“Amanhã há de ser um novo dia”… depende de nós! (por Antonio Gonzalez)

Há tempos queria escrever sobre o atual momento que vivemos: o Mundo e o Brasil, lado a lado bem distantes, de paralelas linhas tortas, com pérfidos horizontes de estéril temática, recheio duvidoso e frágil entretela.  Realidade sem graça mas com desgraça numa roda gigante que não sai do lugar: os de sempre, que são muitos, lá embaixo… No hemisfério superior os decanos de sempre, são poucos e se comem entre si, mas antes, na preliminar, tem carne de miserável para abusar, a carestia da punhalada.

Assim gira o pião que sem sair do lugar já não arranca nem o sorriso mais inocente.   Sei como sou e o que penso, progressista por natureza, amante daqueles que respeitam as liberdades e cordial com as  liberdades que flexionam o respeito.

“Resistir é preciso” já dizia em seu livro, que leva esse título, Alípio de Freitas  (torturado em 1970): 39 anos depois nunca foi tão verdade e necessário.  A crise de identidade com a ausência de personalidade vai além de uma eliminação no Big Brother mesmo que antenado no que dita o digital em suas redes cada vez menos sociais, na intransigente tirania do “em cada palavra mais de uma  sentença”… algumas de morte.

Uma HISTÓRIA de escolhas!

Está tudo muito esquisito, a reverberação que fotografa alerta sobre o caminhar de caranguejo: como ficar calado perante tanta retrocessão.

Como calar-se diante do que está acontecendo nos Estados Unidos (sic) da América? Ou esqueceram que em 1863, o presidente Lincoln assinou a Proclamação de Emancipação, que efetivamente libertava todos os escravos do sul e tornou a guerra contra a independência do sul em uma “cruzada moral” contra a escravidão?

Policial americano tortura e mata no meio da rua homem negro que estava algemado.

Estão ASSASSINANDO NEGROS desarmados e imobilizados, não são casualidades das peças que o destino prega e sim o renascimento do que nunca deveria ter tido a possibilidade de ter existido: o Racismo, nefasto por índoles pútridas que retratam o Fascismo.  Querem guerra. Covardia que transcende continentes, países… sem ir mais longe se encontram nas esquinas do Rio de Janeiro.  Tem George Floyd, um americano negro de 46 anos, que foi sufocado por um policial branco, que se ajoelhara sobre seu pescoço por mais de 8 minutos,  mas também tem a morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, durante uma operação conjunta das polícias Federal e Civil no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

João Pedro, um MENINO ASSASSINADO.

Por outro lado, só existem corruptos porque existe quem prevarica, numa batalha onde não existe candidato a santo, pelo contrário, para cada lado um dos chifres do diabo… Entre mensalões, petrolões… mas também nas rachadinhas de plantão, dinheiro em envelopes entregues em mãos, perguntas ficam sem respostas… Dá igual que sejam os 51 Milhões do Geddel ou os 89 mil da amiga do Queiróz…  Metralhas versus Minions (as bandeiras de todos são verde e amarela, sem donos, FICA A DICA), sem  ataque sem defesa, massacre que massacra, onde a hipocrisia lê que é permitido desde que o bandido seja de estimação.

Os 51 Milhões em dinheiro, ao vivo e a cores.

E nesse liquidificador descalibrado sempre aparece algo que se consente acima de todos na falsa utilização do Deus do momento, donos das Igrejas que matam para calar… é esse o jogo daqueles que chutam santas e vivem do timo eclesiástico, na promessa do ilusório milagre que acompanha o cifrão doado.

Não é a questão de colocar a todos na mesma baixa mar. Mas com Racista, com Facista não tem conversa.  Com corrupto menos ainda, se for de Esquerda o meu nojo é maior.

A humanidade se auto lesiona acelerando o fim, árvores choram na agonia que vivem a Amazônia e o Pantanal.  A ganância devastadora pouco se importando com o que vai passar no futuro, isso é coisa para outras gerações…  Rifam o oxigênio, dilapidam as fontes de água, envenenam o mar… um dia a conta chega, na maioria das vezes acompanhada pela inconsequência de uma tragédia: Mariana e Brumadinho não aconteceram gratuitamente, tem o dedo do homem sem escrúpulos.

Montagem de fotos dos incêndios na Amazônia.
Crimes de Mariana e Brumadinho: Samarco, Vale e BHP Billiton violam direitos de milhares de atingidos.

Depois escolhem o refúgio num Fundamentalismo de Coroné… haja feijão para curar!!!  Colocar a responsabilidade sobre o PROBLEMA QUE CRIARAM nas mãos de um Deus é um ato de extrema covardia, no pensamento da pusilanimidade trapaceira.

Business, solamente business!

1, 2, 3, 4 e 5… São os ex Governadores que já se hospedaram no hotel do Estado tipo o Complexo de Gericinó, no eterno verão de Bangu. A luz que atormenta o momento para os Marqueteiros Políticos de plantão: que tal se na eleição de 2022 o candidato já saísse de fábrica com o tornozelo decorado eletronicamente?

Tudo na contramão.

Mais de 900 dias sem a ASSASSINADA Marielle, a impunidade na falta de resposta.

Quem mandou matar Marielle?

Pastora e Deputada Flordelis, supostamente MANDANTE DE ASSASSINATO do marido também Pastor, por agora com foro privilegiado, na resposta a presença da impunidade.

Assim funciona: a quem interessa, o que interessa, para que interessa?  Atibaia tem duas entradas mas uma delas é esconderijo.  Bandido bom é bandido meu amigo. Simples assim. Do “como se fazem ver” para o de que forma regiamente se permitem notar.  Dependendo do ponto de vista: Familia ou Famíglia…

Infelizmente somos cada vez mais o resultado do somatório de erros cuja o efeito é cada vez mais negativo.

Sou daqueles que prefere ensinar a pescar mas sempre com uma moqueca de prontidão.  A miséria está aí, melhor resolver com Cultura. Sempre.  A filantropia é necessária mas tem que oferecer propostas de renascimento… nisso o melhor caminho começa pela escola. Obrigatória porque é democrática.  Impede o nascimento de analfabundas de ofício, na praga de turno.

Odorico Paraguaçú e Zeca Diabo, Prefeito e capanga.

Mais de 125 mil mortos por Covid-19, famílias implodidas, foi muito mais do que uma gripezinha.  A peste veio rasgando, boa de pancadaria, derrubou as verdades absolutas, todos os dias com novidades (não foi pior porque teve Imprensa com colhão)… de só matar os velhos que já iriam morrer a recém nascidos contaminados.  Apedeutismo curtido na boçalidade de limitados negacionistas. Meu MÁXIMO RESPEITO aos Médicos, Enfermeiros e demais trabalhadores da Saúde, que colocaram em risco as suas existências para salvar seres humanos.

Não!  A terra nunca foi plana, nem Jesus gosta do cheiro dessas goiabas antidemocráticas.  Não se pode jogar de forma tão vil contra o povo brasileiro.  É demasiada putaria que hipnotiza a inexistência dos olhos. Se associarmos a isso o transe coletivo de grande parte de uma população que preferiu enveredar pelo caminho do foda-se, o outro, desde que eu me dê bem.  Seja na Pobreta ou Riqueta da Urca, Posto 9 ou Amaralina, fronteiras separatistas que decidem quem pode frequentar e o que.  De fácil concepção.  Há milênios o mundo é assim, vassalos e suseranos.

“Serra Pelada: A Lenda da Montanha de Ouro” mostra origens e consequências da exploração do garimpo brasileiro.

“A sociedade feudal contemplava três camadas sociais: nobreza, clero e servos.

O clero era responsável por prezar pela espiritualidade da comunidade feudal.

A nobreza era composta pelo rei e pelos nobres.

Os nobres, também chamados de senhores feudais, faziam constantes negociações com o rei em troca de terras e eram responsáveis por gerir os poderes político, econômico e jurídico.

Se por um lado a maior parte da população era iletrada, os filhos dos nobres eram os únicos que tinham direito à alfabetização.” (https://www.significados.com.br/caracteristicas-feudalismo/).

A essência do Feudalismo.

E onde se reflete isso principalmente: no pobre… Planos de Saúde para alguns privilegiados, com uma Classe Média que já não mede mais nada. Quem nasce servo, quase sempre morre servo. Sem olvidar que em alguns dos nossos governos estaduais encontramos os PIRATAS do momento, o verbo é o SUPERFATURAR… os de sempre… Quem sabe se não muda o patamar, de 5 para 6 ex governantes do, em transe, Rio de Janeiro?

E tem o Crivella, o pior Prefeito que vi. De Cidade Maravilhosa “Rio 40 graus”, a terra de ninguém. De democracia somente os buracos nos asfaltos com que temos que conviver… ZONA NORTE, ZONA SUL, ZONA OESTE… Abandono total.  Guerra urbana, nas invasões, na MÃE QUE MORRE BALEADA protegendo o corpo e a vida do filho, nos sequestros e nas negociações, no “noix quer si entregá”…

Guerra Urbana, aberta.

Dizem que para fazer a paz é preciso fazer a guerra… Mas quem vendeu as armas para os caras?…

Relembrando, antes de finalizar, que tivemos uma votação esta semana que favoreceu ao Alcaide. Saiu até uma lista com os que votaram a favor, dos que se posicionaram, a maioria, contra.  Falta o rol dos que não compareceram.  Faz-se necessário registrar. De nada serve a desculpa do Novo Coronavírus.

Se aproxima uma eleição, no caso municipal.  A sociedade local terá a oportunidade para deliberar quem vai dirigi-la, representá-la.  São os próximos 4 anos.

É binário: ou você se sente representado pelos atuais donos do poder ou você vai LUTAR PARA MUDAR.

Comece a refletir, já estou refletindo.

“Amanhã há de ser um novo dia”… depende de nós! 

EU ME DETERMINEI LUTAR PARA MUDAR ATRAVÉS DO MEU VOTO!

A genialidade do Chico Buarque.

Pense bem em quem você vai votar. A cidade do Rio de Janeiro está no seu limite.

Remato esse texto com a poesia de Joaquin Sabina na interpretação de Maria Giménez. Puro sangue espanhol, flamenco, URBANO. Vivências de amores bandidos e de sobrevivências.

Media Negras – Joaquin Sabina por Maria Jiménez.

La vi en un paso cebra toreando con el bolso a un autobús
llevaba medias negras, bufanda a cuadros, minifalda azul.

Me dijo tienes fuego, tranqui que me lo monto de legal
salí ayer del talego, que guay si me invitaras a cenar.

Me echó un cable la lluvia, yo andaba con paraguas y ella no
-“¿A donde vamos rubia?”. -“A donde tú me lleves”. -Contestó.
Así que fuimos hasta mi casa. -“Que es el polo”.

-Le advertí. -“Con un colchón nos basta, de estufa, corazón, te tengo a tí”.
Recalenté una sopa con vino tinto, pan y salchichón.

A la segunda copa, -¿qué hacemos con la ropa?, -preguntó.
Y yo que nunca tuve más religión que un cuerpo de mujer,
del cuello de una nube aquella noche me colgué.

Estaba sólo cuando al día siguiente el sol de desveló
me desperté abrazando la ausencia de su cuerpo en mi colchón.
Lo malo no es que huyera con mi cartera y con mi ordenador
peor es que se fuera robándome además el corazón.

De noche piel de hada, a plenas luz del día Cruella de Ville,
maldita madrugada y yo que me creía Steve Mc Queen.
Si en algún paso cebra la encuentras, dile que le he escrito un blues;
llevaba medias negras, bufanda a cuadros, minifalda azul.

Me dijo tienes fuego, tranqui que me lo monto de legal
salí ayer del talego, que guay si me invitaras a cenar.

De noche piel de hada, a plenas luz del día cruel abdevil,
maldita madrugada y yo que me creía Steeve Mc Queen.

Si en algún paso-cebra la encuentras, dile que le he escrito un blues
llevaba medias negras, bufanda a cuadros, minifalda azul.

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