No país da Puta que Pariu! (por Antonio Gonzalez)

Imaginem vocês um país… desses que mais parecem com uma República Bananeira…

Imaginem que nesse país dia trás dia acontecem coisas surreais, daquelas que mancham a dignidade do ser humano…

O helicóptero, Aécio Neves e os Perrelas

Imaginem que em 2013 um helicóptero é interceptado numa fazenda nessa República Bananeira descarregando 450 quilos de pasta de cocaína…

Imaginem que a máquina voadora pertence ao filho de um ex-presidente de um clube de futebol que também exerce de Senador na mesma República Bananeira…

Mas aumentem o imaginário porque 4 anos depois o dono da mesma fazenda é preso com U$ 17.000.000,00 (dezessete milhões de dólares) em cocaína…

Ora senhores… são apenas coincidências… tão quanto que o dono do helicóptero que foi apreendido com aqueles 450 quilos de pasta de cocaína, vira diretor da Confederação Bananeira de Futebol…

Pois bem…   até hoje ninguém foi preso.

Certamente, mesmo falecido há 22 anos, Renato Russo, encheria os pulmões para cantar “Que país é esse?”…

O desastre ambiental causado pelo rompimento da represa de Mariana

Mas vamos em frente…

Imaginem que nessa República Bananeira no dia 5 de setembro de 2015, numa cidade chamada Mariana rompe-se uma barragem de rejeitos de mineração denominada “Fundão”, controlada pela Samarco Mineração S.A., um empreendimento conjunto das maiores empresas de mineração do mundo, a brasileira Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Billiton. 

O rompimento da barragem de Fundão é considerado o desastre industrial que causou o maior impacto ambiental da história da República Bananeira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de metros cúbicos. A lama chegou ao rio Doce, cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, muitos dos quais abastecem sua população com a água do rio. 

Após atingir o oceano, a lama provavelmente afetou milhares de espécies da fauna e flora marinhas. Então oficialmente morreram 18 pessoas e 1 continua desaparecida…

Na primeira quinzena de novembro de 2015, foram criadas, na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, três Comissões Especiais para acompanhar o caso e as providências adotadas. Segundo divulgação pela imprensa, muitos dos parlamentares integrantes dessas três comissões receberam doações de empresas do grupo Vale para financiar suas campanhas eleitorais. Tais doações somaram R$ 2,6 milhões e são legais, informadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral.

Pois bem…   até hoje ninguém foi preso.

Certamente, mesmo falecido há 22 anos, Renato Russo, encheria os pulmões para cantar “Que país é esse?”…

Até quando?

Imaginem vocês que neste país você tem canais de televisões devendo CENTENAS DE MILHÕES em impostos e continuam com as suas concessões…

Imaginem que este país resolve polarizar o seu fraco e desconhecido conteúdo político entre a direita e os comunistas comedores de criancinhas… Imaginem vocês que alguns desses comunistas comedores de criancinhas traíram às palavras e os conceitos sobre a liberdade que propagavam há 40 anos e hoje vivem de acordo com os dogmas burgueses…

Imaginem que nessa República Bananeira mulheres são agredidas e assassinadas todos os dias pela (in)cultura covarde do feminicídio, daqueles que acham normal bater em mulher…

BASTA DE IGNORÂNCIA

E o que pensar dessa República Bananeira quando a perseguição à comunidade LGTB é a que, em pleno século XXI, causa o maior número de assassinatos contra esses seres humanos?  Sem esquecer que estes  comportamentos eram NORMAIS em plena Ditadura.

Nos tempos da Ditadura, a defesa das minorias

Como definir essa República Bananeira onde a execução sumária de uma vereadora chamada Marielle continua, passados mais de 11 meses, impune do tipo NINGUÉM SABE, NINGUÉM COMENTA, NINGUÉM VIU?

Prática essa comum na Itália camorrista, onde os mafiosos faziam de tudo para tirar de circulação juízes e políticos que tinham peito para não aceitarem com normalidade aos interesses da máfia.

Só que quem mandou matar Marielle mal podia imaginar que ela era semente, e que milhões de Marielles em todo mundo se levantariam no dia seguinte!

Marielle VIVE!

Como definir essa República Bananeira se centenas de policiais são executados estando ou não no exercício da sua profissão?  Que lugar é esse?

Como aceitar as barbáries contra a população negra dessa República Bananeira? Ou será que teremos que ressuscitar a Princesa Isabel e lhe dizer que tão importante quando o dia 13 de maio de 1888, seria do dia 14 de maio de 1888 em diante.

Como imaginar um país onde o poder do tráfico de drogas faz e desfaz, sabedores que somos que nem a droga, nem as armas sobem pelos seus próprios pés até as comunidades onde estão instaladas?

Negros, brancos, amarelos, coloridos… Todos VIVOS!!!

O que falar dessa República Bananeira que elege aos piores congressistas da sua história… como descrever esse país que elege como Deputado Federal, com  mais de 150 mil votos, a um ex ator pornô com amplo histórico de boçalidades explícitas?

Como traduzir essa República Bananeira onde motoristas fazem circular em suas contas bancárias míseros 2 MILHÕES DE REAIS?  Na boa, esse cara é bom pra cacete… é o mínimo que eu posso falar dele.

Legenda livre

Agora imaginem que aquela mesma República Bananeira onde ocorreu a tragédia com a represa da cidade chamada Mariana, 3 anos e meio depois volta a ser vítima de outra fatalidade: O rompimento da barragem em Brumadinho, é mais um triste capítulo da história dos desastres ambientais nesse país. Uma barragem pertencente à mineradora Vale rompeu-se no dia 25 de janeiro de 2019, desencadeando uma onda de lama que destruiu casas, vegetações e matou várias pessoas e animais.  Até o momento a cifra é de  169 mortos.

Nessa República Bananeira o Presidente dessa mineradora Vale, bicampeã (Mariana e Brumadinho) continua impune. Enquanto isso no exterior a imprensa não se esquece do acontecido.

Precisa traduzir?

Como podemos encarar essa República Bananeira onde um ministro diz que o Chico Mendes não significa nada e a ministra do “meninos vestem azul e meninas vestem rosa” conseguiu ver Jesus em um pé de goiabeira.

E por último, tentando abreviar esse baixo astral, imaginem que nessa República Bananeira o Centro de Treinamento do maior clube de futebol pega fogo causando a morte de 10 jovens atletas… Duas semanas depois a impunidade é a bandeira maior… os culpados estão na rua… ou vamos dizer que a culpa é do fogo.

Certamente, mesmo falecido há 22 anos, Renato Russo, encheria os pulmões para cantar “Que país é esse?”…

Decapitando futuros


Vocês estar pensando com esses causos que eu contei acima: “Esse Gonzalez depois que começou a falar com o Nelson Rodrigues tá metido… inventa países… quer falar inclusive de política”…

Nada disso, escrevi o textão acima porque quero, preciso e necessito falar de futebol, do meu, do nosso Fluminense.

O que aconteceu com o Fluminense com relação à decisão da Taça Guanabara teve de tudo o que pode acontecer num país com princípios de duvidosa reputação:

  1. Na quinta-feira depois da vitória do Fluminense contra o Flamengo, os funcionários encarregados da logística desse novo Maracanã SABIAM DE ANTEMÃO que a torcida do Vasco ficaria na arquibancada Sul;
  2. O contrato (mal redigido por quem escreveu e inclui a cláusula de que a Sul “pertencia” ao Fluminense) foi descumprido, rasgado em sua essência, por uma Concessionária que traz consigo as digitais de uma Odebrecth casadíssima com as mazelas descobertas pela Lava Jatos da vida;
  3. O desrespeito à decisão de uma Desembargadora, com a Justiça Brasileira sendo IGNORADA pelos maléficos desejos do Clube de REGATAS Vasco da Gama (aliado ao Consórcio Maracanã e à Federação de Futebol do estado), que desobedeceu o que foi determinado e vendeu ingressos SOMENTE PARA A SUA TORCIDA;
  4. O descaso de uma Federação de Futebol para com um dos seus afiliados, decidido (repetindo a parceria Caixa d’Água x Eurico Miranda) e submetendo a favor do clube do Monumental de São Januário;
  5. Como pode a Polícia Militar se mostrar tão pouco eficiente nas suas propostas, assim com na sua atuação;
  6. Na pergunta do milhão: Quem mandou abrir as portas do estádio e por que razão os torcedores do Vasco da Gama puderam aceder ao estádio sem ingresso e os do Fluminense não?;
  7. A virulência encomendada da torcida vascaína que provoca o distúrbio com a Polícia Militar;
  8. Arbitragem encaminhada, com a não anulação de um gol ilegal (impedimento com a participação direta na jogada, mesmo admitindo a falha do nosso goleiro) e com a presença do “brilhante” porém conflitante Marcelo de Lima Henrique como o árbitro do VAR.  Tá de sacanagem né… teria sido melhor e menos custoso colocar um cego para executar a função;
  9. E por último um TJD contaminado e parcial.
Sem legenda

Não amigos, eu defino o abad como um traidor, mentiroso… sei de tudo o que o Fluminense está passando por culpa dos desacertos desse garoto medito a Presidente do Clube.

Isso é uma coisa… Outra coisa é não reconhecer que o Fluminense foi vítima de um grande complô… coisa de máfia, de milícia, de tráfico de influências. E que precisa que estejamos alinhados na sua defesa.

E nessa apesar do meu #FORAabad eterno, eu vou estar ao lado do nosso clube…

Por outro lado é preciso que o abad entenda que os melhores quadros do clube NUNCA ESTIVERAM na flusócio, menos ainda nos Esportes “Caixa 2” Olímpicos e nem na boquinha dos aproveitadores da democracia tricolor.

Os melhores quadros, os que tem CURRÍCULO de verdade, foram colocados a margem da gestão:  Cacá Cardoso, Diogo Bueno, Sandor Hagen, Idel Halfen e Miguel Pachá posso listar outros 40 nomes) são MUITÍSSIMO MELHORES do que as merdas que acompanham ao abad.

Tanto que a ajuda do Presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Cesar Leite (previamente definito por um conselheiro da flusócio com “SEM VERGONHA”) foi fundamental… tanto para resolver os problemas referentes à papelada do CT Pedro Antonio, como para as tratativas do jogo.  Não obstante os profissionais do Departamento Jurídico do Fluminense CARECEM DE ESTRADA para profundeza dessa espécie.

De resto…

Certamente, mesmo falecido há 22 anos, Renato Russo, encheria os pulmões para cantar “Que país é esse?”…

E eu responderia na lata: 

É O PAÍS DA PUTA QUE PARIU!

Uma resposta para “No país da Puta que Pariu! (por Antonio Gonzalez)”

  1. Muito bom mas, acrescentaria mais, que a decisão de Campelo foi inflada pela idiotice de colocar a bandeira do time da Gávea em sua camisa causando um reboliço atrás dos muros de São Januário com isso a atitude de ir pro lado sul triouxe a torcida pro lado dele se esquecendo da idiotice que citei .

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