Mil, novecentos e noventa e… (uma carta aberta para a minha avó que faleceu em 1945 e que não conheci)

Se pica uma yonkie na Plaza Mayor um pouco de heroína…

Centro de Madrid esperando o replay…

Morre Ceausescu…

Que louco se foi já que o muro caiu…

Esmagando cabeças…

Em Tiananmen… Paraíso perdido em Tiananmen… China…

Desfilam tanques fotos do poder…

E na ilha de Castro suposta invasão…

Disco voador cheio de anfetaminas…

Libertaram Mandela…

Mas em  Sweto favela morriam  negros meninos…

E nas favelas do Rio morriam negros meninos…

Negro menino teu negro destino de menino negro…

Perestroyka ou será a pré história vovó?

Na antiga Yugoslavia um banho de sangue nacionalista…

No centro da Europa não tem petróleo e por pura revanche…

Religiões decidem matar para calar…

Raça branca de pura raça só porca miséria…

Cabeças peladas e mentes carecas… neonazismo… velho fascismo morto o comunismo… quem manda é o capitalismo.

E na Somália… o Deus da guerra é rei…

O Senhor dá a fome… e decide quem come…

Mas em  Sweto favela morriam  negros meninos…

E nas favelas do Rio morrem negros meninos…

Negro menino teu negro destino de menino negro…

Perestroyka ou será a pré história vovó?

1991 (1ª parte) / 1993 (2ª parte) – Madrid – Espanha

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