Eu quero Torcedor PAI GELOL – Feliz 2021 (por Antonio Gonzalez)

1984 foi um ano que enriqueceu a mística do Fluminense, campeões do Brasil e do Rio de Janeiro.

1984 trouxe consigo o movimento mais lindo que vivi, o de maior engajamento, o de mais luta, o Diretas Já.  O Coração de Estudante que perguntava QUEM É ESSE? O tal Menestrel das Alagoas.

Em 1984 a Mangueira, a campeã da segunda cantou “Yes, nós temos Braguinha” inaugurando a Passarela do Samba, o popular Sambódromo. Herança de linha de pensamento. Mais de 700 metros de asfalto que constroem cultura, irmanando raças que se entrelaçam entre poesias e enredos, definindo o DNA de um povo, o que nasce da terra brasilis, sem diferenças de cores, nem guerras de credos, sem importar as opções sexuais, nem classes sociais, ninguém é dono de ninguém. E quando o ano é fértil produz mais de um campeão no Carnaval. E assim foi com a Portela, a campeão do domingo, ela e a sua águia cantaram em homenagens às lendas da sua história, “Contos de areia” é a fiel imagem viva de Paulo da Portela, do Natal e da mineira Clara Nunes.

Portela: Campeã do Domingo – CONTOS DE AREIA
“Yes, nós temos Braguinha” cantou a Mangueira, a Campeã da Segunda-feira.

Também em 1984 surgiu uma ideia que sem saber o seu real tamanho quando lançada, transformou-se em LEI DE HOMENS, a lei dos PAIS.  Foi o ano em que o genial publicitário Duda de Mendonça criou um dos mais multipremiados comerciais de todos os tempos, não somente da televisão brasileira, a parada foi de reflexão mundial.  Não bastava ser Pai… tinha que participar… assim diziam as imagens sobre o Gelol, então uma pomada que  é indicada para o tratamento exclusivamente tópico dos sintomas do reumatismo, nevralgias (dor intensa na região da lesão envolvendo nervos), torcicolos (enrijecimento dos músculos do pescoço), contusões e dores musculares. 

Não basta ser Pai, tem que participar!!!

Mais foi e é muito mais do que um anúncio de televisão, é mudança de hábito, é a voz da criança, é o pedido e ordem do Filho.

E assim foi da mesma forma que durante décadas tiramos uma Xerox, fazemos a barba com Gillete, pegamos fotos com durex, ou pedimos um Red Bull mas querendo um energético.  36 anos depois, a minha geração que tinha seus 20 e poucos,  hoje tem netos, não joga a pelada de fim de ano, solteiros contra casados, sem estar munida e acompanhada pelo seu Gelol, hoje também em spray, seja que marca for.

Campeão Brasileiro em 1984… Carlos Alberto Parreira entre o Presidente Manoel Schwartz, à sua direita, e o Vice Presidente de Futebol Antonio Castro Gil

Mas por que resolvi falar de 1984?

Simples, de fácil constatação. 

QUESTÃO DE TAMANHO:

– o do Fluminense dirigido pelo Presidente Manoel Schwartz, pelo Vice Presidente de Interesses Legais, o José Carlos Villela (o MAIOR DA HISTÓRIA, Pai do Direito Esportivo – só quem viveu o caso Flávio em 1969, que jogou, mesmo tendo sido expulso no jogo anterior contra o Vasco da Gama, não só atuou como fez o gol da vitória contra o muito bom time do América) e pelo Vice Presidente de Futebol, Antonio Castro Gil (meu Tio)…

Flávio: expulso contra o Vasco, o Villela consegue colocá-lo com condições de jogo, NINGUÉM ACREDITAVA… Conclusão: 2 a 1 no América com o Minuano decidindo aos 40 do 2º tempo.

– ou o dessa franquia barata, isso que nos apresentam há 10 anos (são os mesmos, discretamente brigados entre eles) e que me dói muito chamá-la pelo nome, cuja responsabilidade do naufrágio pertence à atual gestão.

São 18 meses à frente do clube, sem produção, de previsível discurso (teor e tempo), onde as promessas cumpridas ainda não conseguiram ser executadas, esquecidas, enterradas a maioria delas.  Mas tenha cuidado: ainda sobra tempo para as obras de fim de mandato e, nesse quesito, que bendita foi a pandemia…  Tanto que tem gente gritando arrogância, se dizendo vitorioso no pleito futuro, de antemão que venha 2025, porque marqueteiros sem conhecimento, sem nenhuma nuance de romance, resolvem transformar o torcedor do Fluminense num idiotizado.  Principalmente a galera mais jovem, aquela que nasceu em tempos inférteis como de agora, já se vão 8 anos.

Presentes, sempre!

Entretanto…

É quilométrica a diferença de um Maracanã vazio, tirando os profissionais de futebol sobram pela-sacos, tudo é lindo na tevê gigante, ainda mais ver que as ORGANIZADAS determinaram a decoração. Deixo claro que só falo dos autênticos, dos de sempre, dos de luta…

Outra coisa é o Maracanã lotado com os 20 mil de sempre recorrendo às músicas que cantou durante 2 anos e meio para o Abad.

De fácil solução… 2 sílabas, os nomes.

Se juntarmos a isso  a fértil fanfarronice no caminho, no faz me rir das redes sociais, na incapacidade de saber contar a HISTÓRIA, menos ainda de gerir há 8 anos o programa Sócio Torcedor (aprovado em 10/11/2012), que patina, também, nesses mesmos 8 anos.  Money sweet Money.

Que Fluminense você almeja?

O dos falsos profetas com suas enganosas promessas? Temos máster, vários, e investidores no espaço sideral, na terra, infelizmente nada.

Ou chegou finalmente a hora de mudar o chip: que tal  mudarmos a forma de gerir o clube ou você prefere esquecer naqueles 16 anos de 1969 a 1985.  Senão isso vai ficar bonitinho nas bibliotecas da cidade antes de 2040. Peça para museu e raça em extinção.  Eu não quero isso!

Unidos por um Flu Forte! É frase da Força Flu e de autoria do Heitor D’alincourt.  Tem um peso especial, tipo o Vencer ou Vencer… são formas que podem ser utilizadas enquanto haja coração pulsante.

ISSO AQUI É FLUMINENSE, PORRA!

O Fluminense existe para ser campeão.

Tem gente cujo o silêncio não tem preço, nem medos, sem recuos, de pele guerreira, daqueles que não se cagam nem usam calça frouxa.  De tão mudo (esse silêncio) só falou verdades. Ninguém nos ensinará o que é SER FLUMINENSE, não aceitaremos que se reescreva a HISTÓRIA, nem que se potencialize heróis de barro.

Tempos de descobrir o QUEM É ESSE?

Mas e quem grita hoje?

Alguns… poucos mas alguns!  Mas cada um numa direção, sem procurar o centro da estrela e sim ser uma das pontas.  É preciso encontrar o rumo, a indignação é crescente tipo progressão aritmética ou geométrica (depende do enfoque).

Por isso tudo tive que recorrer a 1984, é imensa a distância e de incomensurável ojeriza para o hoje. 

Só que já tem sangue novo na área, pessoas que trazem palavras que despiram o método escolhido pela Direção, enfim: “Coitado do rei, está nu! O rei está nu!” palavras escritas a primeira metade do século XIX, pelo escritor dinamarquês Hans Christian Andersen me deixam com a pulga atrás da orelha, como vira-latas que  sou.

Cabeça, ombro, perna e pé, perna e pé… olhos, ouvidos, bocas e nariz… cabeça, ombro, perna e pé, perna e pé!

É preciso também que o Ministério Público definitivamente se preocupe com o futebol e com os clubes do Rio de Janeiro, quem sabe se não se transforma em matéria do Fantástico, o show da vida.

Sem coesão não haverá caminhada porque a luta será árdua, a da indignação contra  o sonambulismo de caranguejo, de noite sem luz e andando para trás.  Portanto é preciso rever conceitos, definições… Zerar se preciso for.

Que tipo de luta desejo querer?

A do foco de falsa alegria do vestiário e as suas banheiras de neón ou a da renúncia pessoal em prol do coletivo, desde que consciente e consistente?

Está na cara que o meu papel é outro… Glória a Deus, amém! Tem muito talento na TORCIDA DO FLUMINENSE, mas não basta possuir talento se é lenta a ajuda. Tem que entrar de cabeça para vencer ao dragão e disso São Jorge entende… “Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal”.

No legend!

Hoje é texto de entrelinhas, de imaginações e de suposições que certamente encontrarão vida, é genética da boa.

E deixo as perguntas para o Presidente do Conselho Deliberativo, Sr. Brás Mazulo: Por que? Para que?

Da mesma forma deixo 2 palavras:

QUE PENA!

Porque também posso fazer outro questionamento: Como é que o Sr. Brás Mazulo vê a categoria do Sócio Futebol? O que acha do DIREITO A VOTO do Sócio Futebol? Continua pensando como no dia da Assembleia Geral que presidiu em 2012? E à sua mesa do CDel (não esqueça que tem gente que repete lhe auxiliar) é a favor do voto do Sócio Torcedor?

Em 1984, o Fluminense era dirigido por estrelas, hoje preferem ser Pop Star, tipo pulseirinha de camarote, quem sabe no réveillon do péssimo exemplo Neymar. 

Mas…  Gerir o Fluminense está acima de holofotes, está distante da constante necessidade de sair na foto mesmo que a semeadura seja a do outro.

O Fluminense necessita pontuar, o objetivo mínimo tem que ser a Libertadores. Foi o que nos venderam e nós sonhamos com isso. E não venham com mimimi de pressão cruel. Nem é pressão, nem é cruel: é constatação. O Marcão sabe que se fizer bem, será aplaudido. E o Thiago Silva que fique calado, o vestiário de Quito é um poema.

Repito: a torcida vive de vitórias, portanto queremos ganhar jogos e, não somente classificar-nos para a Libertadores.  Queremos conquistá-la! Mesmo sem ter dado 2 treinos na vida ou assinado um cheque.

Libertadores é OBRIGAÇÃO!

O orçamento apresentado pelo Conselho Diretor é capenga, falta informação.  Parece uma bola, tamanha é a quantidade de chutes.

TRICOLOR!!!!  

Tem que ser TORCEDOR PAI GELOL… não basta torcer, tem que participar.

ESSA É A GRANDE MENSAGEM.

Tricolor: O TEMPO NÃO ESPERA NINGUÉM

Que esse próximo ano, pelo menos, nos traga paz espiritual, basta que cada um cuide da limpeza do seu interior. Que Deus abençoe aos Cientistas e Médicos, que venha a cura.

Que os homens deixem de ser escrotos com as mulheres… Basta de Feminicídios. Para elas, somente caminhos de pétalas de rosas.

Que as vidas negras continuem importando, mas que sejam sempre para estarem vivas. Sem essa de ter que chorar os mortos. Que a corrupção, que continua, encontre a força do M.P..

Que a homofobia seja cada vez, definitivamente… extirpada da nossa sociedade, não existe mais espaço para rótulos.

Que venha e seja suave!

Por último, meus parabéns a:

Alexandre Vique;

Carlos Henrique Ferreira;

Gilberto Cornelio;

Glauber Trindade;

Guilherme Vogel;

Marcos Peralta;

Nardo Gutlerner;

Paulo Cassiano.

São os 8 CONSELHEIROS que escreveram com maíusculas o seus nomes na reunião do Conselho Deliberativo do Fluminense, votando contra a aprovação desse orçamento capenga. MÁXIMO RESPEITO por quem respeita o Fluminense.

FELIZ 2021!!!

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