Você já deu mais de 2 treinos? (por Antonio Gonzalez)

Há 36 anos o dia 16 de dezembro vinha sendo mágico na HISTÓRIA do Fluminense: a tarde noite em que o Carrasco Assis, tal qual um beija-flor, parou no ar e fez do Fillol (goleiro rubro-negro que trazia no currículo ter sido campeão do mundo pela Seleção Argentina em 1978) uma estátua de latão enferrujado.  Fluminense Bicampeão Carioca. 

Assis, o Carrasco, parou no ar e abriu o placar

Na jogada do gol, o milimétrico cruzamento do Aldo, desenhado pelo passe genial, do sempre inteligente, Renê Weber. Como o falecido Claudio Coutinho (treinador da Seleção Brasileira no Mundial de 1978) afirmava em cima das suas neo-definições do que sempre existiu no futebol: o passe do Renê apostou no “ponto futuro” que gerou o overlaping” do Aldo… Traduzindo, nada diferente do que faziam os nossos Marco Antônio e Lula entre 1969 e 1973.

O Renê lança o Aldo que cruza para o Assis, na voz do José Carlos Araújo

Isso é genética, isso é DNA do Fluminense.

Ontem a vida nos levou o Renê Weber, mais uma vítima do Covid-19, essa gripe mortal pessimamente gerida por um governo genocida que tem um fantoche como Ministro da Saúde (que tenha calma a sua descendência!).  Meu Tio, Antonio Castro Gil, Vice Presidente de Futebol do Fluminense entre 1984 e 1986, pessoa radical na forma de ver e fazer futebol, não se omitia na hora de dizer: “O Renê é o jogador mais inteligente do time, conhece todas as variações táticas pertinentes, é a continuação do Parreira dentro das 4 linhas”.

Na foto, Renê Weber carregando o nosso pavilhão, entre o Assis e o Branco.

Porra, se o Castro Gil, meu Tio, dizia isso, quem sou eu, um reles mortal em dizer algo de direção contrária.

O certo é que o Renê Weber foi um jogador que honrou a nossa camisa. Vinha da escola gaúcha, mas trazia consigo toda uma versatilidade ainda hoje, mais do que nunca, exibida nos gramados europeus.

Mas o time do Tri era muito mais do que 11 jogadores escalados ao azar e que deram certo: Paulinho, Renê, Leomir, Vica, Renato, Wilsinho e Getúlio faziam parte dos teóricos suplentes.

Isso é fazer um elenco forte e competitivo, o oposto do que fazem o Gerente de Futebol, Paulo Angioni e o multi-função Mario Bittencourt.  Há tempos venho alertando que fatores extra campo (GRAÇAS A DEUS) vem maquiando a realidade do que pode o Fluminense apresentar como resultante final.  A nossa colocação sempre foi (mais uma vez, GRAÇAS A DEUS) ilusória.  Mas como mesmo dizem os mensageiros da (indi)gestão: vocês não estão preparados para essa conversa.

Que Fluminense você quer?

A Torcida do Fluminense vive em tempos de dúvida cruel: ou somos os melhores do mundo e temos chances de sermos campeões do Brasileiro… ou somos uma merda que perde para os pequenos.

Ora senhores, nem tanto ao céu, nem tanto ao mar e muito menos à terra: o Fluminense tem um elenco muito mal montado, muito desequilibrado, velho e cansino, para não falar cansado.  E se a pessoa que dirige se submete aos donos do vestiário e aos donos do clube, periga ser isso que acabamos vendo contra o Vasco e ontem à noite.

Danilo Barcelos ou Egídio? Sério que você quer esse modelo de discussão?

Mas o toque de atenção passa pela Torcida do Fluminense.  Repito, se em 1984 a gente tinha no banco Paulinho, Renê, Leomir, Vica, Renato, Wilsinho e Getúlio… E ontem a discussão do Twitter era se o Danilo Barcelos deveria jogar no lugar do Egídio 300 mil e se o Nino deveria jogar no lugar do ABUELO Matheus Ferraz.

Galera: não dá para passar por aí.  Se é esse o nível de debate significa que está tudo errado. Comparar cagalhão duro com cocô mole é esquecer do que realmente é SER TRICOLOR.

Time de Guerreiros é isso: na bola e na porrada: Leomir, Renê, Duílio e Vica, protegendo ao Romerito. Precisa explicar algo mais?

Ou nos assumimos como torcida de clube grande e nos portamos como tal, ou é melhor reconhecer o apequenamento que nos direciona a ser um futuro Coritiba, ou como o ex amigo do Presidente Mario Bittencourt, o então Presidente Peter Siemsen pregava, cabia ao Fluminense ser o Fullham ou o Everton tupiniquim.

Há 10 anos a Laranjeiras da Flusócio com Peter, Fernando Simone, Mario Bittencourt, Celso Barros, patina.  Fizeram a opção pela não gestão, braços dados com os donos dos Esportes Olímpicos.

Então meu caro amigo, a questão é conceitual:

que Fluminense você quer? 

O medroso, o do gol sofrido, o do lutamos como nunca mas perdemos como sempre, o que sempre encontra a desculpa das supostas manipulações da Tv Globo em prol do arquirrival da Gávea…

Ou você definitivamente não vai jogar o seu voto fora, menos ainda acreditar em falsos profetas que em anos eleitorais prometem construir uma pista de esqui nas montanhas geladas do Rio de Janeiro.

Mas para essa transformação em novo modelo de gestão é preciso trabalhar.  Não dá para ter uma oposição despreparada, xiita e ao mesmo tempo conservadora em hábitos, pensando que a solução para se ganhar uma eleição no clube passa pela união com os donos dos Esportes Olímpicos.

Por falar em Esportes Olímpicos, quanto pagam de mensalidade os sócios atletas? Supostamente tem 400 que tem algum tipo de benesse… Por sinal votaram Peter, Abad e Mário.

Sobre o jogo de ontem a noite, só um jogador entrou em campo 100% antenado, foi o Marcos Felipe, se não fossem 3 intervenções de gol, teria sido uma goleada de escândalo.

Na visão macro, o Marlon Freitas do Atlético Goianiense (cria de Xerém e menosprezado pela nossa torcida) foi o melhor homem em campo.  Por sinal, esse atleta é melhor do que todos os meio campistas que entrando em campo vestido a camisa branca (por sinal linda) do Tricolor das Laranjeiras.

A culpa é do Marcão? Tanto como foi do Odair, só que este era um burro com sorte, que teve a visão de ver que os últimos 15 jogos do campeonato seriam cruciais para o futuro do Flu na competição.

São Paulo, Flamengo e Corinthians são os nossos próximos adversários. Serão 3 jogos de extrema dificuldade e que certamente definirão o nosso futuro de cara à participação na Libertadores de 2021.

Depois faltarão 9 partidas, algumas delas com pegadinha e pegadões: Sport, Bahia, Atlético Mineiro, Ceará e Fortaleza, jogarão contra nós com a necessidade de pontuar para mantes as suas ambições de cara ao futuro.  E teremos o Coritiba, o Botafogo e o Coritiba como franco atiradores, sem contar o Santos que vai brigar pelo G-8.

Diante do ocorrido até agora, a classificação para a Libertadores é obrigação

Mas a arrogância dissimulada por mentiras na falta de transparência traz consigo uma grande pergunta ainda não traduzida em verdade:

E VOCÊ JÁ DEU MAIS DE 2 TREINOS?

O Marcão só tem um caminho, o de rejuvenescer o time.  Dane-se que seja com os cabeças de bagre… mas tem que colocar gente para correr, além de como no ano passado, fechar a casinha, colocando um volante como 3º zagueiro.  As tartarugas Fred, Hudson, Nenê, Matheus Ferraz, Egídio e Ganso, não devem nem ser relacionados.

Em tempo: na final do Campeonato Carioca de 1984 o Fluminense jogou desfalcado do Ricardo Gomes, do Branco, do Jandir e do Deley.  Hoje todos os 4 seriam jogadores do Real Madrid ou do Barcelona… E a nossa torcida insiste em discutir se é o Danilo Barcelos e o Nino que resolverão os nossos problemas dentro do campo.

CAMPEÕES!!!! Sem Ricardo Gomes, sem Branco, sem Jandir e sem Deley… E você quer discutir o Egídio ou o Danilo Barcelos?

Ou muda-se o modelo e parte-se para uma GESTÃO DE TRANSFORMAÇÃO ou na próxima década estaremos enchendo a boca para falar das conquistas da década de 1980, e lamentar o fim da UNIMED.

No mais, apesar de ainda faltarem 6 pontos, não acredito em nenhuma possibilidade de rebaixamento.

Lamento uma não classificação para a Libertadores: a questão financeira seria abalada em todas as nuances.

Finalizando… 1, 2, 3, 4, 5, mil eu quero que a Covid vá para a puta que pariu!

Roupa Nova Whisky a go go (Edition & Remastered by Daniel Winter)

Não poderia terminar este texto sem falar da passagem do Tricolor Paulinho, vocalista da banda de Tricolores, o Roupa nova. Já são 183.822 mortos. Se você não se impressiona com essas mortes é porque você pertence a outro time, quer dizer, a outro tipo de pessoas. Felizmente nadamos em lados opostos.

Finalizando: Basta! Os 10 anos de Peterzismo estão acabando com o Fluminense! Basta de balcão de compra e venda de jogadores… vendas de bons e compras de mediocres!

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