÃO, que o Fluminense e a Força Flu me deram.

1983, mesmo campeões, uma torcida que sempre cobrava

22 – O Boletim Informativo de 1994 parece que foi escrito para ser lido a cada década posterior… Essa tipo de administração do clube se repete há mais de 30 anos. Então o Fluminense levava 9 anos sem conquistar um título de expressão. Como o próprio Presidente do Fluminense , Dr. Arnaldo Santhiago, disse na época: “A Força Flu é o meu maior pesadelo”… Conclusão: em menos de um ano TODOS OS TRICOLORES gritavam É CAMPEÃO!

Eu vejo o futuro repetir o passado

23 – Em 1983 o Botafogo comemorava 15 anos sem conquistar um título. O Botafoguense sempre foi o torcedor mais chato de todos, não à toa era chamado de Pato Donald. Para homenagear a data, no 1º turno do campeonato estadual desse ano, a Força Flu levou para o Maracanã, 2 patos com direito a desfile pelos corredores e arquibancadas do estádio.

Levamos os patos no sábado para o Maracanã. No domingo, ao abrir a nossa sala encontramos toneladas de cocô de pato

24 – No meio de 1982 disputou-se, depois do Campeonato Brasileiro, o Torneio dos Campeões que foi uma competição oficial promovida pela Confederação Brasileira de Futebol.  O campeão foi o América do Rio de Janeiro. O Fluminense fez uma péssima campanha. Em tempos em que não existiam redes sociais e sim fichas para os telefones, 500 Tricolores, comandados pelo Zezé e por mim, invadiram as Laranjeiras. Rolou cadeirada, teve segurança que puxou a arma e entrou na porrada. Essa foi a nossa maior ação. A partir dali, o respeito pela Força Flu passou a ser nacional. Ali definitivamente, mesmo depois com outros atos menores, nascia o time do Tri.

Cadeiradas e ameaças de tiro… Ninguém calava aquela Força Flu

25 – Um símbolo, a IDENTIDADE… Em janeiro de 1994 o Tato que era o Presidente da Força Flu me deu carta branca: “Quero que você atue livremente, você conhece bem mais a torcida do que eu”… Humildemente disse-lhe que sim… Uma das primeiras medidas foi a da identidade visual. Ali nascia o Navajo da Força Flu, que felizmente a atual diretoria (que vem realizando um excelente trabalho) resolveu resgatar.

26 – Um trio de ouro nessa foto do início de 1975: A nossa ETERNA MADRINHA Tia Helena, a maior musa de todos os tempos, a Lette e o meu mentor (de barba) a quem tive o prazer de suceder, o então Presidente Ricardo Belford Kornalewski.

Tia Helena Lacerda, Lette e Ricardo Belford

27 – Na final contra o Vasco da Gama em 1980, a torcida veio pesada… Mais de 500 quilos de talco. Para quem não sabe o que era isso, simplesmente o Maracanã se vestia de névoa por 5 minutos.

DNA de todo Tricolor, o talco

28 – Em 1980, surgiu um personagem, então enigmático, o Mão Verde. Naqueles tempos, ao assassinar, o Esquadrão da Morte colocava um cartaz no corpo da vítima, com o desenho de uma caveira e a inscrição Mão Branca. Até que surgiu, através do Itamar, Diretor da TFF, o personagem da torcida. Durante anos muita gente quis saber quem era o Mão Verde. Contrataram o Claudio Adão, meses depois conquistamos o Campeonato Carioca.

Mão Verde de noite, de dia Itamar Guinle (só os fortes entenderão)

29 – 1981, 1982 e 1983 foram anos muito intensos no clube: entre os sócios era a galera do futebol contra o pessoal dos Esportes Olímpicos. Foi uma guerra civil. O Zezé foi processado pelo então Presidente Sylvio Kelly. A Força Flu nunca se omitiu, nunca me escondi. Essa carta, escrita no primeiro semestre de 1983, revela que muita coisa não mudou… Apenas a minha geração envelheceu… Nas entrelinhas, a minha mensagem também serve para os dias de hoje.

37 anos depois essa carta continua colocando o dedo na ferida

30 – Para quem não sabe a gestão Sylvio Kelly colocou um circo dentro do estádio das Laranjeiras, uma lona para show… No começo era para o Reveillon de 81 para 82, depois para o Carnaval… A empresa deu um beiço no Fluminense e largaram a estrutura lá… A Força Flu bateu muito nessa agressão ao nosso patrimônio. A célebre frase já exposta acima representava o nosso sentimento: O circo saiu mas os palhaços ficaram.

Essa foto é da Revista Placar, que inclusive fez umas matérias com a gente

31 – Tanto exigimos que o clube teve que fazer caso, nas chegadas do Assis e do Washington, o disco mudou, era hora de incentivar: Heitor D’Alincourt, Zezé e André Bolla dando as boas vindas ao Casal 20.

Ali nascia um casamento perfeito: o Casal 20 e a Torcida do Fluminense

32 – Os principais fatores para o funcionamento de uma torcida organizada: Liderança e União… essa fórmula faz equipe, a bateria rola solta, a única preocupação é o Fluminense. Essa foto é de 1982 e traz gente muito boa: Zezé, Deodato, Claudio Kote, Fuscão, André Bolla, Toninho Vanusa, André Neguinho, Bia, Ricardo da São Salvador, Montanaro, Aloísio, Mário Fofoca, Adriano. O de boné era um manequim de gesso que compramos no Rio Sul.

UNIDOS POR UM FLU FORTE

33 – A vontade em festejar um título era tamanha que em 1983 à falta de uma partida disputada pelo América, a gente poderia ser campeão da Taça Guanabara (1º turno) sem ter que disputar o jogo extra. O América venceu e adiou a nossa comemoração para o fim de semana. Ficamos de prontidão no Fluminense, na capa do Jornal do Sports a sinergia entre a torcida e o time: Eu, de costas, com o Aloísio e o Heitor ao fundo. Ao lado direito do Heitor, o lateral esquerdo Branco. Precisa explicar o respeito?

Nascidos para gritar É CAMPEÃO!

34 – Sábado à tarde em 1981… o time não jogando nada, muitos jogadores de salto alto e mascarados, jogo contra o Madureira, no estádio Mané Garrincha (do Botafogo), em Marechal Hermes. A gente doido para fazer merda e a arbitragem prejudicando… Do nada apareceu um alicate, abrimos um buraco no alambrado, a ordem era sair pegando… Entramos demos 3 passos até que veio o aviso: “O bandeirinha é o Carlson Gracie”… E com a mesma velocidade de entrada, saímos do recinto. Simplesmente o maior Gracie de todos os tempos. Que conste o resultado 1 a 0 para o Madureira.

O bandeirinha Carlson Gracie

35 – Em 1990 eu estava na Espanha e recebi um telefonema: “Antonio, aqui é o Claudio… eu queria saber quando é que você voltará para o Brasil?”… Ali começava a minha relação com o Pagaio. Já discutimos dezenas de vezes, já deixamos de nos falar, somos amigos. Muitos dizem que eu tive uma passagem importante pela Força Flu, que talvez tenha sido o seu grande líder. Isso é fato! Mas o Pagaio é o maior componente da Força Flu nesses 50 anos e se a torcida segue viva deve-se muito a ele… Isso também é fato!

Pagaio: merece o meu MÁXIMO RESPEITO

36 – 1983… 1984… Semana de Fla-Flu tinha que ter visita de provocação às redações dos jornais e das rádios… E o Zezé (por isso também era odiado) era o MESTRE. Na foto: Deodato, Montanaro, Mario Fofoca, Zezé, Ricardo da São Salvador, André Neguinho e Tunico.

Além de tudo, muito despeitados ao mandarem os flamenguistas para a geral

37 – No domingo ganhamos do Flamengo, Assis no último minuto… Era preciso que o Bangu não ganhasse do Flamengo… Nos infiltramos na torcida banguense… no final do jogo comemoramos e fomos descobertos. O povão rubro-negro queria linchar a gente. Algumas porradas depois estávamos comemorando o título de campeão carioca de 1983 nas Laranjeiras.

O cara do surdo sou eu… (não conta para ninguém, mas nessa noite teve uns 15 marmanjos pulando na piscina de saltos… alguns sem roupa)

38 – O gol do Assis merecia uma comemoração especial. Aquele Flamengo levava 5 anos ganhando tudo o que disputava. Mas em 1983 surgia um Carrasco na vida deles… Aquele título trazia consigo 3 anos de batalhas incansáveis. Nós os do Futebol contra eles que não acham o futebol a principal razão da existência do Fluminense. 37 anos depois, todos daquela Força Flu tem que estar com a cabeça muito alta porque também escreveram a HISTÓRIA do Fluminense.

Capa e matéria do Jornal dos Sports, do O DIA, do O GLOBO e do Jornal do Brasil

39 – Em 1984 depois da conquista do Bicampeonato Brasileiro a direção do clube convidou-me a escrever um texto para a REVISTA DO FLUMINENSE, edição comemorativa. Escrevi, de forma inocente, sobre o que passamos e sobre o que desejávamos para o Fluminense. 36 anos depois, continuamos exigindo ser CAMPEÕES DO MUNDO.

Minha doença e meu remédio

40 – O reencontro, a vida por vezes nos leva por caminhos que nos fazem ir em direções nunca imaginadas. Por motivos que não valem recordar, afastei-me da Força Flu em 2014. Sem neuras, sem ressentimentos. Cada qual no seu caminho. Até que este ano, ali pelo finalzinho de março, fui procurado pelo Flavio Sinno, pelo Bruni Gioseffi e pelo Fabio Esteves… Foi feita a reaproximação. Confesso que estranhava alguns comentários vindos de gente que não tinha nenhuma noção de quem fui, nem o que fiz. Mas essa LIVE deixou alguns em silêncio e muitos felizes por saber qual é o verdadeiro DNA da torcida.

Foi muito legal ter participado dessa LIVE

41 – Julho de 1985, recebo um telefonema do Soró… Eu já tinha comprado a passagem de avião: “Antonio a parada é a seguinte, de ônibus até Uruguaiana, cruzamos a fronteira a pé, pegamos o trem em Pasos de Los Libres, dali até Buenos Aires”. Acabei por decidir viajar com a galera. Viajamos praticamente 60 horas para lá e outras 60 para cá. No total 9 cabeças da Força Flu entre os 11 Tricolores presentes aos estádios da capital da Argentina.

E hoje tem gente que reclama de espera em aeroporto

42 – Em maio de 1993 eu estava morando na Espanha, frequentava os jogos do Atlético de Madri. Fiz amizade com o Presidente do Frente Atlético e com os representantes dos Boixos Nois (Barcelona). Fizeram o convite e eu aceitei. Fui o primeiro sul-americano convidado para falar sobre torcidas organizadas do Brasil e na América do Sul na revista SUPER HINCHA (super torcedor)… Deu Força Flu na cabeça.

Na capa: Entrevista con El Capo de la Torcida del Fluminense

43 – Sinal de poder: no início de 1984 ultrapassamos a maior marca das torcidas do Rio de Janeiro, chegamos às 122 bandeiras. Essa foto é a maior tradução do que foi aquele período da Força Flu… cobramos muito porque para aquela geração só existia uma possibilidade: VENCER OU VENCER!

Nós somos Guerrilheiros

44 – Entre 1979 e 1983 a Força Flu comandou 3 enterros nas gerais do Maracanã… Aquilo era motivo de muita vergonha, mas foi necessário estar ali e escrever aquela parte da História. Os frutos vieram com os titulos de 1980, 1983, 1984 e 1985.

UNIDOS POR UM FLU FORTE

45 – Essa imagem do Jornal dos Sports é o reflexo do nosso sentimento, a verdadeira identidade TFF: Queremos Time! Queremos craques! É assim que a Força Flu tem que ser, que os mais novos entendam o conceito histórico.

Por sinal os 2 jogadores vieram: Assis e Washington

46 – Um casamento perfeito nessa foto de 1983 que fala por si só: Assis, Washington e a Força Flu. O Casal 20 foi a maior expressão de amor ao Fluminense de 2 jogadores que tinham o vício de serem campeões pelo clube.

É CAMPEÃO

47 – Essa carta é de 1982, também datilografada naquela máquina de escrever Remington 20. Ela traz consigo um grito de independência: O VERDADEIRO FLUMINENSE ESTÁ NAS ARQUIBANCADAS. O FLU SOMOS NÓS! É A NOSSA VOZ NOS ESTÁDIOS!

Em cada campo que jogarás a Força Flu presente estará

48 – Só existe uma arquibancada… É a mesma que faz festa… É a mesma que incentiva… É a mesma que cobra… É a mesma que vive para o Fluminense.

50 anos não são 50 dias…Respeitem quem escreveu a História!

49 – A imensidão da voz da Força Flu traz consigo muita responsabilidade, 38 anos (09/03/1982) depois essa carta continua me emocionando. Um torcedor chamado Domingos, nos enviou essa HISTÓRIA EM QUADRINHOS desde a cidade de Picos, no Piauí. É bem provável que jamais tenha visto um jogo do Fluminense no Maracanã… Mas é certo que há 38 anos o coração dele se veste de verde.

Obrigado Fluminense! Só você pode nos proporcionar isso.

50 – Feliz aniversário Força Flu!!! E certo que vivi os 25 e os 50… Certamente não estarei para o aniversário dos 75… Você que tem a honra de vestir essa camisa entenda uma coisa: TUDO PARA O FLUMINENSE e NADA DO FLUMINENSE.

PARABÉNS!!! Todo o meu apoio ao Balu e ao Fábio Esteves

Bem até aqui cheguei…

Precisava escrever dessa forma.

Em memória da Tia Helena, do GB, do Eduardo, do Bibi, do Seu Pedro, do Adriano, do Sergio Louro, do Genaro, do Patury, do Seu Nonô, do Andre Bolla, do Tato, do Soró, do Mancha, do Tarado, do Alvinho, entre outros…

Um forte abraço ao Heito D’Alincourt, Zezé, Montanaro, Mario Fofoca, Mad, Montanaro, Marinaldo, Andre Coca Cola, Fuscão, André Neguinho, Zulú, Claudio Kote, Luiz Bustamante, Paulo Nercessian Neto, Bia, Andre Bolha, Ricardo da São Salvador, Marcos Hinsch, Deodato, Vicente, André Deco e galera do Humaitá.

Um especial agradecimento a todos que um dia ocuparam a presidência da Força Flu.

Outro forte abraço ao Bolinha, ao Zé Henrique e ao Mario Carlos Caldeira Marinho, o Mario Imundo.

E terminando… a música que inspirou o hino da TFF

Erva venenosa! Simples assim,

Coisas (por Antonio Gonzalez)

Na resolução das coisas, das coisas mal resolvidas…

Talvez das coisas que não queremos resolver!

Certamente: coisas que não se resolvem.

Coisas que não são mais do que coisas, coisas que são apenas coisas…

Coisas com sentimentos, nos sentimentos que são coisas.

Na chuva de coisas, das coisas na chuva, causada pela reação das coisas.

Coisas do coração, no coração das coisas…

Na sensação das coisas, nas coisas sem sensação!

No infinito das coisas, nas coisas infinitas, nas coisas com fim, no fim das coisas…

Não sei o que é pior?

As coisas do medo… ou o medo das coisas?

Para que ficar irritado se são apenas coisas?

Terminando, a última coisa:

QUEM ENTENDE O SER HUMANO

Salvador, Bahia – 25/07/2.002

x x x x

Eu com 41, ela com 23. Rolou, foram 2 anos intensos para o restante da vida sem tensão, falecido, por ela, o meu tesão… De louca paixão ela fugiu para viver a louca vida. Foi bom, não me arrependo. Aquele julho de 2002 valeu uma vida, fui feliz.

Me he dejado juzgar por los comemierdas

A música do francês Patrick Bruel é fiel representante do peso das palavras que leva consigo. Casser La Voix é um hino… Romper La Voz é uma visceral sucuri… Sem medos, certeira. A letra abaixo merece uma viagem celestial.

Romper La Voz (Casser La Voix)

Esta noche no tengo ganas de callar,
Esta noche puede pasar todo en este bar,
Esta noche estoy a punto de estallar,
Esta noche yo me quiero romper la voz.

Romper la voz, Romper la voz,
Romper la voz, Romper la voz.

No creo ya lo que hay pintado en la pared,
No creo ya el mismo rollo otra vez,
No estoy para sonrisas de salón,
Déjame gritar mi rabia déjame…

Romper la voz, Romper la voz,
Romper la voz, Romper la voz.

Los amigos se van, los otros se quedan,
Me he dejado juzgar por los comemierdas,
Encuentros fallidos, tiempo que se quema,
Jóvenes cansados, viejos que esperan.
Flashes que nos ciegan desde el televisor,
Bufones que imponen el color del amor.
Vagar por la ciudad sin sentirse mejor,
Y ese miedo sin fin y ese puto dolor.

Romper la voz, Romper la voz,
Romper la voz, Romper la voz.

Chicas de la noche las que huyen del sol,
Un revolcón con ellas lo llamamos amor !
La vergüenza maldita que el espejo devuelve
Reflejando el vacío y un perdón urgente.
Ver a un niño sufrir y a un hombre llorar,
Y tener que admitir tanta mediocridad.
Canciones que nacen como un grito feroz,
Desgarran mi garganta hasta romper la voz.

Romper la voz, romper la voz,
Romper la voz, romper la voz.

Esta noche no tengo ganas de callar,
Esta noche puede passar todo en este bar,
Esta noche estoy a punto de estallar
Esta noche, sí esta noche,
Yo quiero romperme la voz.

Romper la voz, Romper la voz,
Romper la voz, Romper la voz.

Estou sempre à disposição, nem precisa bater na porta, a conversa é retilínea

(orando pelo José Roberto Castro Ciminelli, que está internado com Covid. Que Deus te abençoe)