Por que o Fluminense necessita mudar? (por Antonio Gonzalez)

Felizmente neste campeonato brasileiro a sorte sorriu a nosso favor.

Não obstante, mesmo vindo das vexatórias e precoces desclassificações na Sul-americana e na Copa do Brasil,  a trajetória no Campeonato Brasileiro, apesar do estabanado planejamento do “gol cagado”, nos levou praticamente às portas da participação na próxima Taça Libertadores.  Falta pouco e devemos conseguir.

Mas o Fluminense não pode, nem deve utilizar antolhos e, tal qual o cavalo azarão de turno, acreditar que vive um mar de rosas administrativo,  o que TODOS SABEMOS QUE NÃO É VERDADE. A proposta da atual Diretoria é fraca, primitiva, desajeitada, faladora tal qual fofoqueira, mentirosa e previsível. Até agora com sorte, amém! E isso precisa ser dito.

Com 59 anos nas costas, 53 vendo o Fluminense e 43 de conversas de arquibancada nas Bandeirantes da vida, ninguém vai falar merda publicamente a meu respeito sem que eu o responda olhando nos olhos.

Muito menos insinuar que torço contra.  Não tenho etiqueta de preço, essa é a minha diferença.

A alegria por jogar a próxima Libertadores é infinita, mas não pode cegar-nos.

O Fluminense necessita um novo modelo de governo, definir que Unidades de Negócios quer, preconizar um Novo Estatuto que agilize à gestão, crie responsabilidade civis e retire o poder de grupos feudais  que há décadas flutuam nas órbitas do poder.

É de fundamental importância acabar com a sangria financeira e esportiva dos Esportes Olímpicos. O custo é muito alto para traço de ibope. Em realidade a única justificativa real para a sua manutenção (a dos Esportes Olímpicos) é o papel de ser uma FÁBRICA DE VOTOS DE CABRESTO que mantém o status quo político. 

Rediscutir a função social das instalações do clube se faz urgente (playground da vizinhança ou uma fábrica de atrações e atividades). O  projeto LARANJEIRAS XXI tem que ser posto em prática. Seria a porta de entrada para colocar Álvaro Chaves 41 no circuito cultural e turístico da cidade do Rio de Janeiro, para turistas não só do Brasil, mas de todo o mundo: NÓS SOMOS A HISTÓRIA… SIM, mas não estamos fazendo o dever de casa.

O atual modelo é apropriado a todos aqueles que preferem delimitar ao Fluminense por áreas (a mesa do whisky, o Tênis, a sauna, a pelada de sábado, etc…)  que impedem de forma ativa a modernidade gerencial que deve ser implementada de forma coesa no menor tempo possível. Qual o motivo? Perda de espaço, influência e poder (até mesmo para decidir quem ocupa “certos postos de trabalho “).

MANIFESTO A MINHA IMENSA ALEGRIA  pela oportunidade do Fluminense voltar a jogar a Taça Libertadores. Nunca duvide disso, TENHO CURRÍCULO NAS ARQUIBANCADAS.

Entretanto FAÇO QUESTÃO DE ALERTAR para os perigos que sobrevoam diuturnamente o nosso clube. Começando pela FALTA DE TRANSPARÊNCIA, a má condução financeira com a venda de ativos sem que se amortizem as dívidas… isso quando, por coincidências da vida, os ativos são perdidos. Aí do nada surgem os acordos para pagar o não cumprimento do que um dia foi acordado. Caderneta de Poupança, Título de Capitalização, Previdência Privada… chame como quiser…  O certo é que nenhum ex-jogador do Fluminense sai perdendo, principalmente de 2013 até os dias de hoje. Quem teve a José Carlos Villela como REI DO TAPETÃO, vendo a atualidade do Departamento Jurídico que  hoje reina chora por tanta mediocridade.

Com responsabilidade dias de luta trazem consigo dias de glórias.

Já a inconsequência da maquiagem de confete esconde consigo o pão para hoje e a fome para amanhã.

Quem vai pagar a conta das saídas de graça do Evanilson (com direito à migalhas), a do Marcos Paulo (sem migalhas) e agora as VENDAS PRECOCES das maiores promessas da nossa base, o Kayky e o Metinho por “míseros” 100 Milhões de reais?

Bato palmas para o correto e detono as barbaridades. O Fluminense merece gente melhor. E que a nossa torcida se deixe de enganar por perfume de peido represado… Aquele que denuncia o cheiro da porta do Molejo de turno.

Que venha o Atlético Mineiro.

#FechadosPelaLibertadores

Estive presente nesse jogo num sábado à noite no Pacaembu, levado pelo meu falecido Avô Antonio. Foi a primeira partida que o Fluminense jogou numa Taça Libertadores.  Eu tinha 9 anos, foram 2 gols dele: “Flávio, 9 é a camisa dele, tem peixe na rede do Palmeiras”.

Por outro lado é difícil de aceitar o estado mortal de um dos gigantes do futebol mundial: a história não pode permitir a desintegração do Botafogo, não é justo. Só na seleção de 1970 tinha Jairzinho, Paulo Cesar, Roberto Miranda, Rogério (que foi cortado na véspera da estreia em terras mexicanas).

Tenho amigos botafoguenses, não é legal o que eles estão passando.  Essa guerra também é suja. Ontem o América, hoje o Alvinegro de General Severiano… amanhã?.

De fora, do outro lado da cerca o que eu vi: que a derrota na final de 1971 (há 50 anos) para o Fluminense, no mítico gol de Lula, ainda não foi digerida. Ali começou o desmoronamento botafoguense.  O Tricolor acabou com o sonho daquela Selefogo.

Eu faço a minha parte. Ponto!

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