Tem que respeitar: ISSO AQUI É O FLUMINENSE, PORRA!!! (A história é cíclica, FORA flusócio)

Ontem, no final da grande vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Nacional do Uruguai, com a conquista da classificação para a próxima fase, emocionado que estava,  lembrei-me do meu falecido Pai…

Na saída do Fla-Flu decisivo em 1973, quando conquistamos o Campeonato Carioca daquele ano, depois de colocarmos a mulambada de quatro, meu Pai, na descida da rampa do Belini, se dirigia aos flamenguistas  e gritava: “Tem que respeitar… Isso aqui é o Fluminense, porra!!!”…

Uma vez nas ruas e sem soltar-me das suas mãos de imigrante que tinha sobrevivido, ainda criança, à uma Guerra Civil ele dizia:

“Esses caras são do time do General Médici (o então Presidente da República) e acham que estão acima do bem e do mal, podendo fazer de tudo.  Falaram  que iriam ser bicampeões em cima da gente porque são o clube do povo e que com o Flamengo campeão a nação ficaria feliz e calada”…

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(foto: Manfrini marcando o 3º gol da goleada)

E continuou: “Mas isso aqui é o Fluminense porra, a nossa camisa tem mística, a gente sempre corre por fora, calados, e quando menos se espera, apesar desse Presidente de merda (neste caso falava do então Presidente do Fluminense, Jorge Frias de Paula, que no início de 1973 havia denunciado ao Doi-Codi, algumas das lideranças das Torcidas Organizadas do Fluminense, que haviam pichado os muros da sua casa com “Fora Frias”, como TERRORISTAS) somos campeões… Basta com que não atrapalhem aos jogadores e que o Duque (o treinador) faça o feijão com arroz, sem inventar, que essa camisa joga sozinha”…

Putz… 45 anos depois esse momento mágico voltou à minha cabeça…

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(foto: Dionísio, o Bode Atômico, deixando a mulambada de 4 e fechando o caixão… Fluminense – Campeão Carioca de 1973)

Sem fazer uma grande partida, mesmo desperdiçando algumas oportunidades, com um Gum (esse sim é Mito) imenso, com um meio de campo mordedor dono de uma fortíssima marcação, mas principalmente jogando como Fluminense, clube grande e dono de uma belíssima história, construída em grande parte dentro das Laranjeiras.

Estamos classificados e isso é que importa… a 4 passos do paraíso…

Mas a minha alegria foi além…

Se em 1985 por ocasião da Libertadores, nos éramos apenas 10 Tricolores em Buenos Aires… Ontem ao ver aqueles cerca de 500 torcedores, espremidos num espaço que mais parecia um curral  (OS URUGUAIOS CAGARAM NA CABEÇA DA DIRETORIA DO ABAD) cantando, se entregando, deixando a alma, sendo mais um jogador, fiquei deveras emocionado, sensibilizado e grato.

Minhas homenagens:

Ao SOBRANADA 1902 (com a sua grande liderança) e às Torcidas Organizadas do Fluminense… Fantásticos;

– À Fluruguai;

– Ao Vinícius Toledo, do Explosão Tricolor, que deu um SHOW de cobertura (enquanto isso o Marketing e a Comunicação do Fluminense só se dedicam a fazer propagandinha para o Abad);

– Aos amigos Julio Bueno, Marcos Furtado, Luciana de Farias, Gustavo Marins, Guilherme Aguiar, Raul Guilherme e Alexandre Vilella, entre outros, o meu muito obrigado.

De resto…

Esse Fluminense é PHODA!  Tem que aprender da HISTÓRIA (história essa que esses renegados da Flusócio querem apagar pois pretendem acabar com as Laranjeiras, inclusive estão boicotando EXPLICITAMENTE o Projeto de Reforma, Ampliação e Revitalização das Laranjeiras)…

E tanto a história do Tricolor e a do país se confundem e repetem…

Há 45 anos era o Duque que deveria fazer um feijão com arroz sem inventar… ontem, mesmo com as suas rotineiras substituições malucas, no geral o Marcelo Oliveira fez esse mesmo feijão com arroz…

Há 45 anos o Presidente Jorge Frias, era odiado pela nossa torcida e se queixava dos nossos torcedores à polícia…

Hoje, o Presidente Pedro Abad é odiado pela nossa torcida e me denunciou à Polícia Civil e tenta processar-me…

Há 45 anos o Presidente da República, o General Emílio Garrastazu Médici (que presidiu o governo mais facínora da história do Brasil) era popularesco e não gostava de gente que pensava diferente dele…

Hoje nós temos o Bolsonaro…

Há 45 anos a gente calava o restante do Rio de Janeiro…

Hoje nós somos o Rio de Janeiro na América do Sul.

Há 45 anos o Frias tinha um Estatuto que o protegia uma vez que foi eleito de forma indireta…

Hoje, estamos aguardando o relator da Comissão que analisa o Pedido de Impeachment do Abad emitir logo o parecer… Já está demorando muito…

Há 45 anos o clube era formado por gente decente…

Hoje…  nisso   realmente os tempos mudaram… Nós temos que conviver com os MULAMBUS do alto clero da flusócio, que só aparecem nas vitórias com seus textos mentirosos… coisa de covardes.

No sábado teremos o Vasco pela frente… é bom ficar atentos… pois de outra forma vai ficar claro uma coisa… que o cobertor é pequeno… de que adianta cobrir a cabeça e deixar que os pés fiquem congelados.

No mais!

“Tem que respeitar: ISSO AQUI É O FLUMINENSE, PORRA!!!”

Não pare de cantar…

“Vamos pra cima Fluzão… QUEREMOS GRITAR É CAMPEÃO!”

Saudações TETRACOLORES

Antonio Gonzalez

 

Deixo aqui, um pequeno texto que define um ser popularesco daquele 1973

(https://medium.com/arquibancadaantifa/%C3%A0-sombra-da-ditadura-m%C3%A9dici-9dff88450cdf)

(foto: Médici no Maracanã — flamenguista e apaixonado pelo futebol e quase sempre visto nos estádios)

“À sombra da ditadura: Médici

Com a política interna conturbada, Lincoln Gordon, latifundiários e empresas estrangeiras instaladas no país, caminhávamos como um cordeiro rumo ao abate; Ambiente propício e completamente favorável para o golpe de 1964 no qual instauraria a ditadura militar no Brasil que duraria 21 anos. Assim como em qualquer outro ambiente, o futebol não ficou de fora do militarismo, autoritarismo, tensão, propaganda, mas acima de tudo resistência. Estrategicamente bem utilizado para manipular as massas, o futebol torna-se alvo de forte acesso para general Emílio Garrastazu Médici na década de 70.

Médici, nos braços da geral

É quase impossível não relacionar o Médici com o futebol, flamenguista e apaixonado pelo futebol e quase sempre visto nos estádios, o “28.º Presidente do Brasil” completa a lista de presidentes-ditadores junto a Castelo Branco, Costa e Silva, Geisel e Figueiredo. O ditador deu nome ao “Torneio do Povo”, oficialmente chamado de Torneio General Emílio Garrastazu Médici, inicialmente disputado por Flamengo, Atlético-MG, Internacional e Corinthians (campeão da edição de 1971). O Torneio do Povo tinha como intuito reunir os times com as maiores torcidas de seus respectivos estados; Teve como campeão na edição de 72 o Flamengo e em 73 o Coritiba.”

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